A DOUTRINA DE JESUS CRISTO


Estudo de Teologia Sistemática

A DOUTRINA DE JESUS CRISTO

(CRISTOLOGIA)

 

INTRODUÇÃO:

 Jesus Cristo é a figura Central da história do mundo. Este não pode esquecer-se dele enquanto se lembrar da história, pois a história é a história de Jesus. Omiti-lo seria como omitir da astronomia as estrelas ou da botânica as flores. Afirma Bushneel:  “Seria mais fácil separar todos os raios de luz que atravessam o espaço e deles remover uma das cores primárias, do que retirar do mundo o caráter de Cristo. A história de raça, desde a concepção, tem sido a história da preparação para a vinda de Cristo. O antigo testamento prediz essa vinda através de tipos, símbolos e profecias diretas. A história de seu povo, Israel, é uma história de expectativa, de anseio e de preparação. A pessoa de Jesus Cristo não somente está firmemente engastada na História humana e gravada nas páginas das Escrituras Sagradas, mas também é experimentalmente materializada nas vidas de milhões de crentes e entrelaçada no tecido de toda a civilização digna de seu Nome”. (Teologia Elementar, E.H. Bancroft, pág. 97)

I. A ENCARNAÇÃO DE CRISTO.

        Pensamento: “A encarnação foi devidamente incluída entre os sete maiores eventos da História do Universo, desde o seu começo registrado até o seu fim registrado. Estes eventos na sua ordem cronológica são os seguintes: 1) A criação das hostes Angelicais (Cl 1:16); 2) A encarnação das cousas materiais, inclusive o homem (Gn 1:1-31); 3) A encarnação (Jo 1:14); 4) A morte de Cristo ( Jo 19:30); 5) A ressurreição de Cristo. (Mt 28:5,6); 6) O segundo Advento de Cristo. ( Ap 21:7; Is 65:17)”. Pot L. S. Chafer, pág. 284).

         Pensamento: A importância transcendente desta doutrina se nota no que o único Deus-Homem é no que Ele faz já fundamentado na realidade de sua encarnação: Sua divindade essencial, Sua Humanidade, Sua Personalidade e Seu Nascimento virginal, como fatores contribuintes da Sua Pessoa Teantrópica (Cristo, considerado Deus e Homem). Embora a sua divindade tenha sido previamente contemplada, torna-se pertinente à boa compreensão deste tema perguntar: a) Quem se Encarnou? B) Como se encarnou? C) Com que propósito Ele se encarnou?

 A . QUEM SE ENCARNOU?

A Segunda Pessoa da Trindade, o filho Eterno, encarnou-se e viveu na terra como Jesus Cristo, O Deus-Homem.

Isaías 7:14 “Eis que a virgem conceberá, e dará luz a um filho, e lhe chamará Emanuel.” (Deus Conosco).

        Isaías 9:6,7 “Porque um menino nos nasceu, um Filho se nos deu: o governo está sobre os seus ombros; e o seu Nome será maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz…”

Filipenses 2:6-8 “Pois ele, substituindo em forma de Deus não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes a si mesmo se esvaziou,…”

B . COMO SE ENCARNOU?

  1. Através de uma nação santa, Israel.
  2. Através de uma mulher santificada, Maria.
  3. Através de uma concepção Virginal, milagrosa.
  4. Através de um corpo humano físico e materializado, como de todo homem.
  5. Com espírito e alma humana.

Pensamento: Que Cristo nasceu de uma virgem é garantia de que Ele não recebeu natureza decaída da parte do Pai; e para que ninguém pense que uma natureza decaída pudesse atingi-lo através de sua mãe humana. O anjo declarou à Maria, quando lhe anunciou o Seu nascimento, que o “ente Santo” que dela seria, por causa de sua Santidade, chamado de Filho de Deus. O recolhimento enfático da Bíblia que Cristo não apenas era livre do pecado mas também de uma natureza pecaminosa é essencial. E não termos nenhuma indicação do contrário. (Por L. S. Chafer, pág. 288)

C. COM QUE PROPÓSITO ELE SE ENCARNOU?

Para poder manifestar Deus ao homem.

  1. Através do seu poder. Jo 3:2.
  2. Através da sua Sabedoria. Jo 7:46.
  3. Através da identificação plena com o Pai. Hb 1:3.
  4. Através do seu amor. Mt 9:36-38.

Para poder manifestar o homem a Deus.

  1. Através da redenção. At 20:28.
  2. Através da intercessão nos leva a um relacionamento de comunhão com o Pai. Jo 17:9,10 ; Hb 4:14-16.

3) Para destruir as obras do diabo. Hb 3:14-18

II. AS DUAS NATUREZAS DE CRISTO.

Pensamento: “As Escrituras representam Jesus Cristo como uma só Pessoa, em que se unem duas naturezas: divina e humana, e cada uma delas Perfeita quanto a essência e quanto aos seus atributos. Estas duas naturezas, inseparavelmente unidas numa só personalidade divino-humana, constituem para nós um mistério. É-nos impossível explicar a união das duas naturezas numa só pessoa, mas as pessoas que encontramos são tantas que não podemos duvidar desta verdade. E o erro de dividir a Pessoa de Jesus Cristo em duas, ou em duas partes é tão patente que devemos Ter todo o cuidado a fim de não praticarmos. E ainda que não possamos explicar satisfatoriamente este fato, devemos aceitá-lo, visto que a Bíblia o ensina com clareza e autoridade.” (A .B. Langston, Teologia Sistemática, pág. 181)

A . A HUMANIDADE DE CRISTO.

        Pensamentos: “Jesus Cristo era Filho do Homem, conforme Ele mesmo se proclamou. Nesta qualidade, Ele é o representante de toda a humanidade. Para Ele convergem todas as linhas de nossa comum humanidade.”

        “Ele era “Filho do Homem” no sentido de ser o único que realiza tudo que está incluído na idéia do Homem, na qualidade de segundo Adão, a cabeça e representante da raça – a única verdadeira e perfeita flor que já se desdobrou da raiz e do tronco da humanidade. Tomando para Si este Título, Ele testificou contra pólos opostos de erro acerca de sua Pessoa: O pólo Ebionita, que seria o resultado final do título exclusivo “Filho de Davi”, e o pólo agnóstico, que negava a realidade da natureza humana que levava esse nome.” (Trench)

        “Cristo pertence à raça e dela participa, nascido de mulher, vivendo dentro da linguagem humana, sujeito às condições humanas, e fazendo parte integral da História do mundo.” (Bushnell)

Sua Humanidade é demonstrada:

Pelo nascimento humano.

a) Nascido de mulher. Gl 4:4;   Mt 1:18;2:11;   Lc 1:31-33

b) Ele é chamado de “Filho de Davi”, descendente segundo a carne. Rm 1:3; Mt 1:1; At 13:22,23: Lc 1:31-33

Pelo seu desenvolvimento humano.

a) Desenvolvimento físico. (Corporal)

b) Desenvolvimento intelectual. (mental)

c) Desenvolvimento espiritual (sabedoria e graça). Lc 2:40,46,52.

Pensamento: Fica evidente que todo este desenvolvimento humano, deve-se a prática de um lar temente a Deus que Ele tinha, e das regularidades em que ia ao templo, e também é claro da comunhão que tinha com o Pai. Lc 4:16; Mc 1:35

d)Por sua aparência pessoal. Jo 4:9; 19:5

Ele tinha elementos essenciais à natureza humana:

a) Corpo físico. Hb 10:5,10; Mt 26:12

b) Alma humana. Jo 12:27; Mt 26:38 ; At 2:27,31.

c) Espírito humano. Mc 2:8;8:12; Lc 23:46.

Ele teve as fraquezas não pecaminosas da natureza humana:

Limitações físicas:

a) fadiga corporal. Jo 4:6;

b) fome. Mt 4:2

c) Sede. Jo 19:28

d) Sono. Mt 8:24

e) Foi tentado. Hb 2:18;4:14;

f) Sentiu dores físicas. Lc 22:44.

g) Passou pela morte. I Cor 15:3.

Limitações intelectuais:

a) Progressividade no conhecimento.

b) Aprendia muitas vezes observando. Mc 11:13

c) Como Filho do Homem escolheu não saber à sua volta a terra. Mc 13:32

 Limitações espirituais.

a) Dependia da oração e comunhão com o Pai. Jo 6:15; Lc 22:41-45.

b) Dependia da unção do Espírito Santo para exercer Poder. Mc 10:38

Pelos nomes humanos a Si atribuídos.

a) Jesus. Mt 1:21;

b) Filho do homem. Lc 19:10;

c) Jesus, o Nazareno. At 2:22

d) O Profeta. Mt 2:11

e) O carpinteiro. Mc 6:3

f) Jesus Cristo, homem. I Tm 2:5

         Mediante o emprego do termo “Homem”  temos a asserção positiva da verdadeira humanidade que Jesus possuía durante sua vida terrena e continua possuindo em sua vida celestial de intercessão, à destra de Deus.

        Na natureza humana de Cristo não houve pecado original. A depravação herdada é conseqüência da descendência natural de Adão, mas o nascimento de Cristo foi milagroso e, por isso, carecia da corrupção natural ou herdada que é parte da natureza pecaminosa que leva o homem a cometer pecado durante sua vida. Portanto, Cristo não tinha essa tendência, era Imaculado. I Pd 2:22; Hb 7:26-28; II Cor 5:21; Jo 8:46.

B . A DIVINDADE DE JESUS CRISTO.

É demonstrada através de vários modos:

Pelos nomes e títulos divinos que lhe dão dados nas Escrituras.

  • Jesus Cristo. É tanto um nome como um título. O nome Jesus, se deriva da forma grega Jeshua, que significa “Jeová Salvador” ou “O Senhor Salva”. O título “Cristo” deriva da palavra grega Messias ( ou do Hebraico Mashiach, Dn 9:26) e significa “O ungido”. Esse título indica Jesus como sendo o Sacerdote e o Rei prometido nas profecias do Antigo Testamento.
  • Emanuel: “Deus conosco”.
  • Verbo de Deus: Tem o sentido primário de “razão”, “Palavra”, “discurso”, “definição”, “Princípio”.

    A palavra do homem é aquela por meio da qual ele se expressa e por meio da qual ele se comunica com seus semelhantes. Por sua palavra ele dá a conhecer seus pensamentos e sentimentos, e por sua palavra ele manda e executa a sua vontade. A palavra com que se expressa está impregnada de seu pensamento e caráter. Pela expressão verbal de um homem até um cego pode conhecê-lo plenamente embora se veja uma pessoa e dela se tenha informações, não se conhecerá bastante enquanto ela não falar. A palavra do homem é a expressão de seu caráter.

   Da mesma maneira, a “Palavra de Deus” é o veículo mediante o qual Deus se comunica com outros seres, e é pelo qual Deus expressa o seu Poder a sua Inteligência e a sua vontade. Cristo é a Palavra ou verbo, por meio Dele, Deus revelou sua atividade, sua vontade e propósito, e por meio Dele, tem contato com o mundo. Nós nos expressamos por palavras; o Eterno Deus se expressa a si mesmo por meio do seu Filho, o qual “É a expressão exata do seu Ser” (Hb 1:3). Cristo é a palavra de Deus, demonstrando-o em Pessoa. Ele é a mensagem de Deus. Jo:20:28; Tt 2 :13; Jo 1:18; I Pd 1:1.

  • O primeiro e o último; O Alfa e o Ômega. Ap 1:8.17( comparar Is 41:4;44:6) Ap 22:12,13,15. Este título descreve Cristo como tema de todas as Escrituras, o Criador de todas as coisas, o controlador de toda a história, o Eterno e Imutável Jeová.
  • O Santo. At 3:14 ( Os 11:9)
  • Senhor. At 9:17; 16:31; Lc 2:10; At 4:33. Esse título significa “Chefe Superior; Governador”. É o nome de Jeová. Senhor de todos e Senhor da Glória. At 10:36; I Cor 2:8; Jo 4:42; Lc 2:11; (Is 43:3; I Tm 4:10)

Os atributos Absolutos (Naturais) de Deus são aplicados a Jesus.

a) Eternidade. Is 9:6; Mq 5:2.

b) Imutabilidade. Hb:13:8; 1:11,12.

c) Onisciência. Jo 2:25; 21:17; Mt 11:27.

d) Onipotência. Jo 5:19; Ap 1:8-11

Os atributos Morais de Deus são aplicados a Jesus Cristo.

a) Santidade. I Jo 3:3,5; I Pd 1:19; Hb 9:14.

b) Amor. Jo 13:1; 17:2,9,12; Lc 23:34.

c) Mansidão. Mt 12:15-21; 11:28-30. Por mansidão nos referimos àquela atitude de espírito que é o contrário da aspereza, da disposição contenciosa, e que se evidencia na brandura e na ternura no trato com as pessoas.

d) Humildade. Mt 11:29; Jo 8:50.

Obras divinas são atribuídas a Cristo.

a) Criador. Jo 1:3; Cl 1:16; Hb 1:2,10.

b) Preservador de tudo. Hb 1:3; Cl 1:17.

c) Perdoador de Pecados. Mc 2:10,11; Lc 7:48-50

d) Doador de vida eterna. Fl 3:21; Jo 5:28,29; 6:39,44; 17:2

e) Juiz de vivos e mortos. II Tm 4:1; 17:31; Mt 25:31-33.

Pelo culto Divino que lhe é tributado.

  • As escrituras reconhecem que o culto é devido exclusivamente a Deus. Mt 4:10; At 10:25,26; Ap 19:10; 22:8,9; (At 12:20-25).
  • Jesus Cristo aceitou adoração sem qualquer hesitação e pareceu encorajá-la. Jo 13:13; Mt 14:33; 8:2; Lc 24:52; 5:8; Jo 9:38.

III – OS OFÍCIOS DE CRISTO.

       “Na época do Antigo Testamento haviam três classes de mediadores entre Deus e seu povo: o profeta, o sacerdote e o rei. Como perfeito mediador I Tm 2:5, Cristo reúne em si mesmo os três ofícios. Jesus é o Cristo-Profeta que ilumina as Nações; O Cristo-sacerdote que se ofereceu como sacrifício pelas Nações; e o Cristo-Rei que reinará sobre as Nações.” (Por Mayer Pearmer, pag. 111)

       Enquanto aqui na terra, Jesus exerceu três grandes ofícios: o de Profeta, de Sacerdote e o de Rei. Estes personagens eram os três mais importantes da história. Os três são em certo sentido, os Precursores de Jesus Cristo. Jesus exerceu estes três ofícios da maneira mais perfeita que se possa imaginar. Nunca houve Profeta que interpretasse tão fielmente os atos e a vontade de Deus e desfizesse as trevas da ignorância que envolvia a raça humana.

         Quando Jesus veio ao mundo, este se achava imerso nas trevas da ignorância, quase inteiramente alheio à vontade de Deus. Era necessário, pois, que viesse um Profeta poderoso que tirasse o povo de tão triste condição. Jesus era este profeta.  “E o povo que andava em trevas viu uma grande luz.” Is 9:2

         Também a raça humana estava corrompida, o pecado invadira e escravizara todos os corações. A grande necessidade do mundo era de um grande Sacerdote que purificasse de modo completo as almas, e de um Rei poderoso que lhes quebrasse os grilhões e as libertasse da escravidão.

        Como Profeta, Jesus revelou da maneira mais completa a vontade de Deus ao mundo; como Sacerdote, fez o sacrifício perfeito para expiração do pecado; e, como Rei, estabeleceu o seu Reino e começou a reinar nos corações dos homens.

A. CRISTO COMO PROFETA.

       “ A natureza do trabalho profético de Cristo. Devemos ter desde já uma compreensão clara de que a missão do profeta não é simplesmente, como em geral se supõe predizer eventos futuros. É verdade que isto às vezes acontece, porém, não é o trabalho principal do profeta. O profeta representava Deus diante dos homens. E o seu verdadeiro trabalho era interpretar os atos e os planos de Deus e fazer conhecer aos homens a sua vontade. O verdadeiro profeta é o que atentamente lê e interpreta os atos de Deus aos homens.

        Outro ofício do profeta: era encaminhar o povo nos caminhos traçados por Deus. Certamente ele havia de ser um homem que andasse em íntima comunhão com Deus e devia saber mais de sua vontade do que o povo em geral. E o seu grande trabalho era fazer os homens conhecerem o que Deus estava procurando realizar nas suas vidas.”  (A . B . Langston, pag. 187).

  • Jesus o grande Profeta prometido. Dt 18:15-19.
  • Confirmado por seus discípulos. Lc 24:19.
  • Testificado pelo povo. Jo 6:14.

O ministério Profético consistia em:

  • Pregar a salvação ao povo. Nm 14:39-45; Lc 4:16-21.
  • Pregar o reino de Deus. Mt 3:1-3; 11:13; 13:24,31,33,44,45,47.
  • Admoestar o povo. Is 1:13-17; Jesus cumpriu literalmente este propósito. Mt 5:1-16.
  • Predizer o futuro. Is 53; Jesus predisse os acontecimentos futuros de toda a terra e os selou-os. Mt 24; Lc 21; Mc 13; Ap 6-18; 22:18,19.

B . CRISTO COMO SACERDOTE.

   “ Jesus Cristo, como sacerdote apresentou um sacrifício eficaz pelos pecados do Seu povo, e agora intercede por eles, à mão direita de Deus, abençoando-os com toda sorte de bênçãos espirituais.

  Um profeta apresenta-se aos homens trazendo revelações da parte de Deus; um sacerdote aproxima-se de Deus em favor dos homens. Sua principal função é oferecer sacrifícios e fazer intercessão.

       Devido à sua relação íntima com Deus, Jesus era o Profeta ideal, e devido à sua relação íntima com o homem veremos que ele era também o Sacerdote ideal.

      No Velho Testamento o Sacerdote era um homem escolhido para ser o mediador entre Deus e o homem. O Sacerdote cumpria o seu ofício oferecendo sacrifícios e fazendo intercessão; mas, como sabemos, os próprios sacerdotes eram homens imperfeitos, e, antes de oferecerem sacrifícios pelos outros, tinham que oferecer primeiramente sacrifícios por si mesmos.

      Ainda mais, as vítimas por eles sacrificadas eram animais irracionais, que nada tinham a ver com os pecados cometidos pelos homens. Vemos que não era assim com Jesus. Ele não era Sacerdote que necessitasse de oferecer sacrifícios pelos próprios pecados, porquanto não os tinha. Nem tampouco lançou mão de irracionais, porém, ofereceu-se a Si mesmo, com toda a pureza de seu caráter e toda a santidade do seu Ser, em holocausto, em remissão pelos pecados de todo o mundo. Jesus é o Sacerdote ideal, o Sacerdote dos Sacerdotes. ” (A. B. Langston, Teologia Sistemática, Pág. 189). Hb 7:23-28;9:11-15;4:14-16;5:21-10

C. JESUS COMO REI.

  O Senhor Jesus Cristo, como mediador entre Deus e os homens exerce autoridade real sobre todas as criaturas, para a Glória de Deus e para o bem de Seu povo.  Ap 5:13; 19:11-16 (comp. I Tm 6:15) Jo 18:36,37.

  • Como Rei Ele reina sobre Sua Igreja. Ef 1:20-23
  • Como Rei julgará um dia os ímpios. Mt 25:31,32,41; Ap 19:11-16.
  • Como Rei exercerá com toda a plenitude de seu reino, no milênio. Zc 9:9,10; Is 11:1-10

IV. AS OBRAS FINAIS DE CRISTO.

São três as obras finais de Cristo que caracteriza a verdadeira religião, e é demonstrado por Deus como a única que Ele aceita: A morte, a ressurreição e a ascensão de Cristo, contrastam com outros líderes religiosos que finalizam suas atividades com a morte; Jesus ressuscitou, seu túmulo está vazio; Ele está Glorificado.

A morte de Cristo.

  • Era necessário. Mt 16:21
  • Tinha um propósito específico. I Cor 15:3.
  • Ele aceitou este sacrifício por amor. Rm 5:6-8.

A ressurreição de Cristo.

  • A ressurreição é o grande milagre do Cristianismo.

“E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé, e, ainda permaneceis nos vossos pecados.” I Cor 15:17.

“O significado da ressurreição é que todo o que Jesus dissera ser: Filho de Deus, Salvador, e Senhor (Rm 1:4) ficaram testificados através de ressurreição. A resposta do mundo às reivindicações de Jesus foi a cruz; a resposta de Deus, entretanto, foi a ressurreição.” (Por Myer Perrmer, pag. 116)

 A ressurreição não somente constitui a prova da imortalidade, mas também a certeza da imortalidade pessoal. ( I Ts 4:14); I Cor 4:14; Jo 14:1-3,19. Significa também a certeza de um juízo futuro. At 17:3.

Um fato com comprovações:

a) Historicamente.

b) Fisicamente. (Apóstolos, e discípulos) I Cor 15:4-8.

c) Evidentemente. (túmulo vazio) Jo 20:1-10.

A Ascensão de Cristo aos Céus.

Aprendemos muitos ensinos no que se relacionam a sua ascensão:

  • Cristo celestial: Jesus deixou o mundo e regressou ao Pai. Sua partida foi uma “subida”, assim como sua entrada ao mundo havia sido uma “descida”. E assim como sua entrada ao mundo foi sobrenatural, assim como sua partida. At 1:9.
  • Cristo exaltado. Foi com vista de sua ascensão e exaltação que Cristo declarou: “É-me dado todo o poder (autoridade) no céu e na terra. Mt 28:18; Ef 1:20-23; I Pd 3:22; Fl 2:9-11; Ap 5:12.
  • Cristo soberano. Cristo ascendeu a um lugar de autoridade sobre todas as criaturas. “ Ele é o cabeça de todo o varão.” I Cor 11:3, o cabeça de todo o principado e potestade. Cl 2:10; todas as autoridades do mundo invisível, tanto como as dos homens, estão sob o seu domínio ( I Pd 3:22) Rm 14:9; Ele possui essa Soberania Universal para ser exercida para o bem da Igreja, a qual é seu corpo; Deus “sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como o cabeça da Igreja”. Ef 1:23.

                                                        Pr Francisco Nascimento

 

Obs: Esse é um trabalho de pesquisa que aglutina os melhores pensadores sobre as doutrinas de Teologia Sistemática

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