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SALVAÇÃO (CONCEITUAÇÃO)


TEOLOGIA SISTEMÁTICA

SALVAÇÃO

SOTERIOLOGIA


             “A palavra ‘salvação’ vem do latim, que significa ‘salvar’ e de ‘salus’ que significa saúde ou ajuda. A palavra hebraica traduzida em português por salvação indica segurança. O termo grego ‘soteria’ e suas formas congnatas tem a idéia de cura, recuperação, redenção, remédio, bem-estar e resgate. Essa palavra pode ser usada em conexões totalmente físicas e temporais, ou no que diz respeito ao bem-estar da alma, presente e eterna. A idéia de salvar, quando usada para indicar a salvação espiritual, fala sobre o livramento do pecado, da degradação moral e das penas que devem seguir-se, como o julgamento divino. Mas o livramento também nos confere algo, a saber: o padrão, a justificação, a transformação moral e a vida eterna, que consiste na participação na própria vida de Deus, no seu tipo de vida.” (Dr. Russel Champlim, Enc. de Bíblia Teologia e Filosofia, Vol. 6, pág. 76).

         Os objetos que fazem parte como mecanismo da Salvação são vários, e estão nas seguintes ordens em que meditaremos: Arrependimento, Fé, Regeneração e Adoção; agora, o processo para a consolidação desta salvação e seu aperfeiçoamento até a chegada à glória celestial, chama-se: Santificação.

 A NATUREZA DA SALVAÇÃO

            A salvação é o resultado da Redenção. Redenção é a provisão feita por Deus para livrar o homem dos seus pecados; salvação é a realização dessa libertação. A Redenção é, pois, comparada à construção e preparo de um barco salva-vidas e a salvação ao ato de ser salvo pelo referido barco.

         As palavras ‘salvação’ e ‘salvo’ podem ser empregadas nem sentido limitado ou amplo. No sentido limitado significa a obra de Deus momentaneamente realizada no pecador e em seu benefício, quando este se entrega a Ele. E isto inclui: o perdão dos pecados – A Justificação, a Regeneração ou o novo-nascimento, a adoção, isto é ser filho de Deus.

         No sentido amplo quer dizer, a completa libertação do pecado e suas conseqüências, isto é, tudo o que Deus fez pelo pecador até que ele seja levado à glória eterna no céu e também todas as bênçãos obtidas pelo homem por meio da obra redentora de Cristo.

         Ambos os significados podem ser ilustrados por meio da figura de um homem que está a ponto de afogar-se no mar. No momento em que ele é tirado do mar e entra no bote salva-vidas está salvo (tem salvação), porém, num sentido mais amplo, sua salvação inclui a recuperação de suas forças e ferimentos, suprimento de suas necessidades (alimentos, vestuários, etc.) e o seu transporte a terra. Igualmente, o pecador é salvo no momento em que Deus o perdoa e o aceita, porém em outro sentido, Deus o “salva em todo o tempo”, até o dia em que passará a gozar a segurança do céu.

Exemplos bíblicos da Salvação limitada. II Co 6.2;7:10; At 16:31; 2:21.

  • Exemplos bíblicos de Salvação com significado amplo. Fl 2.12; Rm 13:11;5:9; I Pe 4:18.
  • Salvação pela Graça de Deus.

         A salvação dos homens depende inteiramente da Graça divina. A Graça neste sentido significa o “favor imerecido” de Deus, o qual em virtude do sacrifício de Cristo, emana em amor, misericórdia e auxílio para o contrito pecador que nele crer. II Tm 1:9; Ef 2:5; Rm 3:24; 9:5,6,15,16.

         “Graça é favor imerecido. Em Rm 4.4; Paulo distingue entre o dom e a graça e o salário de dívida. Quando algum bem é conferido por causa de obrigação não é pela graça. Tudo possa ser reivindicado como favor de justiça não pode ser considerado como favor imerecido. A justiça retribui a cada homem de acordo com suas obras. Portanto como muita clareza: “Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e assim, como dívida…”, “E se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça.” Rm 4:4; 11:6.

         “Pela mesma razão que a salvação não é pelas obras, também não é pela lei. A lei é a regra da justiça e toma conhecimento das obras humanas. Se a Lei pudesse dar vida ao homem, isso seria com base na obediência aos seus requisitos, pois a linguagem é:” O homem que praticar a justiça decorrente da lei, viverá por ela” Rm 10:5. Mas a salvação pela lei é declarada impossível: “Porque se fosse promulgado uma lei que pudesse dar vida à justiça na verdade, seria procedente de lei.” (Gl 3.21); A Escritura representa lei, graça como sendo opostas: Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo”. (Jo 1.17). “Recebestes o Espírito pelas obras da lei, ou pela pregação da fé?” (Gl 3:2 ); “Essa é a razão porque provém da fé, para que seja segundo a graça”. (Rm 4:16).

         Vez por outra, o termo “lei” é usado num sentido mais amplo, como quando a lei das obras se põe à lei pela fé (Rm 3.27), e a do espírito de vida se opõe à lei do pecado e da morte (Rm 8:2). Por isso, lemos a respeito da “lei perfeita, lei da liberdade” (Tg 1:25), a qual não pode ser a regra da justiça, que diz: “maldito aquele que não permanece em todas as cousas escritas no livro da lei, para praticá-las” (Gl 3:10). Quando usado neste sentido mais amplo, o termo “lei” denota o método da salvação pela graça, mediante a fé, e está cuidadosamente distinguida da “lei” das obras.

         A doutrina de salvação exclusivamente pela graça é ensinada nas Escrituras com clareza. Em Efésios 2; duas vezes se faz a declaração: “Pela graça sois salvos”. Paulo atribui; a sua própria salvação à sua graça:  “mas, pela graça de Deus sou o que sou” (I Co 15.10). O apóstolo atribui a benção da salvação à “graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos” (II Tm 1:9); “à riqueza de sua graça” (Ef 1.7). E novamente é “suprema riqueza da sua graça”. (Ef 2.7).

         Por ser a salvação totalmente pela graça toda a jactância fica anulada (Rm 3.27); “não de obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.9). Nossas obras estão completamente excluídas porque são todas pecaminosas, e não podem merecer a ira de Deus. A fé renuncia toda em nossas próprias obras, a expectativa de por elas alcançar favor; a fé pede e recebe cada benção como um dom da graça divina através de Jesus Cristo, quando a salvação é desse modo recebido, toda a jactância fica efetivamente excluída. Uma prova de que a salvação é inteiramente pela graça divina, é a condição em que o evangelho encontra a humanidade. Nós todos somos justamente condenados, totalmente depravados e, em nós mesmos, completamente desamparados. Tudo isto comprova na experiência de todos aqueles que são despertados para uma clara visão de seu estado de perdição. Tudo isso concorda precisamente com a linguagem com que Deus falava a seu povo: “a tua ruína, ó Israel, vem de ti, e só de mim o teu socorro”. (Os 13.9).

 Pr Francisco Nascimento

 

        Obs: Esse é um trabalho de pesquisa que aglutina os melhores pensadores sobre as doutrinas de Teologia Sistemática

 

 

 

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