DOUTRINA DAS ESCRITURAS


A DOUTRINA DAS ESCRITURAS

(BIBLIOLOGIA)

 

INTRODUÇÃO

Frases notáveis a respeito da Bíblia.

         Abraão Lincoln: “Creio que a Bíblia é o melhor presente que Deus já deu ao homem. Todo o bem, da parte do salvador do mundo, nos é transmitido mediante este livro”.

         George Washington: “Impossível é governar bem o mundo sem Deus e sem a Bíblia”.

         Imanuel Kant: “A existência da Bíblia, como livro para o povo, é o maior benefício que raça humana já experimentou. Todo esforço por depreciá-la é um crime contra a humanidade”.

I. DESCRIÇÕES DA BÍBLIA.

O termo Bíblia, vem da palavra grega Biblos ( bibloV), que significa livro, ou coleção de livros, biblioteca.

         Biblos origina-se do caule de uma planta chamada Papiro, usado no Egito, para confecção de folhas de papel. Is 18:12.

Termos Técnicos de como é conhecido a Bíblia.

  1. Palavra de Deus. (Hb 4:12)
  2. A Escritura de Deus. (Ex 32:16)
  3. As Sagradas Letras. (II Tm 3:15)
  4. A Lei. (Mt 12:5)
  5. A Escritura da Verdade. (Dn 10:21)
  6. As Palavras de Vida. (At 7:38)

Termos Figurativos.

  1. Uma luz “uma luz para o caminho do homem”. Sl 119:105
  2. Um espelho. Tg 1:23
  3. Uma pia. Ef 5:26; Jo 15:3
  4. Uma porção de alimento.
  5. Leite para as crianças. I Co 3:2
  6. Pão para os famintos. Dt 8:3
  7. Churrasco para adultos. Hb 5:12
  8. Mel espiritual. Sl 19:10
  9. Fogo que abrasa. Jr 23:29
  10. Martelo. Jr 23:29

II.  COMO CHEGOU A BÍBLIA ATÉ NÓS.

SUA ORIGEM:

A autoria do Pentateuco, que são os primeiros cinco livros da Bíblia a começar com o livro de Gênesis à Deuteronômio, foi de Moisés, inspirados pelo Espírito Santo.

         Como pode ter Moisés inscrito o livro de Gênesis, já que fala da criação do mundo, se ele não vivia na época?

         Duas posições tomadas como respostas a essa pergunta, que nos podem esclarecer:

1ª. A Transmissão Oral: Esta posição argumenta de que como não existia a escritura nos primórdios da criação “Deus fez de homens Livros.”

Adão trouxe a história da Criação através de 930 anos, e contou-a a Lameque, Pai de Noé, de quem foi contemporâneo por 56 anos. Lameque, contou a Noé; Noé a Abraão; Abraão a Jacó; Jacó a Coate; Coate a Anrão   (Pai de Moisés), e Anrão a Moisés escreveu num livro.

2ª. A Transmissão Sobrenatural: Esta posição é de que não só os livros de Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio, mas também o livro de Gênesis foi transmitido por Deus a Moisés.

Deus falava com Moisés “Face a face”. Dt 34:10; Nm 12:8

Deus lhe ordenou que escrevesse em um livro. Ex 17:14; 34:27, o que realmente ele fez. Ex 24:4; 34:28.

Os Profetas testemunharam que ele escreveu: Jo 6:32; II Rs 14:6

Jesus testificou que Moisés escreveu o livro da lei. Jo 5:46,47; Lc 24:44,45.

SEU DESENVOLVIMENTO:

  1. A Bíblia começou a ser escrita por Moisés à 1.500 anos a.C. se completando, com apóstolo João, que escreveu o livro de Apocalipse no Ano 100 d.C. Portanto, a Bíblia levou cerca de 1.600 anos para ser escrita e completada.
  2. Cerca de 40 escritores sacros foram utilizados por Deus para escreverem as suas Santas Palavras.

    Dentre estes homens, existiam, Reis, Governadores, Boiadeiros, Sacerdotes, Pescadores, Cobradores de Impostos, Médicos e Homens comuns da sociedade.

    Não obstante, ter levado centenas de anos para ser escrita e a diversidade de escritores utilizados a Bíblia só tem um autor: Deus amado. Podemos afirmar que a Bíblia é o livro mais harmônico que o mundo jamais viu.

III. DIVISÃO E COMPOSIÇÃO DA BÍBLIA.

A Bíblia se divide em duas grandes partes:

Antigo e Novo Testamento.

O Antigo vai de Gênesis a Malaquias.

O Novo vai de Mateus a Apocalipse.

Ao todo a Bíblia contém 66 livros inspirados.

Antigo Testamento: 39 Livros.

Novo Testamento: 27 Livros.

Composição do Antigo Testamento.

Divide-se em Três partes:

1ª. Históricos (17 Livros);   2ª. Poéticos (05 Livros);  3ª.  Proféticos (17 Livros)

  1. Relação dos Livros Históricos:

Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué, Juizes, Rute, I e II Samuel, I e II Reis, I e II Crônicas, Esdras, Neemias, Ester.

  1. Relação dos Livros Poéticos:

                   Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cantares.

  1. Relação dos Livros Proféticos:

Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias.

Composição do Novo Testamento.

Divide-se em quatro partes;

Evangelhos (04 Livros)

Atos (01 Livro)

Epístolas (21 Livros)

Apocalipse (01 Livro)

Relação dos Evangelhos: Mateus, Marcos, Lucas e João.

Atos Apóstolo (considerado um Livro Histórico).

Relação das Epístolas (Cartas as Igrejas nascentes): Romanos, I e II Corintios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossences, I e II Tessalonicenses, I e II Timóteo, Tito, Filemon, Hebreus, Tiago, I e II Pedro, I II e III João, Judas.

Apocalipse, Revelação das últimas cousas.

IV. TEMA CENTRAL DA BÍBLIA.

         Jesus, o Salvador da Humanidade.

Antigo Testamento: Jesus Virá.

Novo Testamento: Jesus Veio e Voltará.

V. A NECESSIDADE DAS ESCRITURAS.

         Pensamento: “A Existência das Escrituras só pode ser aceita e a sua mensagem assimilada, na medida da nossa compreensão da necessidade da revelação de Deus. Isto é: A Bíblia Sagrada é o Livro (o registro) da revelação especial de Deus. Tudo quanto o homem necessita saber acerca de Deus e do seu próprio Redentor para com a humanidade caída, ele encontrará nas Escrituras.” (Raimundo Nonato, As Grandes Doutrinas da Bíblia)

   A Escritura se faz necessária por várias razões:

  1. Por causa da queda do homem, (que obscureceu seu entendimento espiritual). (I Co 1:18-21; II Co 4:3-4.)
  2. Por causa do Amor de Deus. (Os 11:1-4)
  3. Para que servissem de testemunho à posteridade de Israel e à humanidade. (Sl 78:5-8)
  4. Para que o homem de Deus não se desviasse dos caminhos retos. (Dt 17:18-20)
  5. Por causa da Igreja. (II Tm 3:16-17)

 VI. SUA CANONICIDADE OU AUTENTICIDADE.

         “Por canonicidade das Escrituras queremos dizer que, de acordo com padrões determinados e fixos, os Livros incluídos  nelas são considerados partes integrantes de uma revelação completa e divina, a qual, portanto, é autorizada e obrigatória em relação à fé e à prática”. (Bancroft, Teologia Sistemática)

Seu significado.

         A palavra “Cânon”, deriva do grego, e significa literalmente, “Cana” ou “vara de medir”, daí tomou o sentido de norma ou regra. Mais tarde veio significar regra de fé. (Gál 6:16)

         Pensamentos: “Deve-se reconhecer que cada um dos Livros canônicos possui uma qualidade que determinou sua aceitação. Foi percebida a sua origem Divina, por isso foi aceito.”

         “A canonicidade do livro importava em : 1) o reconhecimento de que seu ensino era, em sentido todo especial, Divino; 2) A conseqüente atribuição ao Livro, pela comunidade ou seus guias, de autoridade religiosa”. Agus  – Greem

Provas da canonicidade das Escrituras:

Cânon do Antigo Testamento.

Aproximadamente 500 anos a.C. no tempo de Esdras e Neemias, o Cânon do A. T. já estava formado.

Testificado pelo Povo de Israel e as autoridades religiosas, como a Palavra de Deus. (II Rs 22:8-13; Nee 8:1-12).

As palavras dos profetas de Deus, Estavam no mesmo nível (igualdade) com a lei. (II Rs 17:13)

Testificado e aprovado por Jesus, como sendo a Escritura do próprio Deus. (Jo 5:39; Lc 24:27-44-48).

Cânon do Novo Testamento.

   Aproximadamente no ano 200 d.C. o cânon já estava formado e reconhecido.

   A maioria dos 27 Livros N.T. foi escrito pelos apóstolos homens que andaram com Jesus e receberam dele a formação e sua Palavra. (At 4:13; I Jo 1:1-4)

   Os próprios apóstolos reivindicavam ser de Deus as suas palavras. (I Ts 2:13; II Pd 3:15,16; I Cor 14:37; Gl 1:1,11-17)

   Espírito Santo lhes faria lembrar todas as Palavras de Jesus. (Jo 14:26;16:12,13)

A veracidade das Escrituras Sagradas.

  1. Quanto às qualificações dos Escritores Sagrados:
  2. Eram homens chamados por Deus.
  3. Eram homens Transformados por Deus.
  4. Eram homens honestos e fiéis a Deus.
  5. Muitos morreram proclamando a sua fé. (Hb 11)
  6. Quanto a outras comprovações:
  7. Argumentação da Harmonia doutrinária.
  8. Argumentação da História dos povos.
  9. Argumentação da Geografia Bíblia.
  10. Argumentação da Arqueologia.
  11. Argumentação das profecias cumpridas.
  12. Argumentação das vidas transformadas.

SUA INSPIRAÇÃO.

Definição:

     No literal: “é dado pelo sopro de Deus”. (II Pd 1:21; II Tm 3:16)

     “É a influência sobrenatural do Espírito de Deus sobre a mente humana, pela qual os profetas, apóstolos  e escritores sacros foram habilitados para exporem a verdade divina sem nenhuma mistura de erros.”

    “Por inspiração das Escrituras queremos dizer que os escritores foram de tal modo capacitados e dominados pelo Espírito Santo, na produção das Escrituras, que estas receberam autoridade Divina e infalível.” (Bancroft, Teologia Elementar, pag. 9)

Pensamento de John Wesley a respeito da Inspiração Plenária:

   “A Bíblia deve ter sido escrita por homens ou anjos maus, por homens ou anjos bons, ou por Deus. Não poderia ter sido escrita por homens ou anjos maus, pois ela condena suas almas ao inferno por toda a eternidade nem poderia ter sido escrita por homens ou anjos bons, pois não diriam: “Assim diz o Senhor quando eram eles que o diziam; ela deve portanto, ter sido escrita por Deus.”

Existem várias teorias a respeito da inspiração da Bíblia.

  1. Inspiração Parcial: Essa teoria argumenta que Deus inspirou apenas os ensinamentos e os preceitos doutrinários, as verdades desconhecidas dos outros humanos.

         Portanto, as outras partes das Escrituras não podem ser verazes, já que teve a participação do homem.

         Refutação: Não apenas uma parte da Escritura foi inspirada por Deus, mas “Toda” a Escritura. (Gl 1:6-21)

  1. O conceito inspirado e não as palavras: Essa hipótese tenta imaginar pensamentos à parte das palavras, sendo uma hipótese pela qual Deus transmitisse idéias mas deixasse o autor humano livre para expressá-las em sua própria linguagem.

Refutação: A Bíblia quando se refere a sua mensagem, nunca chama atenção para um simples conceito; ela antes fala de sua mensagem entregue ao homem em palavras que o Espírito ensina. (I Co 2:13); Cristo disse: “As palavras que vos tenho dito, são espírito e são vida”. (Jo 6:63 e 17:8); Moisés confirma a palavra. (Ex 20:1)

  1. Inspiração Natural: Essa argumentação afirma que a mesma inspiração que grandes homens receberam para realizarem suas obras: Como Platão, Sócrates, Shakespeare e outros gênios do mundo literário, os escritores da Bíblia também tiveram.

Refutação: Essa é a noção mais baixa que se pode ter de inspiração e enfatiza a autoria humana à exclusão da divina. Quando a Bíblia fala de Inspiração, tem o mesmo significado: É dado pelo sopro de Deus’. Portanto não é uma inspiração qualquer.

  1. Inspiração Mecânica ou do Ditado: Essa argumentação afirma que Deus ia ditando e os escritores sacros escreviam.

         Refutação: Só existem duas partes na Bíblia pela qual foi ditada que são os dez mandamentos e a oração dominical. A própria palavra inspiração exclui o sentido de ação meramente mecânica, e a ação mecânica exclui qualquer sentido de inspiração.

         Pensamento: “O fato de haver cooperação divina e humana na produção duma mensagem inspirada é bastante conhecido, mas como se processa esta cooperação é mais difícil de explicar. Se o entrosamento de mente e corpo já é um mistério demasiado grande, mesmo para homem mais sábio; quanto mais não é  entrosamento do Espírito de Deus e o espírito do homem.” (Myer Pearlman)

  1. Inspiração Verbal e Plenária.

               Por inspiração verbal entende-se que, nas obras originais, o Espírito guiou na  escolha das palavras que foram usadas. Contudo, a autoria humana foi respeitada ao ponto da preservação das características do escritor e no emprego do seu estilo e do seu vocabulário, mas sem instrução de erros.

Por Plenária entende-se que a exatidão que a inspiração verbal garante, entende-se a cada porção da Bíblia de modo que ela é em todas as suas partes “infalível” quanto à verdade e final quanto a autoridade divina.”

VII. A BÍBLIA COMO REVELAÇÃO ESPECIAL DE DEUS.

           Por  revelação entende-se o ato divino de comunicar ao homem o que de outra maneira ele não poderia saber. Esta extraordinária forma de revelação, sendo que se origina de Deus, é natural e grandemente dependente de agências e meios sobrenaturais.

           São várias as formas de Deus se comunicar aos homens mostrando a sua existência, seu poder e seu amor para com a humanidade. Essas formas de comunicação, o qualificamos como revelações gerais e especiais de Deus.

Revelação de Deus através da Natureza.

         A obra criadora de Deus manifesta através da natureza, em todas as suas formas, trata-se de um fato mais belo e rico de sabedoria que maravilha os olhos humano. Na explosão de louvor do salmista fica assim evidenciado: “Que variedades, Senhor, nas tuas obras! Todas com sabedoria  as fizeste; cheia esta a terra das tuas riquezas.” (Sl 104:24)

No Salmo 19:1-5 Mostra o Deus criador percorrendo a terra e deliciando da beleza criadora.

         A natureza é um sinal patente da poderosa mão de Deus em criar todas as cousas. Com toda esta manifestação que prenuncia a existência de um soberano Deus criador. Se mesmo assim o homem continuar em suas práticas pecaminosas. “Tais homens são por isso indesculpável; portanto, tendo conhecimento de Deus não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças,…” (Rm 1:20,21)

Revelação de Deus através da preservação.

            “Todas as obras criadas por Deus são mantidas e preservadas por Ele.

         Nele tudo subiste.” (mantém coeso) Cl 1:15-19

         “… Sustentando todas as cousas pela palavra do seu poder ….” Hb 1:3

         “Pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos….” At. 17:28

         Todos esperam de ti que lhes dês de comer a seu tempo….” Sl 104:27-29

Revelação de Deus através da Encarnação de Jesus.

            Jesus é a expressão exata de Deus. Hb 1:3

         “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós.” Jo 1:1,2,14,18

         “Portanto nele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade.” Cl 2:9

Revelação de Deus através das Escrituras Sagradas.

            A Escritura foi a forma especial em que Deus encontrou para deixar escrito as suas manifestações feitas através dos séculos; diante da fragilidade da mente humana em esquecer com rapidez os fatos ocorridos.

         “A Escritura não pode falhar.” Jo 10:35

         “Passará o Céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão.” Lc 21:33

         “As cousas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus; Porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre….” Dt 29:29.

                                                    Pr Franciscico Nascimento

 

Obs: Esse é um trabalho de pesquisas que aglutina os melhores pensadores sobre as doutrinas de Teologia Sistemática

 

 

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