A REDENÇÃO


TEOLOGIA SISTEMÁTICA
DOUTRINA DA SALVAÇÃO
(SOTERIOLOGIA)

A REDENÇÃO

 

 

Introdução:  

 

“Assim como a luz da aurora matutina é seguida de um fulgor que vai aumentando até que a terra se ilumina com a glória plena do meio dia, a grande doutrina da Redenção pelo sangue do pacto eterno, que no começo brilhou francamente pela promessa ilustre da semente da mulher, continuou brilhando com maior intensidade através do meio consagrado dos símbolos e das figuras, dos altares fumegantes e das vítimas sangrentas das dispensações mosaicas e patriarcais; até que enfim, debaixo da luz suprema e dos desenvolvimentos mais gloriosos do dia Evangélico, vemos o cumprimento claro das predições antigas, o comentário infalível sobre os símbolos divinamente instruídos e a revelação mais explícita do grande ministério da salvação através dos méritos da oblação vicária e expiatória do mestre divino.” Dr. T. N. Ralston.

I. A IMPORTÂNCIA DA MORTE DE CRISTO.

            “O Cristianismo é, distintamente, uma religião de expiação. Dá à morte de Cristo o primeiro lugar em sua mensagem evangélica. Dessa forma, o Cristianismo assume uma posição sem paralelo entre todas as religiões do mundo. É uma religião redentora.”

   A. Um fato preordenado antes da criação do mundo.

            “A expiação não foi um pensamento de última hora da parte de Deus. A queda do homem não o apanhou de surpresa, de modo a necessitar de rápidas providências para remediá-la. Antes da criação do mundo, Deus, que conhece o fim desde o princípio, proveu um meio para a redenção do homem. Como uma máquina é concebida na mente do inventor antes de ser construída, do mesmo modo a expiação estava na mente e no propósito de Deus, antes do seu cumprimento. Essa verdade é afirmada pelas Escrituras. Jesus é descrito como “O Cordeiro que foi morto, desde a fundação do mundo” (Ap 13.8). O cordeiro pascal era “Preordenado” vários dias antes de ser sacrificado (Êx 12.3,6); assim também Cristo, o cordeiro Imaculado e incontaminado, foi “Conhecido ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós” (I Pe 1.18-20). Ele comprou para o homem a vida eterna, a qual Deus “Prometeu antes da fundação do mundo” (Ef 1.4). Pedro disse aos judeus que apesar de terem na sua ignorância crucificado a Cristo com mãos ímpias, sem dúvida havia cumprido o plano eterno de Deus, pois Cristo foi “Entregue pelo determinado Conselho e presciência de Deus” (At 2.23).  (Por Myer Pearman, Conhecendo as Doutrinas da Bíblia, pág. 123.

         “A expiação teve origem na eternidade. Sua fonte foi Deus. A expiação era um fato implícito no coração de Deus entes de tornar-se um fato explícito na História do homem – um fato da eternidade antes de tornar-se um fato do tempo”. (E. H. Bancroft, Teologia Elementar, pág. 149).

        B. Um fato prefigurado no Antigo Testamento.

         “É da morte de Cristo que tratam muitos tipos de profecias no Antigo Testamento. Começamos com o Protoevangelium  em Gn 3.15 e o animal que morreu para fornecer vestimenta de pele para Adão e Eva (Gn 3.21), e podemos localizar um cordão escarlate por toda a Bíblia. Temos assim o sacrifício de Abel (Gn 44.4), o Carneiro de Moriá (Gn 22.13), os sacrifícios dos Patriarcas em geral (Gn 8.20; 12.8; 26.25; 33.20; 35.7), o cordeiro pascal no Egito (Ex 12.1-28), os sacrifícios levíticos (Lv 1-7), a oferta de Manoá (Jz 13.16,19), o sacrifício anual de Elcana (I Sm 1.12), as ofertas de Samuel (I Sm 7.9,10; 16.2-5), as ofertas de Davi (II Sm 6.18), as ofertas de Elias (I Rs 18.38), as ofertas de Ezequias (II Cr 29.21-24), as ofertas de Esdras (Ed 3.3-6) e Neemias ( Ne 10.32,33), e todos eles apontam para a maior de todas as ofertas que seria feita por Cristo.

         Sem falar no aspecto profético que está delineado por todo o Antigo Testamento. Seria vendido por trinta moedas de prata (Zc 11.12 com Mt 26.15); o dinheiro seria devolvido para a compra de um campo de um oleiro (Zc 11.13 com Mt 27.6,7); testemunha falsas o acusaram (Sl 27.12 com Mt 26.60,61); seria golpeado e cuspido (Is 50.6 com Mt 26.66,67); seria odiado sem motivo (Sl 69.4 com Jo 15.23-25); sofreria em substituição a nós (Is 53.4,5 com Mt 8.16, 17); Suas mãos e pés seria traspassados (Sl 22.16 com Jo 20.27) e outros.”

         “Os sacrifícios mosaicos eram meios pelos quais os israelitas rendiam ao seu Criador a primeira obrigação do homem, a saber, a adoração. Tais sacrifícios eram oferecidos com o objetivo de alcançar comunhão com Deus e remover todos os obstáculos que impediam essa comunhão. Por exemplo, se o israelita pecasse e dessa maneira perturbasse a relação entre ele e Deus, traria uma oferta pelo pecado – o sacrifício de expiação. Ou, se tivesse ofendido ao seu próximo, traria uma oferenda de culpa – o sacrifício de restituição. (Lv 6.1-7). Depois que estava bem com Deus e com os homens e desejava reconsagrar-se , oferecia uma oferta queimada (Holocausto) – o sacrifício de adoração (Lv Cap. 1), estava estão pronto para desfrutar de uma feliz comunhão com Deus, que o havia perdoado e aceito; portanto, ele apresentava uma oferenda de paz – o sacrifício de comunhão (Lv cap. 13).”

         “ O propósito desses sacrifícios cruentos cumpre-se em Cristo, o sacrifício perfeito. Sua morte é descrita como morte pelo pecado, como o ato de levar o pecado (II Co 5.21). Deus fez da alma de Cristo uma oferta pela culpa do pecado (Tal é a tradução literal de Is 53.10); ela pagou a dívida que não podíamos pagar, e apagou o passado que não podíamos desfazer. Cristo é a nossa oferenda queimada (Holocausto), perfeito oferecimento próprio (Hb 9.15; Ef 5.2). ele é a nossa oferta de paz, porque ele mesmo descreveu sua morte como meio para se participar (ter comunhão com) da vida divina.”(Jo 6.53,56 com Lv 7.15,20).

       C. Um fato proeminente no novo Testamento.

         “A morte de Cristo ocupa lugar proeminente no novo Testamento. Os três últimos dias de vida terrena de nosso Senhor ocupam aproximadamente um quinto das narrativas nos quatro Evangelhos. Se todos os três anos e meio de Seu ministério público tivessem sido relatados tão minuciosamente quanto os três últimos dias, teríamos uma vida de Cristo com cerca de 8.400 páginas. Evidentemente, a morte e ressurreição de nosso Senhora eram considerados de suprema importância  pelo Espírito Santo. A morte de Cristo é mencionada no Novo Testamento 175 vezes. Como há 7.959 versículos no Novo Testamento, isto significa que um em cada 53 versículos se refere a este tema. A freqüente menção desta verdade é bem conhecida; não é necessário enumerar as referências.”

       D. É Principal razão da encarnação.

         “A encarnação tinha em vista a expiação. Cristo encarnou-se a fim de fazer a expiação e propiciação. Nasceu para morrer. Manifestou-se para tirar os pecados. Encarnou-se a fim de que, ao assumir uma natureza semelhante à nossa, oferecesse sua vida como sacrifício pelos pecados dos homens.

         A encarnação foi da parte de Deus uma declaração do seu propósito de promover salvação para o mundo. Essa salvação só podia ser provida por meio do sangue expiador de Cristo.” Mc 10.45; Hb 2.9,14; 9.22,26; I Jo 3.5.

       E. É uma das verdades cardeais do Evangelho.

         “A morte de Cristo é mencionada diretamente no Novo Testamento mais de 175 vezes. Como há 7.959 versículos no Novo Testamento, isto significa que um em cada 53 versículos se refere a este tema.”(I Co 15.1-4; Lc 9.30,31).

II. SUA NATUREZA REVELADA. (O SIGNIFICADO DA MORTE DE CRISTO).

        A.  Foi voluntária. (Por livre escolha, não por compulsão).

         “Algumas vezes atribuímos a morte de Cristo aos Judeus, outras vezes aos soldados romanos, mas, na análise final, Jesus morreu sob o acordo de Sua própria vontade.”(Jo 10.17,18; Gl 2.20).

         “Não lhe foi imposto, a não ser o impulso de seu próprio coração cheio de amor. O amor compele porque impele. Não há poder que seja exercido tão poderosamente como o amor na força de sua intensidade… Sua disposição de agir em nosso lugar ressalta o valor intrínseco der sua ação.” Marsh.

         B. Foi vicária. (A favor dos outros). I Pe 3.18; Rm 4.25; I co 15.3.

         “Ficou demonstrado que a morte de Cristo não foi acidental nem foi a morte de um mártir, nem, por motivo de merecê-la. Foi a favor dos outros, e não por sua própria causa, que Ele morreu.” A.D.

         C. Foi sacrificial. (Como holocausto pelo pecado). I Co 5.7; Êx 12.13,23; Is 53.10; Hb 9.14.

         “A morte de Cristo foi um sacrifício eficaz a favor do pecado do mundo inteiro. Por conseguinte, cada membro da raça humana nasce sobre a sombra protetora da cruz. Assim como a culpa do pecado de Adão é atribuída à posteridade de Adão, sem a retificação ou repúdio pessoal dessa posteridade, assim sua posteridade se torna compartilhadora do mérito da ação obediente de Cristo na redenção, no que se refere à culpa devida pelo pecado de Adão, a despeito de sua aprovação ou desaprovação pessoal”.

        D. Foi expiatória. (Apaziguando ou tornando satisfatória). Gl 3.13; Is 53.4-6.

         A palavra expiação no hebraico significa literalmente cobrir, e é traduzida pelas seguintes palavras: fazer expiação, purificar, quitar, reconciliar, fazer reconciliação, pacificar, ser misericordioso e adiar.

         A expiação original, inclui a idéia de cobrir, tanto os pecados (Sl 78.38; 79.9; Lv 5.18) como o pecador (Lv 4.20). Expiar o pecado é ocultar o pecado da vista de Deus de modo que o pecador perca seu poder de provocar a ira divina.

         Quando o sangue era aplicado ao altar pelo sacerdote, o israelita sentia segurança de que a promessa feita a seus antecessores de faria real para ele. “Vendo eu sangue, passarei por cima de vós.” (Ex 12.13).

         Quais eram os efeitos da expiação ou da cobertura? O pecado era apagado (Jr 18.23; Is 443.25; 44.22); removido (Is 6.7); coberto (Sl 32.1); lançado nas profundezas do mar (Mq 7.19); perdoado (Sl 78.38). Todos esses termos ensinam que o pecado é coberto de modo que seus efeitos sejam removidos, afastados da vista, invalidados, desfeitos. Jeová já não vê nem sofre influência alguma dele.

         A morte de Jesus foi uma morte expiatória, porque seu propósito era apagar o pecado. (Hb 9.26,28; 2.17; 10.12-14; 9.14).”Por Myer Pearlman, Conhecendo as Doutrinas da Bíblia, pág. 132,133.

        E. Propiciatório. (Juntar, tornar favorável ou efetuar reconciliação). I Jo 4.10; Is 53.8,10-12; Rm 3.25.

         “Crê-se que a palavra propiciação tem sua origem em uma palavra latina “Prope”. Que significa “perto de”. Assim se nota que a palavra significa juntar, tornar favorável ou efetuar reconciliação. Um sacrifício de propiciação traz o homem para perto de Deus, reconcilia-o com Deus, fazendo expiação por suas transgressões, ganhando graça e o favor divino.

         A palavra “propiciação” em Rm 3.25 é a tradução da palavra grega “hilasterion”, (ilasthrion) que se encontra também em H 9.5 onde é traduzida como “propiciatório”. No hebraico, “propiciatório” significa literalmente “coberta”, e, tanto no hebraico como no grego, a palavra expressa o pensamento de um sacrifício expiatório. Refere-se à arca da aliança (Êx 25.10-22) que estava composta de duas partes: primeira, a arca, representando o trono do justo Governante de Israel, contendo as tábuas da lei como expressão de sua justa vontade; segunda, a coberta, ou tampa, conhecida como “propiciatório”, coroada com figuras angélicas chamadas Querubins. Duas lições salientes eram comunicadas por essa mobília: primeira, as tábuas da lei ensinavam que Deus era um Deus justo que não passaria por alto o pecado que devia executar seus decretos e castigar os ímpios. Como podia uma nação pecaminosa viver ante sua face? O propiciatório, que cobria a lei, era o lugar onde se aspergia o sangue uma vez por ano para fazer expiação pelos pecados do povo. Era o lugar onde o pecado era coberto, e ensinava a lição de que Deus, que é justo, pode perfeitamente perdoar o pecado por causa do sacrifício expiatório. Por meio do sangue expiatório, aquilo que é um trono de juízo se converte em trono de graça.

         A arca e o propiciatório ilustram o problema resolvido pela expiação. O problema e sua solução são declarados em Rm 3.24-26, onde lemos: “Sendo justificados gratuitamente pela graça, pela redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs para propiciação (um sacrifício expiatório) pela fé no seu sangue, para demonstrar sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos (demonstrar que a aparente demora em executar o juízo não significa que Deus passou por alto o pecado) sob a paciência de Deus; para demonstração d sua justiça, neste tempo presente (remover o castigo pelo pecado) daquele que tem fé em Jesus.” Como pode Deus realmente infligir o castigo do pecado e ao mesmo tempo cancelar esse castigo? Deus mesmo tomou o castigo na pessoa de seu Filho, e desta maneira abriu o caminho para o perdão do culpado. Sua lei foi honrada e o pecador foi salvo. O pecado foi expiado e Deus foi propiciado. Os homens podem entender como Deus pode ser justo e castigador, ser misericordioso e perdoar; mas a maneira como pode Deus ser justo no ato de justificar ao culpado, é para eles um enigma. O calvário resolve o problema.” Myer Pearlman, Conhecendo as Doutrinas da Bíblia, pág. 134.

        F. Foi redentora. ( Resgatando por meio de um pagamento). Gl 4.4,5; 3.13; Mt 20.28.

         A palavra redimir, tanto no Antigo como no Novo Testamento, significa tornar a comprar por um preço; livrar da servidão por preço, comprar no mercado e retirar do mercado.

         O termo ‘resgate’ deriva das transações efetuadas entre os homens, como a libertação de um cativo mediante o pagamento do resgate, ou a soltura de um devedor encarcerado, ao liquidar sua dívida.

         O termo pressupõe o livramento por meio de um substituto, de um cativo ou devedor incapacitado de efetuar seu próprio livramento. Segue-se, naturalmente, que s emancipação e a restauração resultam do pagamento do resgate. Cristo remiu-nos da maldição imposta por uma lei desobedecida, ao fazer-se maldição em nosso lugar. Sua morte foi o preço do resgate que foi pago. Lv 25.47-49.

         “Para quem foi pago esse resgate, é uma questão debatida: a Satanás, para livrar seus cativos, ou à santidade eterna e necessária, à lei divina, ou à reivindicação de Deus, que por natureza é o santo Legislador? A última possibilidade, referente a Deus e Sua santidade, é a preferível.” Evans.

         “A verdade completa é revelada nas três palavras que geralmente são traduzidas por ‘redenção’ – a primeira é ‘agorazo’ (agoraxw), isto é, ‘adquirir no mercado’. Os objetos da redenção estavam vendidos ‘à escravidão do pecado’ (Rm 7.14), mas, além disso, estavam sob a sentença de morte (Ez 18.4; jo 3.18, 19), e o preço da compra foi o sangue do Redentor, que morreu em lugar deles (Mt 20.28).

         A segunda palavra é ‘exagorazo’(exhgorasen), ou seja, ‘comprar retirando do mercado’ (Gl 3.13). Os remidos nunca mais serão passíveis de venda. A terceira palavra é ‘lutroo’ (lutrow) (Ef 1.7; I Pe 1.18; Rm 3.24), cujo sentido é ‘libertar’, ou ainda, ‘soltar mediante pagamento’. A redenção é efetuada por sacrifício e por poder (Êx 14.30). Cristo pagou o preço, e o Espírito Santo torna real o livramento, na experiência pessoal.” Scofield.

         O fato da redenção destaca o alto preço da salvação e, por conseguinte, deve ser levado em grande consideração. Quando certos crentes em Corinto se descuidaram de sua maneira de viver, Paulo assim os admoestou: “não sabeis…que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo.” (I Co 6.19,20; 7.22,23.

        G. Foi substitutiva (em lugar de outros). I Pe 2.24; Lv 1.2-4; II Co 5.21; Rm 4.25; Mt 1.21; Mc 10.45.

         “Esse termo, ‘substituto’, não ocorre na Bíblia; porém, o princípio que representa se encontra por toda a Bíblia, em conexão com os ensinamentos referentes à morte de Cristo, quer por símbolos quer por afirmação direta e clara. Traz em si o pensamento de que Cristo tomou o lugar dos pecadores ofensores, levando-lhes a culpa e sofrendo o castigo que mereciam.”       “Os sacrifícios do antigo Testamento eram substitutos por natureza; eram considerados como algo a que se procedia, no altar, para o israelita, que não podia fazê-lo por si mesmo. O altar representava o pecador, a vítima era o substituto do israelita para ser aceita em seu favor.

         Da mesma forma Cristo, na cruz, fez por nós o que não podíamos fazer por nós mesmos, e qualquer que seja a nossa necessidade, somos aceitos ‘por sua causa’. Se oferecemos a Deus nosso arrependimento, gratidão ou consagração, fazemo-lo ‘em seu nome’, pois ele é o Sacrifício por meio do qual chegamos a Deus o Pai.

         O pensamento da Substituição é saliente nos sacrifícios do Antigo Testamento, onde o sangue da vítima é considerado como uma coberta ou como fazendo expiação pela alma do ofertante. No capítulo em que os sacrifícios do Antigo Testamento alcança, seu maior significado (Is 53) lemos: “Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si…o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados”. (vers.4,5). Todas essas expressões apresentam o Servo de Jeová como levando o castigo que devia cair sobre outros, a fim de ‘justificar a muitos’; e ‘levar as iniquidade deles’.

         Cristo, sendo Filho de Deus, pôde oferecer um sacrifício de valor eterno e infinito. Havendo assumido a natureza humana, pôde identificar-se com o gênero humano e assim sofrer o castigo que ra nosso, a fim de que pudéssemos escapar. Isso explica a exclamação: “Deus meus, Deus meu, por que me desamparaste?” Ele que era sem pecado por natureza, que nunca havia cometido um pecado sequer em sua vida, se fez pecador (ou tomou o lugar do pecador). Nas palavras de Paulo: “Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós”(II Co 5.21). Nas palavras de Pedro: “Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro”(I Pe 2.24). Myer Pearlman, Conhecendo as Doutrinas da Bíblia, pág. 134/135.

III. O ALCANCE E OS BENEFÍCIOS DA EXPIAÇÃO

     A. Foi por toda a humanidade. Jo 3.16;17; Rm 5.8,18; II Co 5.14,15; I Tm 2.4,10; Hb 2.9; 10.29; II Pe 2.1; II Jo 2.2; 4.14; I Tm 1.15; I Pe 3.18.

         “O propósito da morte de Jesus tem duplo aspecto: o universal e o restrito. É universal em sua suficiência e restrita em sua eficiência. É suficiente para todos; é eficiente para os que crêem. As Escrituras apresentam a expiação como tendo sido efetuada a favor de todos os homens, e como suficiente para a salvação de todos. Por conseguinte, não é a expiação que é limitada, mas antes, a aplicação da expiação através da obra do Espírito Santo.” Strong.

         “A expiação é suficiente para todos (Jo 1.29). Porém é eficiente para todos os que crêem (Jo 1.12). E também é eficiente para levar ao juízo os que a resistem. (Jo 3.18; 16.9).”

Outra forma de compreendermos a universalidade da expiação é do fato da proclamação universal do Evangelho. Mt 24.14; 28.19; Mc 16.15; Lc 24.47; Jo 3.36; At 17.30.

     B. Foi pela igreja e todos os crentes. Ef 5.25-27; I Tm 4.10.

     C. Foi para perdoar as nossas transgressões. Ap 1.5; Hb 9.22-28.

     D. Foi para libertar do poder da morte. Hb 2.9,14,15.

     E. Foi para nos dar o dom a vida eterna. Tt 1.1-2; Jo 6.47; I Jo 5.13.

      F. Foi para nos dar uma vida vitoriosa. Ap 12.11.

         A vida vitoriosa inclui a vitória sobre Satanás. O Novo Testamento declara que Cristo venceu Satanás por nós. (Lc 10.17-20; Jo 12.31,32; 14.30; Cl 2.15). Os crentes têm vitória sobre o diabo enquanto tiverem o Vencedor sobre o diabo.

                                                                                       Pr Francisco Nascimento

 

Obs: Esse é um trabalho de pesquisa que aglutina os melhores pensadores sobre as doutrinas de Teologia Sistemática

 

 

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