doutrina-da-igreja

A DOUTRINA DA IGREJA


Teologia Sistemática

A DOUTRINA DA IGREJA

 ( ECLESIOLOGIA )

INTRODUÇÃO:

      “O ensino das escrituras acerca da Igreja é tão claro e positivo quanto o que diz respeito a qualquer outra doutrina; contudo, a concepção dos homens, mesmo de cristão professo, sobre o assunto, parece ser muito indefinido e vago. Isso sem dúvida se deve ao fato de que, segundo o emprego humano, o termo “igreja” tem numerosos e variados significados. É empregado para discriminar entre grupos organizados, como: Igreja Presbiteriana, Igreja Metodista ou Igreja Católica romana. É usado em relação a edifícios, designando um local de reunião em que os cristãos se reúnem para adorar. Essa terminologia, e outros usos semelhantes, tendem a obscurecer a verdadeira significação do vocábulo. Quando, entretanto. chegamos ao uso bíblico do termo, verificamos que essa indefinição desaparece.” ( Bancroft )

I. A NATUREZA DA IGREJA

A Definição.

         ” A palavra portuguesa Igreja é tradução do termo grego “em grego: Εκκλησία; transl.: ekklesia)“, que significa ‘chamados para fora’. É um vocábulo que era usado para designar uma assembleia ou congregação que fosse convocada para diversos propósitos. O significado desse termo segundo emprego no Novo Testamento, é duplo. Refere-se àqueles que são chamados para fora, dentre as nações, ao nome de Cristo, para constituírem a Igreja, o corpo de Cristo. Nesse sentido, a Igreja é um organismo. Refere-se ainda aos que são chamados dentre uma determinada comunidade a fim de obedecer aos princípios e preceitos de Cristo encontrados no Novo Testamento, a Igreja é uma organização.

  • Na qualidade do Organismo ( sentido Universal )

         A Igreja é o corpo místico de Cristo, do qual Ele é a cabeça viva e do qual os crentes regenerados são membros. I Co 12:12-13; Ef 1:22-23; 3:4-6; I Pe. 1:3,22-25 (observe os termos Igreja) e não Igrejas; Mt 16:18; I Co 15:9; Gl 1:13; Fl. 3:6; At. 8:3; Ef 5:25; 1:22 ).

  • Na qualidade de Organização ( sentido local ).

         Uma Igreja local é um grupo de crentes batizados, reunidos pelo Espírito Santo com o propósito de obedecer aos princípios e preceitos da palavra de Deus. At 16:5; Temos a Igreja em Jerusalém; At 8:1;11:22; em Antioquia, At 13:1; em Efésios 20:17; em Corinto I Co 1:2; II Co 1:1; e as Igrejas que se reuniam em várias casas em Roma, na casa de Priscila e Áquila, Rm. 16:3,5; na casa de Asíncrito, Rm. 16:14; na casa de Filólogo e Júlia, Rm. 16:15,16.

         “A Igreja, que considerava em seu aspecto mais amplo, como organismo e que inclui todos os crentes cristãos autênticos, chamados de todas as nações entre o primeiro e segundo advento de Cristo; que considerada em seu aspecto local, como organização que inclui os crentes de determinada comunidade, não ser identificada como Reino de Deus nem como o Reino dos Céus. O Reino de Deus é aquela esfera ou terreno em que a sabedoria de Deus é reconhecida e em que sua vontade é obedecida, inclusive anjos não caídos e os homens redimidos de todos os séculos. A Igreja, entretanto, inclui apenas os homens na atual dispensação, sendo assim, apenas uma parte do Reino de Deus.” ( Bancroft ) Hb 12:22,23.

    B.  Títulos.

         Tipologia e Simbologia da Igreja:

         a) É o corpo de Cristo. Cl 1:24; I Co 12:27.

         b) É a habitação de Deus. II Co 6:16; Ef 2:22.

         c) É a coluna e firmeza da verdade. I Tm 3:15.

        d) É a raça eleita I Pe 2:9.

        e) É o sacerdote real. Pe 2:9.

        f) Nação santa. I Pe 2:9.

       g) É a propriedade exclusiva de Deus. I Pe 2:9.

       h) É a noiva de Cristo. II Co 11:12; Ap 19:7.

       i) É a lavoura de Deus. I Co 3:9.

      j) É o edifício de Deus. I Co 3:9.

      l) Israel de Deus. Gl 6:16.

     m) Herança de Deus. I Pe 5:2.

      n) Família no céu e na terra. Ef 3:15.

II. A FUNDAÇÃO DA IGREJA.

A. Considerada Proféticamente.

            “Israel é descrito como uma Igreja no sentido ser uma nação chamada dentre as outras nações ser um povo de servos de Deus. (At 7:38) Quando o Antigo Testamento foi traduzido para o grego, a palavra “congregação” (de Israel) foi traduzida Ekklesia ou Igreja. Israel, pois, era a congregação ou Igreja de Jeová. Depois de a Igreja judaica o ter rejeitado Cristo predisse a fundação de uma nova congregação ou Igreja, uma instituição divina que continuaria sua obra na terra (Mt 16:18). Essa é a Igreja de Cristo, que veio a ter existência no dia de Pentecostes.”

B. Considerada Historicamente.

         “A Igreja de Cristo veio a existir, como Igreja, no dia de Pentecostes, quando foi consagrada pela unção do Espírito. Assim como o tabernáculo foi construído e depois consagrado pela descida da glória divina (Êx 40:34), assim os primeiros membros da Igreja foram consagrados no Cenáculo e consagrados como Igreja pela descida do Espírito Santo.. É muito provável que os cristãos primitivos vissem nesse evento o retorno da ‘SHEKINAH’ (a glória manifesta no Tabernáculo e no Templo) que, havia muito, partira do Templo, e cuja ausência era levantada por alguns dos rabinos.

         Davi juntou os materiais para a construção do Templo, mas a construção foi feita por seu sucessor, Salomão. Da mesma maneira, Jesus, durante o seu ministério terrenal, havia juntado os, materiais da sua Igreja, por assim dizer, mas o edifício foi erigido por seu sucessor, o Espírito Santo.” ( Meyr Pearlmen ).

C. O Fundador da Igreja.

         Quem é o fundador da Igreja cristã? Para os Católicos romanos a resposta é Pedro. Baseado em Mt 16:18. Mas para a maioria dos. evangélicos a resposta é Jesus Cristo. Para dissiparmos as controvérsias, temos que analisar, interpretar as sagradas escrituras, sem subterfúgios e sem pretexto. Não querendo fazer de um texto um amparo e sustentáculo de mentira. Vamos analisar a posição de alguns autores sacros:

         “A ‘Pedra’ constante de Mt 16:18 nada mais é do que confissão de Pedro: em Cristo está a verdade – Ele é a verdade fundamental da Igreja! (I Co 3:11)

         Em vários textos da Bíblia encontramos alusões a Cristo, como sendo Ele a ‘Pedra’. Para Daniel, no Antigo Testamento, Cristo é a pedra que o alto será lançada, e que destruirá a estátua do misterioso sonho de Nabucodonosor. (Dn. 2:34,35) A Pedra aqui fala de Cristo na sua segunda vinda; destruindo o poder gentílico mundial. Para Pedro, Cristo era a Pedra que o líderes espirituais de Israel rejeitaram e mataram. At 4:10,11; e a Pedra angular que traria salvação. I Pd 2:4-8. Para o apóstolo Paulo, Cristo é a pedra de tropeço e escândalo para os incrédulos, mas escape e segurança para o crente. Rm 9:33; Ef 2:20, e que Cristo já era a pedra prefigurada no Antigo Testamento. I Co 10:4.

         Dos oitenta e quatro chamados pais das Igrejas primitivas, só dezesseis creiam que o Senhor se referiu a Pedro, quando desse essa pedra. Os demais, uns diziam que a expressão se referia a Cristo mesmo, outros a confissão que Pedro acabara de fazer, ou, ainda, a todos os apóstolos.

         O substantivo grego ‘Petra – petra’ designa, no grego, ‘uma rocha grande e firme’. Já o substantivo masculino ‘Petros – PetroV’ é aplicado geralmente para designar blocos de pedras pequenas, tais como a pederneira, ou pedra de arremesso.

         Pedro é Petros – parte da rocha, não Petra – rocha grande e firme.

         Cristo é Petra – rocha grande firme.

         Pedro foi uma pedra forte e firme, mas em união com Cristo e nunca desligada d’Ele.” (Raimundo de Oliveira).

         Com relação as “chaves”; devemos notar que Cristo lhe deu as “chaves”; do ‘reino dos Céus’, e não as da Igreja (Mt 16:19). Se nossa interpretação desse termo for correta, então Cristo simplesmente lhe deu as ‘chaves’ da cristandade. Pedro realmente abriu a porta aos judeus e prosélitos no dia de Pentecostes (At 2), e aos gentios, mais tarde, na casa de Cornélio (At 10). Estas duas vezes, Pedro tomou a iniciativa que parecia cumprir as condições desta promessa. Quanto a autoridade de ligar e desligar (Mt 16:19), deve-se notar que mais tarde Jesus deu a mesma autoridade a todos os discípulos”. Jo 20:22-23; conf. com Lc 24:33; ver também Mt 18:1,15-20.

         Pedro em hipótese alguma arroga para si tamanho privilégio; declarou que o perdão só pertence a Deus. At 8:22; foi enviado pelos apóstolos para estabelecer Igreja. (At 12:14-15) aceitou com humildade a repreensão de Paulo. Gl 2:11; porém, indubitavelmente era reputado como uma das colunas da Igreja cristã. Gl 2:9;

III. O GOVERNO DA IGREJA

      Há três básicos de governo eclesiástico hoje em dia, todos eles com algum respaldo nas Escrituras; são eles: o Episcopal, o Presbiteral e Congregacional.

         A. Episcopal, a Igreja é governada por Bispos; na realidade, por três diferentes ordens de ministros: bispos, sacerdotes (pastores) e diáconos. Essa forma é adotada pela Igreja Católica Romana, a Igreja Anglicana da Inglaterra, a Igreja protestante Episcopal dos Estados Unidos, a Igreja Metodista Episcopal. At 20:17-28; Tt 1:5-7.

        B. Presbiteral. É o governo da Igreja formada por Presbíteros. Geralmente traz consigo os seguintes tribunais: o conselho, o presbitério o sínodo e a assembleia geral. Só há uma ordem no ministério, a saber os Pastores, Presbíteros em exercício ou Presbíteros e diáconos. Tanto os Pastores como os Presbíteros em exercício tomam parte nas reuniões do presbitério. sínodo e assembleia geral. É mais usada pela Igreja Presbiteriana, que leva o próprio nome. At 14:23; I Tm 4:14; ver também decisão doutrinária para ser resolvida com o presbitério. At 15:6.

       C. Congregacional. Nesse sistema, todo poder eclesiástico é exercido por cada Igreja local, reunida em congregação, e as decisões tomadas pela Igreja local individual não está sujeita a revogação por nenhum outro corpo eclesiástico. As organizações distritais ou gerais tem apenas poder para aconselhamento e só são instituídas com a finalidade de cooperar no trabalho missionário. Este sistema é o que mais é citado na Bíblia e usado pelos batistas de todo o mundo, as Igrejas independentes da Inglaterra e as Igrejas congregacionais. At 1:23,26; 6:1-6; 15:2,3; Mt 18:17,18; I Co 5:13; II Ts 3:6,14,15; II Co 8:19.

IV. AS ORDENANÇAS DA IGREJA.

         “A palavra ‘ordenança’ se deriva de dois vocábulos latinos que, em seu sentido final, significa ‘aquilo que foi ordenado ou mandado’. Esse termo tem sido usado para descrever as duas instituições o Batismo e a Ceia do Senhor, que Cristo deixou as Igrejas para observarem.

         Há certas opiniões errôneas com referência as ordenanças e que precisam ser rejeitadas. Os romanistas concebem que, de alguma maneira, a mera realização desses atos transmite bênçãos ou outorga graça espiritual. Nada, porém, existe nos próprios atos capaz de transmitir graça; nada há de misterioso, de miraculoso; Deus abençoa a realização desses atos tal qual abençoa a obediência e a adoração em quaisquer circunstâncias.

         Outros tem adotado a prática de um uso meramente ritual ou formal das ordenanças, observando-as como um costume ou ato religioso, sem qualquer conceito verdadeiro de sua intenção. Tal observância não tem real valor, porque na qualidade de ordenanças elas tem uma relação importantíssima com as experiências que simbolizam. E, se não houver experiência vital também não pode haver verdadeiro simbolismo.

         A verdadeira compreensão das ordenanças parece abranger uma tríplice significação; são verdades cristãs simbolizadas; são memórias de Cristo, observadas em obediência a Ele, expressões de amor e devoção; são ritos cristãos, que as observam convenientemente.” (Bancroft)

        A. BATISMO.

  • Seu significado.

         “O batismo simplesmente apresenta, através do símbolo visível, a morte, o sepultamento e a ressurreição de Cristo, como também nossa morte para com a antiga vida de pecado, nosso sepultamento na semelhança de sua morte, e nossa ressurreição para andarmos com Ele em nova vida.” (Goodchild) Rm 6:3-7; Gl 2:11,12.

         A palavra “batizar”, usado em Mt 28:19,20, significa literalmente mergulhar ou imergir. “Essa interpretação é confirmada por eruditos da língua grega e pelos historiadores da Igreja. Mesmo eruditos pertencentes a Igreja que batizam por aspersão admitem que a imersão era o modo primitivo de batizar.” Mt 3:6,13-17; Jo 3:22,23.

  • Ordenado por Cristo. Mc 16:15,16; Mt 28:19,20.
  • Praticado na Igreja Primitiva. At 2:41,42; 8:35-39.

         Pergunta: Se a ordem para o batismo é trinitária, como então conciliar a afirmação do Apóstolo Pedro quando afirmou para se batizar em nome de Jesus? At 2:38.

         A resposta é a seguinte: estas ultimas palavras não representam uma fórmula batismal, porém uma simples declaração afirmando que recebiam batismo as pessoas que reconheciam Jesus como Senhor e Cristo. Por exemplo, o “didaquê”, um documento cristão escrito cerca do ano 100 A.D., fala do batismo cristão celebrado em nome do Senhor Jesus, mas o mesmo documento, quando descreve o rito detalhadamente, usa a fórmula trinitária. Quando Paulo fala que Israel foi batizado no Mar Vermelho, os israelitas aceitam Moisés como guia e mestre como enviado do céu. Da mesma maneira, ser batizado em nome de Jesus significa encomendar-se inteira e eternamente a Ele como Salvador enviado do céu, e a aceitação de sua direção impõe a aceitação da fórmula dada por Jesus no capítulo 28 de Mateus.

         – A tradução literal de At 2:38 é: “Seja batizado sobre o nome de Jesus Cristo”. Isso significa, segundo o dicionário de Thayer, que os Judeus haviam de repousar sua esperança e confiança em sua autoridade Messiânica.

         Nota-se que a fórmula trinitária é descrita duma experiência. Aqueles que são batizados em nome do trino Deus, por esse meio estão testificando que foram submergidos em comunhão espiritual com a trindade. Desse modo, pode-se dizer acerca deles: “a graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com vós todos” II Co 13.13.

  • A Bíblia apoia o batismo de criança? Em quase todos os textos que falam sobre o batismo eles precedem sempre de arrependimento, fé e conversão por parte do penitente. Portanto, o batismo tem que ser realizado por uma pessoa que saiba o que se está praticando ou seja consciente desse ato. At 18:8;2:38;8:36,37; 10:44-48.
  • O Batismo traz regeneração? Os que afirmam sim, usam os seguintes textos: Jo 3:5; At. 22:16; Tt 3.5.

         Fica evidente em toda a Escritura correlacionada ao assunto que o batismo é um ato de fé manifesta e não um instrumento salvífico.

         A expressão usada no testemunho de Paulo em At 22:16 “…lava os teus pecados…” não pretende indicar que o batismo em água pode fazer tal coisa, pergunto, isso seria contrário a todo o ensinamento bíblico paulino sobre a validade do batismo em água. O batismo em água é o sinal de uma importante obra espiritual, operada pelo Espírito Santo e é exatamente essa atuação do Espírito de Deus que é simbolizada por esse rito externo. A verdade simbolizada é que tira o pecado, ao passo que o batismo em água meramente serve de ‘sinal’ externo a esse respeito. É a operação íntima do Espírito Santo que purifica o homem, que o transforma segundo a imagem ética e metafísica de Cristo, e jamais o ato de ser imerso em água. Aqueles que insistem em atribuir ao batismo na água, ou mesmo à obediência do crente em anunciar a essa cerimônia, pensam de modo contrário ao espírito expresso pelo concílio de Jerusalém, cuja narrativa aparece no décimo quinto (15) capítulo de Atos, onde ficou claramente demonstrado que os ritos ou sacramentos nada tem a ver com a salvação essa que só pode tornar-se realidade mediante as operações internas da graça divina, conforme essas mesmas decisões apostólicas o demonstram. ( Champlin )

         Observe o caso do ladrão na cruz. Lc 23:29-43; e de Simão, o mago At 8:13,22.

        B. A CEIA DO SENHOR.

         “A comunhão da ceia do Senhor tem o propósito de servir de recordação do sofrimento do Senhor a nosso favor. É uma celebração de sua morte. O salvador sabia como é curta a memória humana. E, por consideração à nossa fraqueza e inclinação ao esquecimento, estabeleceu essa simples ceia memorial. Nela tomamos do pão partido, simbolizando seu corpo que foi ferido por nós, e do fruto esmagado da videira, simbolizando seu sangue derramado por nossos pecados. É uma lembrança do sofrimento do Senhor, a qual nos apresenta com muita nitidez o calvário e sua cruz. A ceia, porém, completa não só o passado mas também o futuro. É uma comemoração e é uma profecia. Demonstra a morte do Senhor até que Ele venha”. (Goodchild)

         “Define a ceia do Senhor ou comunhão com o rito distintivo da adoração cristã, instituído pelo Senhor Jesus na véspera de sua morte expiatória. Consiste na participação solene do pão e do vinho, os quais, sendo apresentado ao Pai em memória do sacrifício inexaurível de Cristo, tornam-se um meio de graça pelo qual somos incentivados a uma fé mais viva e fidelidade maior a Ele.” (Myer Pearlmen)

  • Ordenado por Cristo. Mt 26:26-30; Mc 14:22-26; Lc 22:17-20; I Co 11:23-26.
  • Observada pela Igreja Primitiva. At 2:42; At 20:11.

“O propósito básico é uma lição objetiva que expõe os dois fundamentos do evangelho:

       1) Encarnação. Ao participar do pão, ouvimos o apóstolo João dizer: ‘e o verbo se fez carne e habitou entre nós’ (Jo 1:14); ouvimos o próprio Senhor declarar: porque o pão de Deus é aquele que desce do Céu e dar vida ao mundo’ (Jo 6:33).

     2) A EXPIAÇÃO mais as bênçãos incluídas na encarnação nos são concedidas mediante a morte de Cristo. O pão e o vinho simbolizam dois resultados de morte: a separação do corpo e da vida, e a separação da carne e do sangue. O simbolismo do pão partido é que o pão deve ser quebrado na morte (calvário) a fim de ser distribuído entre os espiritualmente famintos; o vinho derramado nos diz que o sangue de Cristo, o qual é sua vida, deve ser derramado na morte a fim de que seu poder purificador e vivificante possa ser outorgado às almas necessitadas.” (Myer Pearlmen)

     Três formas de como olhar Ceia:

     1.  Olhar Retrospectivo: como memorial, todas as vezes em que celebramos a Ceia do Senhor, devemos fazê-lo com um olhar retrospectivo em direção ao calvário, onde o Senhor com o seu próprio sangue, pagou o preço exigido pelo resgate de nossas almas.

2.  Olhar Introspectivo: Este é o olhar interior, para dentro de nós, para sabermos aonde estamos, se há alguma falta para pedirmos perdão e nos reconciliamos com Deus. I Cor 11:28-29.

3. Olhar Expectativo: É o olhar de esperança, para a promessa de Jesus em participarmos da grande Ceia que será celebrada quando Jesus voltar e buscar sua Igreja. A grande Ceia em que estarão todos os remidos pelo sangue de Jesus de todas as épocas. Glória a Deus. Mt 26:29; I Cor 11:26; Ap 19:1-9.

V. A MISSÃO DA IGREJA.

     A) Constituir um lugar de habitação para Deus. Ef 2:20-22.

     B) Glorificar a Deus. Ef 1:5,6,12,14,18;3:20-21.

     C) Dar Testemunho da verdade. I Tm 3:5.

     D) Tornar conhecida a multiforme sabedoria de Deus. Ef 3:10.

    E) Edificar seus membros. Ef 4:11-13.

    F) Disciplinar seus membros. Mt 18:15-17; I Cor 5:1-5,9-13.

    G) Sustentar uma norma de conduta memorial. Mt 5:13-16.

    H) Evangelizar o mundo. Mt 28:18-19; Mc 16:15; Lc 24:46-48; At 1:8.

 

 

                                                                          Pr Francisco Nascimento

         Obs: Esse é um trabalho de pesquisa que aglutina os melhores pensadores sobre as doutrinas de Teologia Sistemática

 

 

 

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