JESUS MINHA VITÓRIA


JESUS MINHA VITÓRIA

 

¨Ora, se invocais como Pai aquele que julga imparcialmente as obras de cada pessoa, procedei com sincero temor reverente durante a vossa jornada terrena. Porquanto, estais cientes de que não foi mediante valores perecíveis como a prata e o ouro que fostes resgatados do vosso modo de vida vazio e sem sentido, legado por vossos antepassados. Mas fostes resgatados pelo precioso sangue de Cristo, como de Cordeiro sem mácula ou defeito algum, conhecido, de fato, antes da criação do mundo, porém revelado nestes últimos tempos em vosso favor. Por intermédio dele credes em Deus, que o ressuscitou dentre os mortos e o glorificou, de modo que a vossa fé e a esperança estão firmadas em Deus. ¨ 1 Pedro 1: 17-21

  A Páscoa ou Domingo da Ressurreição é uma festividade religiosa que celebra a Ressurreição de Jesus de Nazaré ocorrida três dias após sua crucificação no Calvário ou Gólgota. É a principal, a mais antiga e a mais importante celebração cristã.

    A Páscoa cristã está ligada à Páscoa judaica pela data e também por muitos de seus simbolismos centrais.

    O termo ¨páscoa¨ apresenta vários significados, dependendo da língua em que é usada. Quero usar o significado grego de passar por cima ou passagem.

    A páscoa era estatuto perpétuo para o povo judeu em memorial à libertação que Deus realizou através de Moisés, após 430 anos de permanência do povo de Deus nas terras do Egito, onde pelo menos, 400 deles foi de escravidão. ( Ex 12:40). Deus ouve o clamor do povo e envia Moisés para conduzir o povo para fora do Egito, rumo à terra prometida. Contudo, Faraó não cede aos apelos de Moisés e não libera o povo para partir. Mesmo após as nove pragas que assolam as terras e famílias egípcias, Faraó permanece irredutível e não libera o povo, conforme os pedidos de Moisés.

    Então, Deus determina a décima praga, onde o anjo da morte passaria nas terras do Egito e ceifaria a vida de todo primogênito (primeiro filho), tanto dos homens como dos animais.

    Deus instrui aos israelitas a sacrificarem um cordeiro sem defeito, escolhido por cada cabeça de família para ser sacrificado, assado e comido com pães sem fermento (ázimo) e ervas amargas. O sangue desse cordeiro deveria ser separado para ser aspergido nos umbrais das casas dos israelitas. Na noite em que o anjo exterminador passasse nas terras egípcias, veria o sangue no umbral da casa e o primogênito que ali estivesse seria poupado. Nas casas onde não houvesse sangue, o primogênito que ali estivesse seria morto. Assim, as famílias egípcias foram assoladas com a morte de seus primogênitos. Até o filho de Faraó foi ceifado, fazendo com que o mesmo liberasse o povo de Israel para partir.

     A partir desse feito libertador, desse momento da história, o povo israelita passou a celebrar a páscoa, em toda primavera, já que as instruções divinas relatavam ser essa celebração um ¨Estatuto perpétuo¨, conforme o livro de Êxodo 12:14 ¨E este dia vos será por memória, celebrá-lo-eis por festa ao Senhor; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo¨.

      Ex 12: 26-27 ¨Quando tiverdes entrado na terra que Yahweh vos dará, como Ele prometeu, celebrareis esse rito. Quando vossos filhos vos indagarem: Que rito é este? Ensinareis: É o sacrifício de Pessach, Páscoa ao Senhor que passou sobre as casas dos filhos de Israel no Egito e poupou nossas famílias quando matou todos os primogênitos dos egípcios! Então o povo prostrou-se em adoração a Yahweh. ¨

     Assim, em cada páscoa, os israelitas juntamente com suas famílias, sacrificavam um cordeiro, tiravam de suas casas todo fermento e comiam ervas amargas e contavam os feitos de Deus ao libertá-los da escravidão do Egito.

     O povo de Deus deixou o Egito   com grande demonstração de poder e vitória de Deus sobre seus inimigos.

     Sabemos que o Cordeiro pascal da primeira páscoa era uma sombra, uma simbologia ao Cordeiro de Deus, Jesus, que seria sacrificado em substituição a toda a humanidade. Que faria a passagem. João Batista disse: ¨Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo¨. (João 1: 29)

      Nos tempos do Novo Testamento, ou nos tempos de Cristo, os judeus israelitas observavam a páscoa da mesma maneira. Jesus aos doze anos foi levados por seus pais à Jerusalém para a celebração da páscoa (Lucas 12: 41-50). A última ceia de que Jesus participou com seus discípulos em Jerusalém, pouco antes da cruz, foi a refeição da páscoa.

      Naquele dia, em Jerusalém, Jesus celebrava a páscoa com seus discípulos, quando fez menção do pão (como sua carne) e do vinho (como seu sangue), que seria sua vida oferecida por nossos pecados na cruz do Calvário. Então Jesus institui a Ceia do Senhor como memorial do seu sacrifício, agora com o verdadeiro Cordeiro que seria imolado, não mais um símbolo, mas o cumprimento da promessa e o selo da missão de Cristo nesta terra.

      Sabemos que após a ceia Jesus foi preso, martirizado e morto. No terceiro dia, no domingo, que era o último dia da celebração da páscoa judaica, Ele ressuscita, demonstrando novamente o poder de Deus e a vitória sobre o inimigo. – É a ressurreição de Jesus de Nazaré que havia sido morto, a passagem da morte para a vida. É a vitória de Deus sobre tudo que fere e mata a vida. Jesus faz a passagem da morte para a vida plena. A partir da ressurreição de Jesus temos o convite para participar da vida plena

      Para os cristãos, a páscoa tem o propósito de lembrar a salvação em Cristo e da redenção do pecado e da escravidão de Satanás, pois Jesus foi crucificado na páscoa, como Cordeiro Pascal. 1 Coríntios 5:7 ¨ Livrai-vos do fermento velho, a fim de que sejais massa nova e sem fermento, assim como certamente, sois. Porquanto Cristo, nossa Cordeiro Pascal, (nossa páscoa) foi sacrificado¨. Que liberta do pecado e da morte todos aqueles que nEle creem. Jesus ressuscita demonstrando outra vez a vitória de Deus, seu poder e amor pela humanidade. Essa vitória de Cristo é nossa também, pois nEle passamos:

  • Do império das trevas para o Reino do Filho do seu amor.
  • Da morte eterna para a vida eterna.
  • Da vida velha para o novo nascimento (regeneração).
  • Da condição de pecadores para justos ou justificados.
  • De filhos da ira para filhos da promessa.
  • Da desesperança para a esperança.
  • De sinagoga de Satanás para casa favorita de Deus.
  • Da perdição para a Salvação.
  • De abandonados para benditos de Deus.

    Nossa vida é pontilhada de vitórias conquistadas por Jesus em nosso Favor. Jesus é nossa Páscoa, nossa passagem.

    Poderíamos terminar aqui. Cheios das vitórias de Cristo. Isso é muito bom. Mas não poderia deixar de refletir sobre nossa responsabilidade nessa história. Diante de tão grande vitória, diante de tão grande amor, o apóstolo Pedro, nos convida a refletir e nos orienta em nosso agir cristão. Ele nos diz no texto lido no início desta mensagem: 1 Pedro 1:17-21…

  1. Devemos proceder com sincero temor reverente durante nossa jornada na terra, pois deus é imparcial e vai julgar segundo as obras de cada um.
  2. Nós não fomos resgatados do nosso modo de vida vazio e sem sentido através de valores perecíveis como a prata e o ouro.
  3. Fomos resgatados pelo precioso sangue de Cristo como Cordeiro sem mácula ou defeito.
  4. Foi revelado nos últimos tempos em nosso favor.
  5. Por intermédio de Cristo, nós cremos que Deus o ressuscitou dentre os mortos e o glorificou, de modo que nossa fé e esperança estão firmadas em Deus.

     Temos vitória, mas há uma responsabilidade recíproca nessa vitória, nesse amor.  Fernanda Brum em sua canção diz: ¨Ninguém teve amor assim¨.

     A Aliança estabelecida por Cristo, conosco é perene!

     1 Pedro 1:3-4 – ¨Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo! Porque, de acordo com sua extraordinária misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, por intermédio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma aliança que jamais se extinguirá, nem tampouco será desonrada ou perderá seu valor. Herança preservada nos céus para vós, ¨

     Que assim seja nossa aliança! Feliz Domingo de ressurreição!

                                                                                                                                            Mis. Helena Paladino

 

 

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