doutrina-dos-anjos

A DOUTRINA DOS ANJOS


TEOLOGIA SISTEMÁTICA

A DOUTRINA DOS  ANJOS

(ANGELOLOGIA)

 

INTRODUÇÃO:

“Muitas passagens das Escrituras ensinam que há uma ordem de seres celestiais totalmente distintos da humanidade e da divindade, que ocupam uma posição exaltada acima da atual posição do homem caído. Estes seres celestiais são mencionados pelo menos 108 vezes no Antigo Testamento e 165 vezes no Novo Testamento, e a partir deste conjunto de escritura o estudante pode criar a sua doutrina dos anjos”.

“A designação ‘anjo’, significa literalmente ‘mensageiro’. Estes seres executam o propósito daquele a quem servem. Os santos anjos são mensageiros do seu Criador, enquanto que os anjos caídos são mensageiros de Satanás, ‘o deus destes os quais eles escolheram servir”.

“Quando consideramos os anjos, como nas outras doutrinas, existe o campo para o uso da razão. Consideramos que Deus é Espírito (Jo 4.24), que não participa de maneira nenhuma dos elementos materiais, é natural presumir que existem seres criados que assemelham mais com Deus do que as criaturas terrestres que combinam o elemento material com o imaterial, um reino animal e um reino humano; assim, podemos presumir que há um reino angélico ou espiritual. Contudo, a Angelologia não repousa sobre a razão ou suposição, mas sobre a revelação.” (Teologia Sistemática, L.S. Chafer, pág. 334).

I.  A ORIGEM DOS ANJOS:

Os anjos nem sempre existiram, mas um dia, antes da criação do mundo material, eles foram criados e passaram a servir para o fim específico pelos quais foram criados. (Ne 9.6; Sl 148.2,5; Cl 1.16). Isto fica bastante evidenciado com a declaração de I Tm 6.16, onde diz que Deus é “o único que possui imortalidade.” A época de sua criação não é indicada com precisão em parte alguma, mas é mais provável que tenha se dado juntamente após ter criado os céus e a antes de ter criado a terra, pois de acordo com Jó 38.4-7 “rejubilavam todos os filhos de Deus” quando Ele lançava os fundamentos da terra”.

Como seres criados por Deus, eles não aceitam adoração. Ap 19.10; 22.8,9.

II. SUA NATUREZA:

A.  Seres espirituais. Hb 1.13,14; Sl 104.4

“Os anjos, em forma comum, são espíritos sem corpos físicos, entretanto, não nega a possibilidade de sua materialidade”.

B. Seres pessoais. II Sm 14.20; II Tm 2.26; Ap 12.12.

“Aos anjos são atribuídas características pessoais; são inteligentes, dotados de vontade e atividade.”

 C. Seres que não se casam. Mt 22.30.

“Os anjos não caídos , no céu, nem se casam, nem são dados em casamentos. As Escrituras em parte alguma ensinam que os anjos sejam seres assexuados. Há sexo na ordem angelical e que pertencem ao sexo masculino. Entendemos pelos nomes qualificados: Miguel, Gabriel, Satanás, Apolion, etc”. Dn 8.16,17; Lc 1.12,30; Ap 12.7.

D. Seres imortais. Lc 20.35,36.

Os anjos são isentos da morte, porque assim Deus o fez. Nem morrerão nem nunca deixarão de existir.

E. Seres velozes. Mt 26.53; Dn 9.21.

“A fim de nos dar alguma ideia da rapidez de seus movimentos, os escritores sagrados apresentam os anjos possuídos de asas, a voar em suas tarefas a fim de executarem as ordens do Todo-Poderoso.” (Teologia Elementar, pág. 294, E.H. Bancroft).

F. Seres numerosos. Dt 33.2; Ap 5.11.

Em Hb 12.22 os anjos são indicados como uma companhia inumerável, literalmente miríades. Lc 2.13.

G. Seres poderosos. Sl 103.20; (Is 37.36; Mt 28.2).

  • Dotados de poder sobre-humano. “A Bíblia ensina que os anjos são uma classe de seres criados superiores aos homens (Sl 8.5). Isso elimina um outro conceito. Alguns ensinam, que os crentes que morrem, bem como as almas das crianças que morrem, se transformam em anjos. Mas os homens nunca podem transformar-se em anjos, pois estes para sempre serão distintos dos seres humanos”.
  • Dotados de poder delegado. II Ts 1.7.“Os anjos são dotados de pode sobre-humano; contudo, esse poder tem seus limites estabelecidos. Os anjos são poderosos, mas não todo-poderosos. II Sm 24.16.

H. Seres dotados de inteligência superior, porém não oniscientes. II Sm 14.17,20.

I. Seres de várias patentes e ordens.

  • São uma companhia e não uma raça. I Rs 22.19; Dt 4.19.
  • Ocupam deferentes posições. Cl 1.16; I Pe 3.22.

    As Escrituras indicam que, no mundo angelical, esse vasto reino de luz e glória, há diferentes gradações e posições. Em Ef 1.21 e Cl 1.16 lemos a respeito de principados, tronos, domínios e poderes, que existem nesse mundo invisível.

Pensamento: “O termo tronos refere-se àqueles que estão sentados sobre eles, domínio àqueles que dominam, principados àqueles que governam, poderes àqueles que exercem supremacia, e autoridades àqueles que são investidos de responsabilidade imperial. Embora haja uma aparente semelhança entre essas denominações, temos de presumir que estes títulos representam uma dignidade incompreensível e os diversos graus de categorias. As esferas celestiais de governo excedem os impérios humanos como o universo excede a Terra.”   (Teologia Sistemática. L. S. Chafer. Pág. 345).

III.   SUA CLASSIFICAÇÃO:

A. Anjo do Senhor.

“A maneira pela qual o “anjo do Senhor” é descrito, distingue-se de qualquer outro anjo. É-lhe atribuído poder de perdoar ou reter pecados, conforme diz o Antigo Testamento. O nome de Deus está nele. (Êx 23.20-23). Em Êx 32.34 se diz: “Meu anjo irá adiante de ti”. Em Êx 33.14 há esta variação: “Minha presença (literalmente, “Meu rosto”) irá contigo para te fazer descansar”. As duas expressões são consideradas em Is 63.9: “Em toda a angústia deles foi ele angustiado, e o anjo da sua face os salvou”. A.D.

Duas coisas importantes são ditas acerca desses anjos: primeiro, que o nome Jeová, isto é, seu caráter revelado está nele; segundo, que ele é o rosto de Jeová, ou melhor pode-se ver nele. Por isso tem o poder de salvar (Is 63.9); de recusar o perdão (Êx 23.21). Veja-se também a identificação que Jacó fez do anjo com o próprio Deus. (Gn 32.28,30; 48.16).

Não se pode evitar a conclusão de que este anjo misterioso não é outro senão o Filho de Deus, o Messias, o Libertador de Israel, e o que seria o salvador do mundo. Portanto, o anjo do Senhor é realmente um ser incriado.

B. Arcanjo.

Miguel (significa “Quem é como Deus”) é mencionado como o Arcanjo, o anjo principal (Jd 9; Ap 12.7; I Ts 4.16). Ele aparece como o anjo protetor da Nação Israelita (Dn 12.11). Tudo indica que este título é dado somente a Miguel. Fica evidenciado que Gabriel também é de uma classe bem elevada. Ele está diante da presença de Deus (Lc 1.19). e a ele são confiadas as mensagens de mais elevada importância com relação ao reino de Deus. (Dn 8.16; 9.21).

Enquanto Gabriel fica mais na função de anunciador das boas novas aos escolhidos de Deus. Miguel está mais imbuído na função da peleja, da proteção tanto da nação de Israel, como também em comandar o Exército de Deus contra as forças do maligno. ( Dn 10.13,21; 12.1; Jd 9; Ap 12.7).

C. Querubins.

“O título querubim fala de sua posição elevada e santa e sua responsabilidade está inteiramente relacionada com o trono de Deus como defensores de seu caráter e presença santa.” Parece que estes anjos estão mais relacionados com os propósitos retributivos (Gn 3.24) e redentores (Êx 2.22) de Deus para com homens.

“Querubins aparecem pela primeira vez junto ao portão do jardim do Éden, depois que o homem foi expulso e como protetores para que o homem não retorne poluindo a santa presença de Deus. Aparecem novamente como protetores, embora em imagens de ouro, sobre a arca da aliança, onde Deus se comprazia em habitar. A cortina do Tabernáculo, que separava a presença divina do povo ímpio, tinha bordados de figuras de querubins”. (Êx 26.1). Teologia Sistemática. L.S. Chafer. Pág. 346.

D. Serafins.

O título significa literalmente “ardentes”, demonstra seu ardente amor para com Deus.

São uma classe bem elevada de anjos cujo propósito básico é a adoração incessante na presença de Deus. Sua atribuição tripla de adoração conforme registrada por Isaías 6.1-3 foi repetida por João em Ap 4.8 e sob o título de criaturas viventes, fato este que estabelece a identidade deste grupo. Também seus deveres diferem dos que competem aos querubins. Eles lideram os céus na adoração ao Deus Todo-Poderoso e purificam os servos de Deus para o culto e serviços aceitáveis.

E. Anjos eleitos.

São aqueles, que usando o seu livre arbítrio, não tomaram partido com os demais que seguiram o diabo. Antes, permaneceram fiéis a Deus. E pela sua fidelidade ficaram livres de serem lançados no fogo do inferno. Mt 25.41.

 F. Anjos das Nações.

A bíblia não só deixa evidenciado de que os que crêem e as crianças têm seus anjos protetores (Sl 34.7; 91.11; Mt 18.10; At 12.15); mas também as nações, os reinos têm seus príncipes (Dn12.1). Satanás como imitador de Deus em muitas coisas tem também colocado seus anjos, principados, para oprimir as nações que se afastam de Deus. Dn 10.13,20.

IV. O CARÁTER DOS ANJOS BONS.

A. Obedientes: Eles cumprem suas tarefas sem questionar ou vacilar. É evidente que eles pelo livre arbítrio poderiam desobedecer mas eles escolheram obedecer fielmente. Mt 6.10; Sl 103.20; I Pe 3.22.

B. Reverentes: Sua atividade principal é render glórias continuamente ao Todo-Poderoso. Fl 2.9-11; Ap 5.8-14; Ne 9.6.

C. Sábios: A inteligência dos anjos são bem maiores do que a dos homens, embora sejam mais sábios, não são oniscientes. I Rs 8.39. Seus conhecimentos e ações são limitados por Deus. II Pe 1.12; Hb 2.6,7; II Sm 14.17,20.

D. Mansos: Eles não abrigam ressentimentos pessoais, nem injuriam os seus opositores. II Pe 2.11; Jd 9.

E. Poderosos: Sua força ultrapassa a muito a dos homens, mas não são Todo-Poderoso. Sl 103.20; Mt 28.2.

F. Santos: São separados de todo o pecado por Deus. Por isso são santos. Ap 14.10.

V. A OBRA DOS ANJOS BONS:

A. Agentes de Deus: Cumprem todas as tarefas designadas por Deus. Mc 13.27; At 12.6,23.

B. Mensageiros de Deus. (Anjo significa literalmente “mensageiro”). Por meio dos anjos Deus envia: 1) Anunciações: Lc 1.11-20; Mt 1.20,21. 2) Advertências: Mt 2.13. 3) Instruções: Mt 28.2-6; At 10.3. 4) Encorajamento: At 27.23; I Rs 19.4-7. 5) Revelações: Gl 3.19; Ap 1.1.

C. Servos de Deus: Servem a Deus tanto nos céus como na terra a sua obra e aos seus ministros. Ap 19.10; 22.8-10; Lc 22.43.

VI. SATANÁS:

A. Sua origem.

“A concepção popular de um diabo com chifres, pés de cabra, e de aparência horrível teve sua origem na mitologia pagã, e não na Bíblia. De acordo com a Bíblia Satanás era originalmente Lúcifer (Literalmente “O que leva luz”), o mais glorioso dos anjos. Mas ele, orgulhosamente, “aspirou a ser como o Altíssimo” e caiu na condenação do diabo. I Tm 3.6.

Nos capítulos 14.12-15 de Isaías; e Ezequiel 28.12-19, falam da vida de Lúcifer nos céus e o motivo da sua queda e se transformando em Satanás, o que conhecemos hoje.

Quando Satanás se rebelou contra Deus ele já havia contaminado milhares de outros anjos com sua rebeldia; e a Bíblia expressa de uma forma contundente: “Houve peleja nos céus, Miguel e seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos.” Ap 12.7,8.

O que fica evidenciado é que esta rebelião aconteceu antes da criação do mundo, pois quando Adão e Eva passeavam no Jardim do Éden, Eva foi seduzida a pecar pela serpente, o próprio Satanás. Ap 12. 9.

B. Seus nomes expressam seu caráter.

  1. Satanás: Literalmente significa Adversário, descreve seus intentos maliciosos e persistentes de obstruir os propósitos de Deus.

“Satanás é descrito como procurando destruir a Igreja, de duas maneiras: interiormente, pela introdução de falsos ensinos (I Tm 4.1; Mt 13.383,39). E exteriormente pela perseguição (Ap 2.10). Foi sempre assim que ele agiu com o povo de Israel, tentando-o destruí-lo.” Myer Permer, pág. 63.

  1. Diabo: Literalmente significa caluniador. É chamado assim porque tanto calunia a Deus como a homens. Gn 3.22,4; Ap 12.10; Jó 1.9; Zc 3.1,2; Lc 22.31.
  2. Destruidor: É o sentido da palavra “Apollyon” no grego, e “Abadon” no hebraico, Ap 9.11; sua função principal é destruir tudo que de bom Deus criou, principalmente o homem que foi criado a agem e semelhança de Deus. Jo 10.10.
  3. Serpente: Denota com este nome a astúcia e perspicácia com que ele age.

Suas estratégias em alcançar os crentes (II Co 2.11). Suas ciladas para destruí­-los (Ef 6.10-20).

  1. Tentador: Ele é mestre em tentações, provações para nos afastar de Deus. I Pe 5.8; I Ts 2.18; Mt 4.3.
  2. Príncipe e deus deste mundo: Estes títulos sugerem sua influência sobre a sociedade organizada fora ou à parte da influência da vontade de Deus.” I Jo 5.19; Jo 12.31; II Co 4.3,4; Ef 2.1,2.

            É evidente que Satanás não domina o universo material, mas apenas as pessoas que vivem nas práticas pecaminosas, e não querem se submeter a Deus. Também fica claro através da Bíblia que o poder do diabo é limitado, e sua ação fica restrito à permissão de Deus. Jó 1.6-12; Mt 10.29s.

  1. Enganador: Se fosse possível ele enganaria até os próprios eleitos de Deus. Portanto ele não é qualquer enganador. II Ts 2.9,10; Mt 24.24; Ap 13.11,14.
  2. Causador de doença e morte. At 10.38; Lc 13.16; Hb 2.14,15.
  3. Seu Destino:

O diabo sabe que pouco tempo lhe resta e está mostrando toda a sua malignidade para com a obra de Deus. Ap 12.12.

  • No princípio ele foi expulso dos céus.
  • O segundo golpe mortal que recebeu na cabeça foi por intermédio da morte sacrificial de Jesus Cristo na cruz do calvário. Gn 3.15; Jo 12.31-32; Hb 2.14,15.
  • A seguir a grande tribulação virá o milênio com o governo de Jesus Cristo e Satanás ficará aprisionado por mil anos. Ap 20.3.
  • No fim do milênio ele será solto por um breve período, e logo será julgado no trono branco, e lançado no lago de fogo, que foi preparado para ele e seus anjos. Ap 20.10; Mt 25.41.

VII. ANJOS MAUS:

Embora exista entre os teólogos modernos uma divergência de opiniões entre anjos maus e demônios. Uns afirmando que há uma distinção entre esses seres espirituais. Outros afirmam que são os mesmos seres dependendo de uma real compreensão. Vamos tratar aqui neste estudo as correntes divergentes e o que pensamos sobre o assunto.

Fica evidente através das Escrituras que Satanás, o líder maligno, na sua revolta para com Deus, levou consigo milhares e milhares de anjos e com eles formou seu exército maligno.

Segundo as Escrituras existe uma organização nas hostes do mal, vamos analisá-las.

A. Os anjos maus que estão mantidos aprisionados: (II Pe 2.4; Jd 6). Estes anjos líderes são os dos tipos mais perigosos, mais perversos que deliberadamente “não guardaram o seu estado original” e “abandonaram o seu próprio domicílio” ou o posto de liderança que exerciam e foram precipitados por Deus ao “Tártaro” (um lugar sombrio abaixo do Hades), e estão em algemas eternas, para o juízo do grande dia. A Bíblia também deixa a entender que alguns destes serão soltos por um breve tempo no período da grande tribulação e trarão grandes desgraças à terra. Ap. 9.

B. Os anjos maus que estão em liberdade: Estes são normalmente mencionados em conexão com Satanás, seu líder. Mt 25.41; Ap 12.7-9; mas em Sl 78.49; Rm 8.38; I Co 6.3; refere-se a eles separadamente.

As suas ocupações é seguir a liderança de Satanás no que concerne às frustrações ao projeto de Deus para a humanidade e resistir aos anjos bons.

C. Os demônios:

Existem três argumentos entre os teólogos para explicarem quem são os demônios:

  1. São almas dos homens maus, especialmente os espíritos daqueles que apresentaram mau caráter nesta vida. É assim que pensam Filo, Josefo e praticamente todos os escritores cristãos primitivos.

Refutação: É evidente que não podemos aceitar esta afirmação, já que quando a Bíblia fala dos mortos mostra sempre eles habitando no Hades ou Sheol e não a perambular pela terra. Ez 32.17-24; Lc 16.23; Ap 20.13. Além disso o Senhor Jesus tem as chaves do abismo e não vai deixar as almas dos mortos perturbarem os vivos. Ap 1.118.

  1. Eles são espíritos desincorporados de uma raça pré-adâmica. A isto segundo explica este argumento seria o esclarecimento dos demônios procurarem a habitação de um corpo físico.

Refutação: Esta é  mais uma das conjecturas teológicas que não encontra sequer um respaldo na Bíblia.

  1. São anjos caídos que não foram confinados no “Tártaro” como os outros. (Ap 12.7-9). Este é o ponto de vista tradicional e o mais coerente de todos os outros, remove toda especulação teológica não baseada na Bíblia.

D. A obra dos demônios:

  • Causam moléstias. Mt 9.33; 12.22; Lc 9.37-42.
  • Causam distúrbios mentais. Mc 5.1-20.
  • Levam muitos à impureza moral. Mc 1.23-27.
  • Disseminam falsas doutrinas. I Rs 22.21-23.
  • Oprimem e muitas vezes possuem corpos de pessoas e animais.

E. Existem cinco aspectos ou fases nas relações dos demônios com os homens, assim definidos:

  1. Tentação: Vem na forma de sugestão espiritual, é uma misteriosa influência, vinda de um mundo invisível.
  2. Obsessão: É o primeiro passo para a possessão demoníaca. Neste estado, embora o indivíduo esteja sob horrendo domínio satânico, contudo é perfeitamente livre seguindo os ditames de sua própria vontade, e retém, sua própria personalidade.
  3. Crise ou transição: A crise ou transição é a fase que caracteriza uma luta em torno da posse, quando o indivíduo resiste à ação demoníaca, podendo algumas vezes ser bem sucedido.
  4. Possessão: “Com referência à pessoa, esta fase pode ser designada como sujeição e subserviência, e, com referência ao demônio, treinamento e desenvolvimento. A condição da pessoa é, a maior parte do tempo, saudável e normal, excetuando por ocasião do paroxismo (crise), que ocorre na passagem do estado normal para o anormal. Uma das principais características dessa fase é a adição de uma nova personalidade.” Mudança de voz, trejeitos, comportamento esquisito, etc. Somente às pessoas que chegaram a essa fase é que se aplica, apropriadamente, o termo “possessão”. Mc 9.17-27; 5.2-13.
  5. Capacidade demoníaca: “Esta fase é reconhecida quando uma pessoa já desenvolveu capacidades para ser usada, e se dispõe para isso. Já é escrava do demônio, treinada, acostumada, voluntária – na linguagem espírita moderna, um “médium desenvolvido”. (As Grandes Doutrinas da Bíblia. Pág. 307).

                                                        Pr Francisco Nascimento

 

Obs: Esse é um trabalho de pesquisa que aglutina os melhores pensadores sobre as doutrinas de Teologia Sistemática

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