AMOR EXTREMADO DE RISPA


“Então Rispa, filha de Aiá, pegou um pano de saco e o estendeu para si sobre uma rocha. Desde o início da colheita até cair chuva do céu sobre os corpos, ela não deixou que as aves de rapina os tocassem de dia, nem os animais selvagens à noite. Quando Davi foi informado do que Rispa, filha de Aiá, concubina de Saul, havia feito.” 2 Samuel 21:10-11

 

         Esses dias vi uma cena chocante no jornal de nossa cidade, a foto de uma mãe agarrada ao seu filho já adulto que estava na praça querendo se drogar, e a mãe apertava o seu corpo ao dela clamando: Meu filho, não se acabe nas drogas, saia desse meio de destruição!

         Esse ato desesperador daquela mãe me fez lembrar da vida de Rispa, como mãe amorosa, e totalmente devotada a sua família. É sobre Rispa que passarei a discorrer nessa mensagem.

     A narrativa bíblica que fala da vida de Rispa, seu comportamento, sua atitude frente às muitas lutas que passou na vida, demonstra que tipo de mulher ela era.

       Rispa era uma mulher bonita que atraia os olhos de todos os homens que passavam. Concubina (escrava) do Rei Saul, teve com ele dois filhos Armoni e Mefibosete, eles foram criados no palácio real. Rispa conheceu a glória de gerar dois príncipes e a viver sustentada e honrada pelas benesses, promovida pelo reinado de Saul.

      Mas um dia o rei Saul, pai de seus filhos é perseguido e morre. Começa na vida de Rispa, o período de dificuldade, escassez, perdas, e fugas. Ela experimentou o período de deserto e exploração.

        Houve um tempo de fome que perdurou por três anos e atingiu Israel durante a primeira metade do reinado de Davi, em Jerusalém. Acreditava-se que esta calamidade aconteceu por causa de “Saul e da sua casa sanguinária. Desrespeitando a aliança que havia entre Israel e os gibeonitas, onde Israel deveria protegê-los, Saul matou os gibeonitas“. Os gibeonitas não eram israelitas, mas o restante dos amorreus, que Saul perseguiu de dentro de Israel. Então, o rei Davi consultou-os sobre como o grande mal que Saul causou a eles poderia ser reparado. Eles responderam que só a morte da descendência de Saul poderia amenizar o grande mal. E assim foi feito Davi concordou em entregar a eles os dois filhos de Rispa e cinco dos filhos de Merabe, filha mais velha de Saul, que ela tivera à Adriel. Os gibeonitas os condenaram à morte, e penduraram seus corpos no santuário em Gibeá.

         Então Rispa tomou seu lugar sobre a rocha de Gibeá, e por seis meses observou os corpos suspensos de seus filhos, para impedi-los de ser devorado pelas feras e aves de rapina, até serem finalmente levados para baixo e enterrados por David (2 Samuel 21:13).

 O AMOR LEVADO AO EXTREMO DE UMA MÃE

           Rispa possuía como herança seus dois filhos. Deles nasceriam os netos e sua posteridade seria concretizada. Mas um dia por ordem do rei Davi, seus filhos foram sacrificados para que a maldição sobre Israel fosse extipada.

 Você pode imaginar essa cena: Armoni e Mefibosete, sendo levados pelos guardas, e Rispa chorando e gritando pelos filhos. A morte estava atravessando sua alma. Mas Rispa decide enfrentá-la, não abandonando seus filhos no tempo que eles mais precisaram da presença da mãe, no tempo da morte.

       Essa forma de lidar com as agruras da vida nos faz lembrar Maria, mãe de Jesus, quando muitos o abandonaram, ela estava presente, uma mãe amorosa e sofredora ficou ao pé da cruz. João 19:25-27

      Nunca desista de seus filhos eles precisam de você em todas as horas, principalmente quando a vida apresenta suas dificuldades.

          Ao ver seus filhos mortos, Rispa, em grande desespero tomou a decisão de não abandonar seus corpos, pois sabia que em pouco tempo seriam dilacerados pelas aves e pelas feras do campo. Ela pegou seu pano de saco e montou vigília dia e noite, enxotando as bestas feras, protegendo assim os corpos de seus filhos, mesmo quando em decomposição. Ela não se afastou.

       Seis meses, se passaram, e Rispa, fraca, débil, sem tomar banho, permanecia em sua vigília. Seu ato longe de causar desaprovação daquela comunidade, trouxe um tempo de grande reflexão e comoção social.

           Rispa é o símbolo da mãe, amorosa, persistente, despojada, lutadora. Que decide lutar até ao extremo, movida pelo amor de mãe, que quando sente seus filhos arrancados de seus braços, decide lutar  para protegê-los, mesmo na morte,  não se deixando vencer, nem dando prazer as bestas feras.

      Sua atitude é um exemplo às nações da expressão do amor sacrificial. Era como se dissesse: por vocês meus filhos, jamais deixarei que as aves de rapina consumam seus corpos ainda que estejam mortos.

      Quais são as aves de rapina que tentam destruir nossos filhos: Vícios das drogas, prostituição, namoros libertinos, vida libertina, rebeldia, más companhia. Etc.

       Infelizmente muitos pais abandonam seus filhos ainda vivos, deixando-os para serem dilacerados pelas bestas feras desta vida. Uma vergonha! Mas ainda a tempo de mudança de comportamento. II Cor 6:2

AS RECOMPENSAS RECEBIDAS PELO AMOR

      O ato de amor extremo de Rispa pelos seus filhos comove o Rei dos Reis, o Senhor Todo Poderoso, mandando chuva na terra, e comove o coração do rei Davi, dando dignidade aqueles filhos, concedendo que fossem enterrados junto a seu pai.

 1.     A chuva de bênção sobre a terra (do Céu) “…Desde o início da colheita até cair chuva do céu sobre os corpos..”

       O ato singular de Rispa, seu sacrifício, sua dor, seu sofrimento gera bênção a toda uma nação, fazia mais de três anos que a terra não recebia a chuva. A repreensão de Deus trouxe a escassez, mas o sacrifício trouxe a chuva e com chuva a bênção da provisão.

       Deus aceitou o sacrifício dos filhos de Rispa e abençoou a terra de Israel.

 2.   Honrada pelo rei. (da terra).

Quando Davi foi informado do que Rispa, filha de Aiá, concubina de Saul, havia feito, ele mandou recolher os ossos de Saul e de Jônatas, tomando-os dos cidadãos de Jabes-Gileade. (Eles haviam roubado os ossos da praça de Bete-Seã, onde os filisteus os tinham pendurado, no dia em que mataram Saul no monte Gilboa.) Davi trouxe de lá os ossos de Saul e de seu filho Jônatas, que foram recolhidos dentre os ossos dos que haviam sido executados. Enterraram os ossos de Saul e de Jônatas no túmulo de Quis, pai de Saul, em Zela, na terra de Benjamim, e fizeram tudo o que o rei ordenou. Depois disso, Deus respondeu as orações em favor da terra de Israel. “2 Samuel 21:11-14

        Os filhos de Rispa, Armoni e Mefibose, receberam uma sepultura digna ao lado seu avô, Quis, seu pai rei Saul e seu irmão Jonatas.

 O AMOR DE DEUS POR NÓS É EXTREMO

Ora, antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim. “ João 13:1

         O amor de Deus por seus filhos é semelhante ao de Rispa que é levado ao extremo. “Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores.” Romanos 5:8

         O filho unigênito do Pai, foi crucificado por amor aos pecadores.  Jesus morreu para que a terra fosse abençoada com salvação. “Todavia, Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, deu-nos vida juntamente com Cristo, quando ainda estávamos mortos em transgressões — pela graça vocês são salvos.” Efésios 2:4-5

          Jesus é a própria água viva que desceu dos céus para trazer vida a humanidade. ”No último e mais importante dia da festa, Jesus levantou-se e disse em alta voz: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva”. João 7:37-38

          Deus nos dará o galardão pelo reconhecimento da perseverança, do amor e da dedicação devotado ao seu reino e a sua palavra. ”Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.” Hebreus 11:6.

          Na maioria das vezes, nós não entendemos os desígnios de Deus. Porque aqueles rapazes tiveram que ser sacrificados de forma tão desumana? Porque o sacrifício de Jesus foi tão duro? Hoje, sabemos que havia propósitos por detrás desses acontecimentos. E mesmo em grande tristeza, o amor pode ser exaltado e conhecido. Muitas lições puderam ser tiradas deles e atitudes puderam ser reexaminadas. A nação de Israel pode contemplar até que ponto o amor de uma mãe pode ser medido e as nações puderam conhecer o amor sem igual de Deus por essa humanidade, na morte salvadora de Jesus.

                                                               Pr Francisco Nascimento

 

 

 

 

 

 

 

 

15 comentários sobre “AMOR EXTREMADO DE RISPA

  1. Um excelente comentário, sem conotação denominacional.
    Sou um descendente do movimento tradicional conservador, e aprecio mensagens com conteúdo e razão; conteúdo espiritual e razão espiritual. Há muitas mensagens em que as pessoas dão tanta glória e aleluia em sermões totalmente cheios de heresias.
    Espero que continue falando a palavra e Deus e não pensamento humanos.

  2. A paz amado Pr essa msg falou muito ao meu coração e vejo q atitude dessa serva mudou a história da queda época e hj precisamos buscar mais e mais de Deus a sua força e a sua coragem o inimigo tem reclamado a Deus a morte de seus filhos na terra porque sabe q eles quebraram a aliança com Deus e hj a igreja fiel tipo de Rispa si lança (penha ou seja na Rocha-Jesus) e pede misericórdia a Jesus pelos seus filhos que possa enviar a chuva p regar a terra-coração só o Espírito santo pode fazer o milagre acontecer em nossas vidass .

  3. imagino o que Rispa enfrentou durante esses seis meses em velório
    pois não foi fácil, primeiro: ela estava com a dor da perda de seus dois filhos a única herança que ela tinha,segundo: a fraqueza que sentia pois ficar esse longo período sem descansar lhe trouxe uma grande exaustão, e também o mau cheiro pois os corpos já tinham entrado em
    decomposição, tai para nos um grande exemplo de perseverança pois vejo que essa persistência teria dois objetivos guardar os corpos dos animais e garantir um enterro digno de dois príncipes. Que o senhor possa te abençoar varão por essa mensagem maravilhosa que vc postou..

  4. Linda e triste história…
    Rispa foi uma mulher batalhadora… que não desistiu de seus filhos em nenhum momento… esteve sempre ao lado deles…
    História linda…

  5. Nao entendo pq os filhos de Saul tiveram de pagar pelo erro do pai deles, e quem sofreu foi a mãe, ser morto por um crime cometido por meu pai, q absurdo, q justiça é essa….

  6. A TIRANIA DOS FILHOS E A ESCRAVIDÃO DOS PAIS

    Até a alguns anos atrás, os filhos estavam sob a responsabilidade, proteção e cuidados dos pais. Por eles, eram educados, socializados, aprendiam como “viver a vida” com dignidade, honestidade e conduzir-se de forma inteligente pelos seus caminhos vindouros. Ainda com os seus genitores, treinavam os primeiros passos e soletravam as primeiras letras do abecedário. Nos lares, apesar das discórdias, menos graves que as de hoje, as famílias permaneciam unidas, mesmo à custa de algumas renúncias dos pais. Aquela união, ainda que algumas forçadas e suportadas; pelo menos criava um ambiente de segurança e conforto que fortalecia o elo familiar e mantinha certa estabilidade social. É claro que existiram exceções, com graves consequências psicobiológicas para a prole; porém, as famílias produziam exemplos de grandes Homens e vultos extraordinários na Ciência, nas Artes, na Literatura, na Política, no Humanismo, etc. Nem é necessário dizer e nem dar exemplos dessas tantas contribuições sociais que as famílias de antes nos proporcionavam; basta que se leia sobre as grandes personalidades do Brasil de ontem.

    Alguns psicólogos (não psicobiólogos), pedagogos, sociólogos liberais e pouco ou nada científicos, criticaram e cerraram fileiras contra a formação familiar de antes; afirmando que os pais eram dominadores, tiranos e subjugavam os seus filhos, impondo-lhes castigos físicos e morais. Como já dissemos, não há duvidas que tais aberrações na educação familiar existiam naquele tempo; porém, não era a regra geral. Pelo contrário, tínhamos mais famílias formadoras de pessoas honestas e cultas, em comparação com a maioria das de hoje que tem gerado filhos ingratos, drogados, rebeldes, ignorantes e alienados; indignos e incapazes de serem bons cidadãos. Pais de outrora, via-de-regra, ensinavam e educavam com a pedagogia do amor, da cultura, do bom-senso, da honestidade e do respeito mútuo; amavam os seus filhos e, se necessário fosse, dariam as próprias vidas por eles. É claro que, de vez em quando e de quando em vez, era necessário que aplicassem algumas palmadas saneadoras nos traseiros dos seus rebentos mais rebeldes.

    Hoje; os pais são condenados e presos se tocam nos filhos e estes, é que dão pauladas nos pais, tiram-lhes a vida e recebem prêmios dos políticos corruptos e educadores incompetentes e demagogos. Mas, o que causou tamanha reviravolta na educação familiar que está levando à falência da família e, por conseguinte, a desestruturação social? Filhos não mais respeitam e nem obedecem aos seus pais; alunos agridem os seus professores; adolescentes e crianças maltratam animais; destroem plantas; pisam nos jardins; sujam o chão nas ruas; não querem estudar; se tornam alcoólatras e drogados; furtam as notas escolares (“Cola”); não tem amor a mais ninguém a não ser a si mesmo e nos quais tem interesse e, ainda, se exibem nas Redes Sociais com fotos de suas tolices, suas crueldades e com o vazio de suas nulas existências. Como já citamos em Trabalhos anteriores, a desestruturação familiar teve início nos Anos Sessenta, com a rebelião de drogados nos EUA, cujo lema era: “Paz e Amor”. Em verdade, ao invés da paz e do amor prometidos; trouxeram-nos a desarmonia e o desamor; pois a falta de cultura, a falta de responsabilidade, o sexo promíscuo e as drogas livres só podem proporcionar ignorância, doenças sexuais, agressões, violência, crimes, abortos e discórdia; isto é, a falência da Paz, do Amor e da Família… Foi o que aconteceu!

    Como poderemos esperar Paz e Amor com Drogas alienantes; se a maioria dos crimes mais perversos acontece sob o efeito dessas drogas psicotrópicas; e, que Unidade Familiar pode prosperar com a promiscuidade e facilidade em trocar de parceiros logo que enjoar do mesmo? Repetindo o que tantas vezes citamos: depois da Pandemia Hippie; o BEM virou o MAL e o MAL se transformou no BEM; tornando o Comportamento Negativo mais atraente e seguido; enquanto que o Comportamento Positivo passou a ser rejeitado e abominado; notadamente nos dias atuais. Foi assim que tudo ficou de “pernas para o alto” e invertido. Some-se a isso a invasão do lixo da Televisão em quase todos os lares do mundo, mostrando,difundindo,divulgando, condicionando as mentes e ensinando toda espécie de degeneração mental, material, espiritual e moral; sem falarmos dos filmes, vídeos, teatro, revistas e em outros tipos de comunicação, como a Internet que mostra as mais variadas formas de perversão imagináveis e inimagináveis.

    Não resta dúvida que estamos sob o Domínio do Mal, vendo a inversão dos valores em todos os sentidos; principalmente entre pais e filhos, com relação ao respeito destes com aqueles. Na prática clínica e nas reuniões e encontros com os pais, é comum ouvirmos as lamentações e as suas reclamações referentes ao sofrimento, despesas e dissabores que os seus filhos lhes causam. Há tempos, visitando famílias de pacientes, de parentes, de amigos e de conhecidos, constatamos “in loco”, a evidência e a veracidade da tirania dos filhos e as razões da escravidão em que estão submetidos milhões de pais, não somente no nosso País; mas, nas famílias do mundo inteiro. Agora, são os filhos que governam e tiranizam os pais e, muitos deles arruínam as finanças da família, sugam até as últimas gotas do suor e do sangue dos seus genitores; sem demonstrarem qualquer sentimento de gratidão, piedade, compaixão ou de culpa. A rebeldia filial, como forma consciente e/ou inconsciente de vingança é um fato rotineiro entre os filhos na faixa etária que chamamos de “Idade da Mula” (depois explicaremos essa “idade”). Essa é a idade em que o filho (ambos os sexos), geralmente na fase de idade compreendida entre o início da puberdade e o final da adolescência quando ele é novo em idade, um alienado mental e social. Nessa fase etária, as queixas paternas são quase semelhantes entre elas e se resumem nos seguintes comportamentos dos filhos:

    -O uso ou desejo de usarem drogas;
    -desconhecem a Literatura e o Vocabulário da própria Língua, usando um palavreado chulo, repleto de palavrões e chavões nojentos;
    -Precocidade e promiscuidade sexual;
    -desinteresse pelos Estudos, pelo Saber, pela Ciência e pela Cultura;
    -agressividade constante com os pais e com os irmãos que não concordam com os seus desejos e comportamento, podendo chegar à agressão física;
    -comem demasiadamente e se alimentam pessimamente; empanturrando-se com doces, refrigerantes, sanduíches, balas e qualquer outro lixo químico da indústria alimentícia, produtos aditivados e qualquer outra coisa produzida pelas Empresas cancerígenas, nacional e multinacional que não se importam com a saúde e a vida dos ignorantes e dos imaturos consumidores, principalmente na faixa etária até os 25 anos. Estes são umas verdadeiras “Mulas” que se deixam levar pelo condicionamento da propaganda dos capitalistas espertos, gananciosos e espertalhões do comércio e da indústria da comilança mundial. Além disso:

    -são dorminhocos, preguiçosos, pouco ou nada higiênicos, desorganizados e bagunceiros com os seus pertences e com as coisas da casa. Deixam torneiras e chuveiros pingando; sabonetes no chão e toalhas molhadas largadas em qualquer canto. Mesmo em tempo mais quente, tomam banho no grau mais quente do chuveiro. Poucos ligam para o gasto dos seus pais com as contas de água e luz da casa, deixando tudo aberto e ligado. Entrar no quarto da maioria deles (quase sempre todo fechado e sem ventilação natural) é uma calamidade; uma bagunça descomunal, um desleixo incomum, uma sujeira indescritível, uma total ignorância biológica desconhecem a necessidade da oxigenação pulmonar), sociológica (não se preocupam com o social) e humanística (deixam toda a sujeira e desorganização para as suas mães limparem e cuidarem) numa desorganização proporcional às suas mentes confusas e conflituosas;
    -dormem tarde e acordam tarde, ouvindo com todos os decibéis possíveis toda espécie de escória sonora e assistindo aos programas mais tolos e desestruturantes da televisão-lixo, repletos de cenas de violência, horror, terror, crueldade e de comportamentos negativos e nefastos que condicionam os tolos e os imaturos a segui-los e a praticá-los;
    -são rebeldes, como forma de vingança consciente ou inconsciente contra os pais, é uma prática constante dos filhos nessa “Idade da Mula”.
    -mentem em demasia, quando demonstram ser “bonzinhos”, “caridosos”, ”prestativos” e defensores dos mais pobres, dos humildes e dos esquecidos sociais. Mas, na realidade, no dia-a-dia, tudo que dizem não passa de bravatas enganadoras; pois, quem os vê ajudando velhinhos ou deficientes atravessando ruas? Eles visitam orfanatos, asilos, creches e hospitais para consolarem os que estão ali internados e sofrendo? Quem ajuda, dá apoio e fica ao lado, dia e noite com os doentes hospitalizados da sua família? São os tios e parentes mais velhos e até amigos e vizinhos desses doentes que irão prestar ajuda e solidariedade na dor dos familiares; até mesmo os pais internados encontrarão dificuldades para ter a ajuda desses seus filhos rebeldes e ingratos que só querem saber da mordomia caseira e do prazer e gozo das festinhas, boate e outros divertimentos com seus amigos de rua.

    A “Idade da Mula” é um termo criado por um homem sábio que não tem o sentido de agredir e nem de menosprezar as pessoas de menor idade, ou “Pior Idade”; como deveria ser conhecida. O termo “Mula” se origina do animal mula, que é um eqüino conhecido por sua teimosia, pouca inteligência e de dar coices fortes. Essa “Idade” se caracteriza pelos sinais ou características seguintes:

    -rebeldia contra tudo e contra todos que representam figuras de autoridade, principalmente contra os pais e os professores;
    -não gostam de estudar, odeiam a Cultura Científica e detestam as pessoas Sábias e Cultas;
    -não tem asseio e não costumam lavar as mãos e com elas sujas, pegam nos utensílios domésticos e nos alimentos;
    -por onde andam dentro de casa deixam um rastro de sujeira, desperdício e desarrumação;
    -não sabem se alimentar comem o que é de pior para a saúde e, por isso, vivem doentes e adoecendo os pais com preocupações, desgosto, prejuízos materiais e mentais;
    -a maioria deles detesta as coisas naturais; principalmente as frutas, legumes e verduras; prefere o artificialismo do AR dos ventiladores e dos aparelhos refrigeradores;
    -deixam as portas abertas das geladeiras, dos armários, dos guarda-roupas entulhados de bagulhos e roupas sujas;
    -devido à frustração de suas vidas vazias, nulas e fúteis, por só pensarem em si e só enxergarem um palmo diante do próprio umbigo; fazem tudo para obterem aplausos e a aceitação dos outros; utilizando-se de toda espécie de enfeites físicos, penduricalhos no corpo e, quase sempre simbolizando imagens macabras e de violência (caveiras, armas, sangue, etc.);
    -usam a linguagem, tatuagens e roupas semelhantes às usadas pelos piores criminosos nacionais e internacionais. Quem vê o comportamento e ouve o linguajar dos mais cruéis assassinos condenados à morte nas prisões norte-americanas; vai notar a grande semelhança com o gosto, atos, linguagem e comportamento das “Mulas” do mundo inteiro. É nossa hipótese que mentes semelhantes geram comportamentos semelhantes, mesmo que as pessoas não se conheçam e estejam a milhares de km umas das outras. É claro que cérebros que gravaram estímulos negativos semelhantes, seja numa família chinesa ou brasileira, irão agir de forma semelhante. O grande dilema e o terrível problema é que os meios de comunicação, notadamente a Televisão, o Cinema, Vídeos, as Revistas, a Internet e outros; estão divulgando, há décadas o que é de pior da Espécie Humana. Todo esse comportamento, alienado e desestruturante dos filhos criou a imensa barreira que vem separando-os dos seus pais. Como já frisamos acima, os alvos principais da agressividade das “mulas” são as figuras dos pais, dos professores e de todos aqueles que se lhes representam autoridade e controle. É a rebeldia anencéfala, herdada da “Era Hippie”, do “Paz e Amor”; Paz com os amiguinhos drogados e Amor livre e sem compromisso com as amiguinhas imaturas, rebeldes e desgarradas dos cuidados paternos. Vejamos os princípios da desordem que nos legaram aqueles que foram conhecidos como “Hippies”; que eram contra tudo que é natural e legal e, a favor de tudo que é anormal, antinatural e ilegal. E, o que queriam com tal comportamento desviante dos bons costumes? Queriam, dentre outros:

    -sexo livre sem compromisso e à vontade, com qualquer um;
    -drogas liberadas e com fartura;
    -não dar nenhuma satisfação dos seus atos; principalmente aos pais e às autoridades;
    -o viver somente o “aqui-e-agora”; isto é, interesse apenas no gozo e prazer do momento e nada importando com as consequências futuras dos seus atos;
    -nada de Estudo Científico e de qualquer Cultura Clássica; foi o início da implantação da Anticultura;
    -anarquia e desleixo generalizados; isto é: tudo é permitido e nada é proibido; etc.

    Como os Pais e as Autoridades responsáveis daquela Época não aprovaram e nem poderiam aceitar tamanhas anarquia e libertinagem generalizadas; daí surgiram as primeiras revoltas e raiva contra eles, principalmente contra os Pais. Ora, sabemos que, quando uma pessoa imatura, seja pela pouca idade ou por transtornos mentais, não é aceita ou não tem os seus desejos realizados… Surge a Frustração. Vale lembrar que a FRUSTRAÇÃO é a causa da Agressividade e da Violência. Quando uma pessoa imatura em razão da pouca idade ou por distúrbios mentais fica frustrada; a sua reação consciente ou inconsciente é a Agressividade. Nenhuma pessoa em estado normal e de felicidade poderá agredir a quem e ao que quer que seja. Procurem pesquisar sobre a idade e/ou o estado mental dos delinqüentes e criminosos mais cruéis! Com exceção das anomalias genéticas e congênitas, todos nós nascemos com o potencial genético neural para aprendermos e sermos inteligentes; daí a nossa diferença com os demais animais. Porém, se não enriquecermos o cérebro com conhecimento científico; estaremos iguais, em pensamento e em comportamento aos das Mulas.

    Da Tirania dos Filhos ao Masoquismo das Mães

    Refiro-me ao masoquismo das mães, porque são elas as que mais sofrem com a desestruturação dos filhos. São elas que ficam acordadas esperando aflitas pela volta deles ou são acordadas nas madrugadas para acudi-los nos seus desatinos e nas consequências desastrosas de seus comportamentos desestruturados quando são vítimas ou causadores de vítimas. Temos que pensar: porque uma Mãe se submete a todos os caprichos, agressões, incompreensões, ingratidão e irresponsabilidade de seus filhos? Imaginemos os milhões de mães que ficam escravas de seus filhos; com as mãos calejadas por carregar pesos com compras para a casa; lavando roupas, esfregando chão,cozinhando,costurando e arrumando os quartos deles, diariamente! Enquanto eles dormem “curtindo” a ressaca da farra da noite anterior, Elas acordam e levantam cedo para fazerem as coisas em casa para, quando os dorminhocos saírem de suas tocas comerem, reclamando e pondo defeitos na comida feita por suas cansadas e sofridas mães escravizadas e tornadas masoquistas pelo imenso trabalho exigidos na criação e manutenção deles.

    Muitos deles acordam e com os estômagos saciados, saem para perambular com os amiguinhos pelos shoppings, lanchonetes, cinemas, etc.; são as Mães que vão limpar e organizar toda a sujeira deixada no quarto por eles. Ao invés de agradecerem, os mesmos retribuem com agressividades às reclamações das suas desafortunadas Mães Masoquistas que assim se tornaram, com o sofrer da repetição diária desse trabalho escravo, sendo que os seus filhos Sádicos são os seus próprios algozes. É claro que este processo psicopatológico é inconsciente para Eles e para Elas. Mas, porque acontece este processo tão prejudicial para todos? O medo materno de perder a estima e a companhia dos filhos (Para melhor compreender, procure ler no Google o Trabalho intitulado “O Medo da Solidão”), com o passar dos anos, por permanecerem no estado de sofrimento (Ela se matando pelos filhos ingratos e irresponsáveis) em que os filhos a fazem sofrer; cronifica-se o quadro Sado-masoquista. Isto é, a Mãe masoquista que sofre por ter que “amamentar” as mulas já bem crescidas que sentem prazer ao serem servidas pela desventurada Mãe. O pior é que esses hábitos e comportamentos desestruturantes tornaram-se mundiais. Não há dúvida que se tornou uma epidemia global. Em qualquer país as “Mulas” se comportam da mesma maneira; perdem tudo, estragam tudo, raramente deixam os objetos que usa em casa nos lugares em que pegou, deixam a pasta de dente destampada, o sabonete que usou no chão do banheiro, toalhas e roupas íntimas jogados em qualquer lugar, a escova largada até no bojo da pia em que todos lavam as mãos, cospem e escarram. E quem vai arrumar limpar e por ordem na sujeira e na falta de higiene ? A mãe de cada um deles; seja aqui ou no Japão.
    Isto seria apenas curioso, caso não fosse uma Síndrome de uma patologia em suas mentes. Um dos grandes sinais de dependência e da patologia Sado-masoquista é quando a Mãe, repetidamente, fica perguntando, insistindo e até acordando o filho de mais de 6 anos para alimentá-lo, que se encontra deitado e fechado em seu quarto; salvo se o mesmo estiver enfermo e incapaz de se alimentar sozinho. Também é importante lembrar que o quadro Sado-masoquista não está limitado nos laços familiares! É esperado que uma Mãe ou outra pessoa masoquista também se submeta aos caprichos e ao sofrimento de estranhos que venha a conviver ou ter contato, como empregados, vizinhos, visitas em sua casa, etc. Nestes casos, o masoquista irá tratá-los de forma subserviente e subalterna, tal como se lhes fosse inferior; ficando ela ansiosa para servi-los com exagerada servidão e zelo, a fim de buscar o sofrimento que alimenta a sua disfunção mental. Em outras palavras: uma pessoa masoquista sente prazer Inconsciente em servir aos outros; ao mesmo tempo em que sofre Consciente pelo desgaste do trabalho físico e mental de sua escravidão. E o destino de todos os envolvidos? Pode ocorrer que saiam naturalmente do quadro Sado-masoquista; que não se tratem e estarão propensos à Depressão, Doenças Psicossomáticas e o risco de Violência familiar e Auto-destruição de algum ou alguns deles.
    Se todos os familiares não se submeterem a um tratamento psicoterápico sério, competente e psicobiológico; o futuro psicofísico de todos estará comprometido. Tanto os filhos sádicos, como os seus pais masoquistas devem se tratar com terapias de sessões alternadas, onde todos deverão freqüentar as Sessões familiares e individuais, alternando o tratamento, ora com os pais, ora com os filhos, individual e coletivamente. Não é um tratamento fácil e nem rápido; haja vista que o Terapeuta encontrará grande resistência dos pacientes, sofrendo o Psicólogo grande rejeição e agressões de todos familiares (principalmente da Mãe) que tentarão impedir a quebra da dependência mental mórbida que construíram e a mantém… O Sado-masoquismo.

    Minas Gerais, 12 de janeiro de 2015.

    Carleial. Bernardino Mendonça.
    Psicólogo-Clínico, Estudante de Direito, Escritor e Pesquisador nas Áreas do Direito e da Psicobiologia.

  7. Confesso que chorei com a história dessa mulher, quão grande foi o sofrimento dessa mulher, e nos dias de hoje, muitos querem desanimar e até parar por qualquer coisa, confesso que aprendi muito com essa mensagem, se meu amor pelos meus filhos já era grande agora vai ser bem maior… Que Deus abençoe…

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