O QUE FAREMOS POR ESTA GERAÇÃO?


“Mais tarde, Jesus apareceu aos onze, enquanto estavam reclinados, ceando. Repreendeu-lhes a falta de fé e a dureza dos corações, porque não acreditaram no testemunho daqueles que o tinham visto depois de ressurreto. E lhes ordenou: “Enquanto estiverdes indo pelo mundo inteiro proclamai o evangelho a toda criatura. “Aquele que crer e for batizado será salvo, todavia quem não crer será condenado! Concluindo, depois de lhes ter orientado, o Senhor Jesus foi elevado aos céus e assentou-se à direita de Deus. Então os discípulos saíram e pregaram por toda parte; e o Senhor cooperava com eles, confirmando – lhes a Palavra com os sinais que a acompanhavam”.

                                           Marcos 16:14,16,19-20 Ver ainda: Atos 4:20-29

Jesus veio a esta terra com um projeto. Ele tinha que cumprir o programa de trabalho que recebera de Deus Pai. Obedientemente, Ele foi capaz de realizar todo o programa com êxito e excelência.

Ele trabalhou, suou, chorou, cansou-se, sofreu, foi traído e abandonado, mas com certeza Ele também alegrou-se, pois também contemplou o empenho e a perseverança de muitos homens e mulheres que o seguiam. Essas pessoas também renunciaram, deixando muitas coisas para estar ali a seus pés. Também eles pagaram um preço e com certeza, isso agradava a Jesus, como mestre.

Jesus teve um ministério dinâmico ( cheio de força, de energia, ativo). Esse ministério culminou com três ações chaves:

  1. Jesus morreu na cruz do Calvário – Após humilhação e dores, Ele tomou o nosso lugar na cruz. Não apenas para perdoar os nossos pecados, não apenas para nos livrar da condenação eterna, não apenas para que não fôssemos para o inferno. Quando deus Pai optou pelo sacrifício de seu único filho, sua visão era muito mais abrangente. Era recriar a vida de Deus em nós; aquela vida que fora perdida no Éden, a vida real e abundante. Assim pensando, “aceitar a Jesus” como Salvador é pouco. Muito mais é ser moldado e readquirir a essência primeira, a primeira imagem que nos faz semelhantes a Deus.
  2. A outra ação chave do programa de Deus para Jesus foi sua Ressurreição dentre os mortos de modo sobrenatural. A morte teve que render-se, cedeu lugar ao Senhor da vida, com sua força, poder e soberania.
  3. A terceira ação chave foi sua volta para o seu lugar de direito e para seu real posto de Rei dos Reis, muito mais exaltado agora. Jesus ascendeu aos céus, mas para logo manifestar-se em uma terceira pessoa, agora para viver definitiva no homem como força invisível, real e sobrenatural, o Espírito Santo da promessa com o qual somos selados como propriedade exclusiva de Deus, nosso penhor, até o dia do nosso resgate pelo Senhor Jesus, que será efetivado na Segunda Vinda a todos que aceitam o sacrifício de Jesus e o declaram como seu Salvador e Senhor.

Assim, Jesus cumpriu todo o projeto de Deus Pai e foi vitorioso. Então agora começava o projeto de Deus para os homens que não se encerrou em Jesus Cristo em termos práticos e reais.  Na esfera espiritual tudo estava concluído, mas sua praticidade continuaria através de cada um de nós, seus filhos.

Caso assim não fosse, o que aconteceria com aqueles que não testemunharam o sacrifício de Jesus? E o destino eterno das gerações vindouras a Ele?

O Plano de Deus então não terminou, ele é contínuo…Mt 28:18-20 ( Ler com a Igreja) Então, Jesus aproximando-se deles lhes assegurou: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Portanto, ide e fazei com que todos os povos da terra se tornem discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a obedecer a tudo quanto vos tenho ordenado. E assim, Eu estarei permanentemente convosco, até o fim dos tempos”. 

Continuou com aqueles que tinham sido chamados, ensinados e testemunhado, que o acompanharam: Os apóstolos. E não só eles, mas toda a congregação formada até ali. Todos receberam a incumbência de continuar o projeto de Deus para a humanidade.

O texto que lemos em conjunto é o que se chama comumente de “Grande Comissão”

Comissão significa: Conjunto de pessoas encarregadas de tratar juntamente de um assunto.

Após serem revestidos de poder no Pentecostes, eles obedeceram e agora como igreja, começaram a pregar a Palavra e a incomodar e confrontar a sociedade da época. Resultado dessa obediência é o que lemos em Marcos 16:20 Então, os discípulos saíram e pregaram por toda parte; e o Senhor cooperava com eles, confirmando-lhes a Palavra com os sinais que a acompanhavam.

A Igreja primitiva recebeu o ministério dinâmico de Jesus, era…

  • Ativa – cheio de energia, decidida, capaz de aventuras, cheia de ação.
  • Dinâmica – movimento de forças internas que produzem movimento
  • Militante – que funciona, que está em exercício.

Não obstante à perseguição, o sofrimento e até a morte, não se deixou abater. Enfrentaram feras nos circos de Roma, eram queimados vivos, eram desterrados, mas o louvor estava em seus corações. Permaneceram firmes no programa de Deus.  O que lemos em Atos 4: 20/29 “Então, convocando-os novamente, ordenaram-lhes que não falassem, tampouco ensinassem em o Nome de Jesus. Contudo, Pedro e João propuseram-lhes: “Julgai vós mesmos se é justo diante de Deus obedecer a vós mais do que a Deus. Pois não podemos deixar de falar de tudo quanto vimos e ouvimos!”

“Agora, pois, ó Senhor, considera as ameaças deles e capacita os teus servos para proclamarem a tua Palavra com toda a intrepidez. Estende a tua mão para curar e realizar sinais e maravilhas por meio do Nome do teu Santo Servo Jesus!” E assim que terminaram de orar, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram plenos do Espírito Santo e, com toda a coragem saíram anunciando a Palavra de Deus.”

Foi uma igreja fazedora de discípulos para Jesus. Essa foi a comissão, coletiva: Não podemos deixar de falar de tudo quanto vimos e ouvimos…

A Parábola da Igreja de Duas Asas

Num manual de curso de células ministrado pelo Dr. Ralph Neighbour, encontrei a parábola da igreja de duas asas que ilustra a importância do equilíbrio entre celebração e reunião de células:

Certa vez foi criada uma igreja com duas asas; ela podia voar alto até a presença de Deus. Um dia a serpente, que não tinha asas, desafiou a igreja a voar com apenas uma asa, que era a asa da grande reunião (culto de celebração). Com muito esforço a igreja conseguiu voar e a serpente a aplaudiu fortemente.

Com essa experiência, a igreja se convenceu de que poderia voar muito bem apenas com uma asa. Deus, o criador da igreja, ficou muito triste. A igreja com uma asa mal podia sair do chão, e só voava em círculos sendo incapaz de mover-se de seu ponto de origem.

A igreja se acomodou, começou a ganhar peso e se tornou preguiçosa, radiante com uma vida puramente terrena. Finalmente, o criador formou uma nova igreja com duas asas. Mais uma vez, Deus tinha uma igreja que poderia voar até Sua presença e louvá-lo com alegria.

Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

Pr. Mario Veja

A Igreja hoje

A igreja primitiva passou. Podemos lembra – la com admiração. Mas as lembranças não mudam a situação parasitária de muitas igrejas de hoje em relação ao plano de trabalho de Deus.

Uma igreja desobediente à vontade de Deus. Deixou o dinamismo, a mobilização, deixaram de trabalhar juntamente o assunto do Reino. Começou a voar somente com a asa maior. Atribuiu o encargo do projeto de Deus aos líderes, ficou apática e barriguda, estéril e criança. Alguns ainda fazem discípulos, mas discípulos para si mesmo, a quem possam dominar. Recusa-se ao conhecimento, substituem a Palavra viva e eficaz, a Bíblia, por conceitos ensoberbecidos de homens. Idolatram homens e até lhes dão glória.

O que fazer então?

  • Resgatar a vontade e a soberania de Deus.
  • Resgatar o compromisso e a fidelidade com o Programa de Deus – Ganhar vidas, discipular, acompanhar e ensinar-lhes a fazer o mesmo
  • Resgatar a ação do Ide na força do Espírito Santo.

Agora é a nossa vez! Nós somos a igreja dessa geração, não no sentido etário da palavra, mas porque espiritualmente pertencemos à geração de Jesus Cristo e da Igreja Primitiva. Não sabemos se amanhã teremos a mesma oportunidade que temos hoje

  • Resgatar o louvor e a adoração congregacionais e individuais. Somos luz e sal, tendo bem claro que os propósitos coletivos se aperfeiçoam no individual.
  • Resgatar a asa menor que são os pequenos grupos, ou as células. Somos conclamados a essa participação e atuação na igreja dinâmica, ativa e militante. A voz pastoral tem se feito ouvir…o programa de trabalho está sendo repassado. O Espírito está dando a direção. Contudo, podemos também como aquela alegoria da criação da igreja, voar só com a asa maior, dos cultos e programações que pouco tem acrescentado vidas à esta família. Os pequenos grupos, que fazem a base do evangelismo, da consolidação, da comunhão e do crescimento.

Falando Individualmente

Deus tem um programa coletivo para sua igreja, mas não para por aí. Quando lemos a conversão de Saulo, percebemos que Deus também tem chamados especiais. Quem era Saulo? Perseguidor, assassino, saqueador. Mas agradou a Deus fazê-lo um instrumento de bênção em seu plano de trabalho. Deus pode usar a quem quiser e aceitar. Deus pode chamar asas grandes e pequenas, mas ambas são essencialmente indispensáveis e importantes dentro de seu projeto do avanço do Reino, nesta terra.

Jesus fez a parte dele! Os discípulos e a igreja primitiva e muitos cristãos tem feito sua parte. E você.

Agora é a nossa vez de continuar esse plano de trabalho nesta geração. Alguns podem alcançar até gerações vindouras com seu ensino, ensinando muitos outros o que importa para serem salvos.

O que você fará a respeito?

 

Miss. Helena Paladino

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