O AMOR DE CRISTO


O AMOR DE CRISTO

“Um pouco antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que havia chegado o tempo em que deixaria este mundo e iria para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim.”

João 13:1

      A partir do capítulo 13 de João, Jesus prepara os seus discípulos para a sua despedida desta terra. É um pastor preocupado em deixar ensinamentos profundos para firmar bem aqueles pelo qual Ele ia se sacrificar até a morte de cruz.

      No capítulo 13 Jesus ensina os seus discípulos a servir uns aos outros com a humildade deixada no exemplo do lavar dos pés. No capítulo 14, conforta os seus discípulos que não os deixaria órfãos, mas que prepararia casa nos céus para os seus. No capítulo 15 e 16, promete outro consolador o Espírito Santo, que estaria com seus discípulos fortalecendo por todos os dias de suas vidas. No capítulo 17  ele faz a oração sacerdotal, é um pastor velando e intercedendo ao Pai em favor de sua igreja.  Nessa oração ele expressa os 10 desejos que rogava ao Pai em favor de seus discípulos.

      Mas é no capítulo 13:1, uma frase deixada pelo evangelista João expressa o total sentimento devotado por Jesus aos seus discípulos. “…tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim.”

     E é sobre esse amor de Cristo por seus discípulos que queremos falar nessa mensagem.

A PROFUNDIDADE DO AMOR DE CRISTO

      O amor de Cristo é muito difícil de compreender, sobretudo, quando vemos esse amor expressado através de atitudes e não somente de palavras. É um discípulo (Pedro) que o nega três vezes, e mesmo assim ele ainda o coloca como um dos principais pastores de sua igreja.

       Como compreender um amor que perdoa uma traição, mesmo sabendo que ela o levaria à morte. Jesus mostra o seu amor por Judas, o traidor, que mesmo sabendo que o trairia lavou-lhe os pés e deu-lhe o pão da ceia. Você faria isso a seu inimigo?

       Como compreender um amor que sendo justo tinha o poder de condenar uma mulher adúltera que deveria ser apedrejada. Mesmo assim diz para ela: “mulher, ninguém te condenou? Nem eu te condeno, vai e não peques mais.” João 8

      Como compreender um amor que tendo o poder  sobre as miríades de anjos celestiais que estavam a suas ordens, decide perdoar aos que lhe surravam até a morte: “Pai perdoa-lhe eles não sabem o que fazem”?

      O versículo ( 1 ) um do capítulo 13, fala da extensão do amor de Cristo pelos seus discípulos. “Tendo amado os seus… amou-os até o fim…. Ou seja, o amor de Cristo por nós não está sujeito às nuances dos sentimentos voláteis dos homens. É um amor durador, firme, perene e eterno. É um amor que não muda mesmo quando não entendemos e nos distanciamos de sua presença, através de uma vida pecaminosa. “Há muito que o SENHOR me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí.” Jeremias 31:3

      O amor de Cristo por nós sempre será fiel, mesmo quando não for correspondido. Mesmo quando o nosso amor por ele se esfriar.  “Que posso fazer com você, Efraim? Que posso fazer com você, Judá? Seu amor é como a neblina da manhã, como o primeiro orvalho que logo evapora.” Oséias 6:4

      Como compreender o amor? Como mensurar o amor de Cristo por nós? Como saber se de fato tenho o amor de Cristo em minha vida?

      O apóstolo Paulo em sua oração pelos  irmãos de Éfeso,  roga para que se conheça o amor de Cristo em toda a sua intensidade, só assim haveria plenitude de Deus em nossas vidas: “…e conhecer o amor de Cristo que excede todo conhecimento, para que vocês sejam cheios de toda a plenitude de Deus.” Efésios 3:19

CONHECIMENTO DO AMOR DE CRISTO

  1. O amor é vida. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida.” 1 João 5:12
  2. O amor é paixão/ vibração. E no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro.” João 20:1
  3. O amor é presença. “…ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.”  Mateus 28:20
  4. O amor é relacionamento. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamei-vos amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos dei a conhecer.”  João 15:15
  5. O amor é participação. “…e eu lhes fiz conhecer o teu nome, e lho farei conhecer ainda; para que haja neles aquele amor com que me amaste, e também eu neles esteja.” João 17:26
  6. O amor é doação/serviço. Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.” João 15:13
  7. O amor é entrega total. Pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, salvá-la-á.” Marcos 8:35
  8.  O amor nunca abandona, nunca separa. Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?”  Romanos 8:35
  9.  O amor transpõe obstáculos e perseguições. Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco é que sou forte.” 2 Coríntios 12:10  “…Por amor de Cristo, considerou a desonra riqueza maior do que os tesouros do Egito, porque contemplava a sua recompensa.” Hebreus 11:26
  10. O amor vai até o fim. “Um pouco antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que havia chegado o tempo em que deixaria este mundo e iria para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim.” João 13:1

O AMOR DE CRISTO DEVE SER CORRESPONDIDO

“Pois o amor de Cristo nos constrange, porque estamos convencidos de que um morreu por todos; logo, todos morreram.  E ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.”  2 Coríntios 5:14-15

       “ ‘Constrange…’ O termo grego assim traduzido aqui ‘sunecho’, apesar de ordinariamente significar ‘fechar’, ‘cerrar’ por comprimir juntamente’, ‘pressionar fortemente’, também pode significar ‘impelir’, ‘impulsionar’, sendo esse o sentido que a maioria dos intérpretes preferem. Entretanto, a ideia de ‘fechar’, mediante alguma forma de ação, é igualmente aplicável; e ‘controlar’ também dá um bom sentido. As nossas ações são ‘controladas’, e somos ‘bitolados’ dentro de uma maneira de agir, somos ‘compelidos’ ou ‘forçados’ a ter certo padrão de vida – e tudo por meio de Cristo.” Dr Russel Champlin.

   “O amor de Cristo é que nos impulsiona para frente. Seu amor por nós, sinceramente sentido em nossas almas, é que nos dá esse impulso.” Idem

    O amor de Cristo por nós precisa ser correspondido. Deverá ter uma reciprocidade nesse amor devotado por nós.

        Mas para ter uma reciprocidade tem que haver autenticidade. Se assim não for, será sempre uma via de mão única.

        Os filhos são os tesouros mais preciosos dos pais. Os anelos do coração de um pai também são bem ilustrados por Charles F. Brown, numa história que lhe foi narrada por seu colega, que mora em Nova York.

         Conhecia um homem que em sua meninice ficou cansado de estar em casa, e  portanto fugiu. Tornou-se um marinheiro, e por dez anos trabalhou nos navios, ficando grosseiro, duro e bruto. Nunca, durante todo este tempo, escreveu uma carta ao lar. Pensou que em sua casa já o teriam por morto. Finalmente seu desejo de voltar ao lar tornou-se tão grande que decidiu voltar.

      Entrou no porto, tomou um pequeno barco e remou em direção ao lar. Sobreveio-lhe a ideia de que talvez todos estariam mortos. Tinha vergonha de ser visto durante o dia, portanto, esperou até à noite. Então remou em direção da casa, mas viu uma luz, e alguém que se movia na praia. Não desejava encontrar estranhos, e por isso se retirou outra vez. Voltou as dez, mas a luz continuava no mesmo lugar. Retirou-se outra vez e esperou até as onze, mas a luz estava ali ainda, e alguém estava andando pela praia. Aproximou-se do lugar e eis que seu pai, de barba branca, olhos melancólicos, coração quebrantado, estava ali. Noite após noite, durante dez anos, havia colocado uma lanterna para guiar e receber o seu filho, que voltaria ao lar paterno.

        Deus é assim. É um pai, e nenhum filho, jamais, será esquecido por Sua mente infinita e dos propósitos inumeráveis de seu coração amante.

     O amor de Cristo nos faz refletir que esse amor deve ser correspondido, entregando nossa própria vida para ser salva e para servi-lo por toda a vida. Não existe maior amor do que aquele que dá a própria vida por quem ama. Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.” Mateus 16:25.

                                                                               Pr Francisco Nascimento

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