CERTEZA DA SALVAÇÃO


TEOLOGIA SISTEMÁTICA

DOUTRINA DA SALVAÇÃO

CERTEZA DA SALVAÇÃO

 

 

       Todo o que crer em Cristo como Salvador pode ter a certeza absoluta de que a sua salvação é garantida e segura, pois é uma promessa do próprio Jesus Cristo aos que nele depositam a fé. Jo 5.24; 3.15-18,36; 17.3; 10.10,18,27-28. E confirmada pelos apóstolos. Rm 8.31-39; 10.9-13; I Jo 5.13-15. Portanto, há textos abundantes a respeito da segurança eterna dos crentes em Cristo Jesus.

        Pode o crente perder a salvação?

        Existem dois grupos fortes de religiosos que se contrapõem em sustentação teológicas antagônicas a respeito da perda da salvação.

       Dois teólogos fizeram escolas a respeito dessas posições: Calvino e Armínio. Calvino com sua posição a respeito da predestinação conclui que “uma vez salvo, salvo para sempre”. Já que a salvação não procede do homem, mas de Deus; portanto, o homem não tem participação nenhuma na vontade salvadora de Deus. Calvino e os que crêem nessa posição seguem com os seguintes textos: Jo 10.28,29; Rm 11.29; 8.35; Fl 1.6; I Pe 1.5; Jo 17.6.

       Para Armínio com sua doutrina do livre arbítrio, ou seja, o homem também tem participação na sua salvação, decidindo livremente se aceita ou rejeita a salvação oferecida por Deus. Com sua posição doutrinária bem estabelecida biblicamente (Ap 3.20; Is 55.1,6; Jo 10.9; 11.40; Rm 10.9) sustenta que assim como o homem pode decidir por Jesus, pode também rejeitá-lo, através de seus pecados. Assim é possível resistir à graça divina e resistir para a perdição eterna. Hb 6.4-6; 10.26-29; II Pe 2.21-22: 1.10; Hb 2.3.

       Pensamento a respeito do assunto: Note em Hebreus 6.4-6 e 10.26-29, essas palavras foram dirigidas a cristãos; as epístolas de Paulo não foram dirigidas aos não regenerados. Aqueles aos quais foram dirigidas são descritos como havendo sido iluminados,  havendo provado o dom celestial, participantes do Espírito Santo, havendo provado a boa Palavra de Deus e as virtudes do século futuro. Essas palavras certamente descrevem pessoas regeneradas.

        Aqueles aos quais foram dirigidas essas palavras eram cristãos hebreus, que, desanimados e perseguidos (10.32-39), estavam tentados a voltar ao judaísmo. Antes de  serem novamente recebidos na sinagoga, requeria-se deles que, publicamente, fizessem as seguintes declarações (10.29): que Jesus não era Filho de Deus; que o seu sangue havia sido derramado justamente como dum malfeitor comum; e que seus milagres foram operados pelo poder do maligno. Tudo isso está implícito em Hb 10.25. (que tal repúdio da fé podia haver sido exigido, é ilustrado pelo caso dum cristão hebreu na Alemanha, que desejava voltar à sinagoga, mas foi recusado porque conservar algumas verdades do Novo Testamento). Antes da sua conversão havia pertencido à nação que crucificou a Cristo; Voltar à sinagoga, seria  de novo crucificar o Filho de Deus e expô-lo ao vitupério; seria o terrível pecado da apostasia (Hb 6.6); seria como o pecado imperdoável para o qual não há remissão, porque a pessoa que está endurecido a ponto de cometê-lo não pode ser “renovado para arrependimento”; seria digna de um castigo mais terrível do que a morte (10.28); e significa incorrer na vingança do Deus vivo (10.30,31).

        Não se declara que alguém houvesse ido até esse ponto, de fato, o autor está persuadido de “coisas melhores” (Hb 6.9). Contudo se o terrível pecado da apostasia da parte de pessoas salvas não fosse ao menos remotamente possível, todas essas admoestações careceriam de qualquer fundamento. Ler também I Co 10.1-12.

        O outro argumento na questão da perda da salvação está nas muitas condicionais explicitadas na Bíblia, na relação o homem e Deus, Jesus e discípulos. Veja algumas: “Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora…” Jo 15.16. “… Se é que permaneceis na fé…” Cl 1.23; “… Se negligenciardes tão grande salvação” Hb 3.14; “… Se de fato guardarmos firmes até o fim a confiança…” Hb 3.14; “… Se retroceder…” Hb 10.38; “… se, porém, andarmos na luz…” I Jo 1.7. Veja ainda Ap 2.11;3.11: Jd 5; Hb 3.12; I Co 10.12.

 

                                                        Pr Francisco Nascimento

 

Obs: Esse é um trabalho de pesquisa que aglutina os melhores pensadores sobre as doutrinas de Teologia Sistemática.

 

 

 

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