NOÇÕES BÁSICAS DE HOMILÉTICA


Noções Básicas de Homilética

“Como preparar mensagens bíblicas”

“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” 2Tm 2:15

Uma palavra sobre a Pregação

A Pregação é uma característica do cristianismo. Nenhuma outra religião usou  o culto  para proclamar, evangelizar e ensinar. Isso é algo peculiar ao cristianismo,  iniciado com o “mestre”, Jesus.

A Pregação ocupou lugar central no ministério de Jesus. Jesus veio pregando,

Mt 4:17; 9:35; Lc 4:16-21; Jo 7:28-37.

A Pregação ocupou lugar central no ministério dos discípulos, At 2:14ss; 3:11; 6:2;   7:1ss

A Pregação tem que ocupar um lugar central no nosso ministério também. Rm 10:14  “como ouvirão se não há quem pregue?”

A Pregação de Jesus tinha dois elementos fortes:

a) Um clamor insistente pela sua compaixão.

b) Um clamor poderoso pela sua urgência.

A Pregação segundo o propósito de Jesus, incluía vários elementos com a intenção de  mover a mente do ouvinte em todas as suas funções e levar o homem a ver, sentir, avaliar e tomar decisões morais e espirituais.

Pregar é a parte fundamental no plano de Jesus para alcançar os homens.

a) Em Marcos, o plano consiste em ir por todo o mundo e pregar o Evangelho.

b) Em Mateus, o plano inclui três coisas:

1º) Fazer discípulos.

2º) Levá-los a confissão (batismo).

3º). Ensiná-los a guardar os ensinos de Jesus.

A Pregação no Poder e Unção do Espírito Santo fez com que em apenas três     séculos o cristianismo fosse a principal religião do Império Romano.

Todas as vezes que a Pregação caiu na sua qualidade, a igreja experimentou   momentos difíceis e de obscurantismo.

Todas as vezes que a Pregação foi retomada na Unção do Espírito Santo, a igreja  experimentou fortes ondas de avivamento.

Não precisamos apenas de pregadores. Mas precisamos de Pregadores            ungidos pelo Espírito Santo de Deus. Pregadores consagrados, que estejam dispostos a pagar  um  preço a fim de receberem do Senhor e entregarem ao mundo faminto, porções do  pão  celestial. Pregações ungidas e bem elaboradas, a fim de alcançar a mente dos   homens  e levá-los a ver, sentir, avaliar e tomar decisões morais e espirituais.

Jamais surgiu um avivamento na história da igreja que não tenha sido fruto da exposição da Palavra de Deus

Inimigos da Pregação

Vivemos num mundo de grandes e rápidas mudanças. Cada dia surge uma         novidade. Há  um atrativo muito forte pelo NOVO. Vivemos numa sociedade   extremamente consumista.

Jesus, no entanto, instituiu a pregação como forma de espalhar as Boas Novas da Salvação, palavras que dirigidas a indivíduos ou assembléias reunidas, levam o homem a decidir. E  coisa alguma poderá substituir a pregação  ou superá-la.

Temos visto muitas inovações, meios e métodos que têm sido criados para a propagação da verdade  evangélica. Creio que podem e devem ser aproveitadas, mas nunca devem ocupar o lugar  da pregação.

Hoje temos muitos meios, tais como: livros, jornais, revistas, vídeos, rádio,  TV, cinema, shows musicais, atrações, camisetas, adesivos, etc. Porém, isto é apenas propaganda do  Evangelho ou do Cristianismo.

Não podemos prescindir da pregação, visto que tem sido  ela    o meio   indicado por Deus para alcançar o pecador.

Nada pode ocupar o lugar da pregação no púlpito, nem mesmo o ministério   pastoral. Hoje há uma forte tendência de se fazer “clinica pastoral”.

Não dizemos que seja errado. É algo necessário para cuidar dos crentes        doentes, mas, nunca pode substituir  a  PREGAÇÃO,  visto que a FÉ vem pela PREGAÇÃO e a pregação pela palavra de Cristo. Rm 10:17.

Também, não é qualquer pregação. Mas, a pregação da Palavra de Deus. Pregar filosofias pode ser muito bonito, mas, não  produz fé. A fé necessária para o ARREPENDIMENTO e a SALVAÇÃO.

A PREGAÇÃO é o ponto alto do culto. O louvor, as apresentações especiais, os   testemunhos, não podem ganhar mais atenção ou destaque do que a      PREGAÇÃO. É através da pregação que Deus fala com o pecador.

“Adoramos a Deus tanto quanto humilde e obedientes aceitarmos a Sua Palavra pregada,  como quando lhe oferecemos nossa oração e louvor”. Dr. A. Garrarei.

“Pregar não é apenas transmitir conhecimentos. É, sobretudo, expor as verdades divinas de  modo que o ouvinte seja golpeado por ela e responda favoravelmente ou  não ao apelo moral e espiritual”. Pr Ednaldo D. de Medeiros.

Deus na sua sabedoria decidiu chamar HOMENS, semelhantes a nós, sujeitos  aos mesmos sentimentos… At 14:15; Tg 5:17, para pregar a sua Palavra. Poderia ter optado por anjos.  Mas, escolheu as coisas loucas do mundo… I Co 1:27-29

Qualidades requeridas de um Pregador

1. Que seja REGENERADO. Nova criatura com  um bom testemunho.

a. Não se pode falar com convicção de uma coisa que não se experimentou.   Especialmente da Salvação e Santificação.

b. Verificando nas Escrituras: Jo 3:3-7; I Co 2;14; 2 Pe 2:17

2. Que tenha AMOR.

a. Amor pelo Senhor.

b. Amor pela Obra  (serviço).

Que faça o trabalho  com dedicação.

Que possa se cansar no trabalho, mas, não do trabalho.

c. Sem murmuração. Se não amamos o trabalho, é melhor não assumirmos.

3. Que seja ESTUDIOSO.

a. Incansável na leitura. Especialmente da bíblia.

b. Diligente (pesquisador). A bíblia é a primeira fonte

c. Outros recursos: DECORAR, ANOTAR, ARQUIVAR, FORMAR BIBLIOTECA.

Sugestão básica para iniciar uma biblioteca:

Bíblia de estudos – Dicionário bíblico – Concordância bíblica. Comentário bíblico – Manual Bíblico de Halley – Enciclopédia bíblica e teológica.

4. Que seja HOMEM DE ORAÇÃO. Pública e particular

5. Que seja PURO (no viver) I Co 2:16. Moramos em casas de vidro. Pr J. Hawkins.

6. Que seja HABILITADO para o trabalho:

a. Chamado por Deus. Ef 4:11.

b. Fisicamente Capaz. (saúde física).

c. Mentalmente Capaz (saúde mental).

d. Intelectualmente Capaz (saber raciocinar, pensar, ler e resolver).

e. Psicologicamente Capaz (saúde emocional)

f.  Capacidade de Expressão

Pensar claro – Imaginação vigorosa  – Dicção clara (requer esforço).

Cada item destes pode ser otimizado ou desenvolvido.

g. Conhecimento.  O pregador deve conhecer a VERDADE EVANGÉLICA; deve  conhecer a  NATUREZA HUMANA em relação à verdade religiosa (Rm 3:10.23) e em relação com as condições  da vida humana a seu redor.

O pregador deve ser eclético. Por isso deve ter um programa de leitura de      vários assuntos. Isso exige esforço contínuo e oração.

Três coisas básicas para um bom pregador

DOM – Que é dado por Deus. I Tm 4:14; Ef 4:7-11.

CONHECIMENTO – É adquirido pelo estudo, pesquisa e esforço. I Tm 4:12-16.

HABILIDADE – Vem com a prática. Somente pregando.

Ex. tocar um instrumento. Somente com a prática.

Cuidado com o Testemunho.

“O que você é, fala tão alto; que o mundo não pode   escutar o que você diz” Pr J. Hawkins.

“O seu andar fala, e o seu falar anda. O seu andar  fala mais alto, do que       o  seu falar anda”.

HOMILÉTICA

1. DEFINIÇÃO:

É a ciência e a arte que regulamenta o preparo e a apresentação de uma     mensagem da Palavra de Deus                             .

É também conhecida como retórica sagrada.

2. O VALOR DA HOMILÉTICA:

A homilética é de suma importância para uma apresentação clara, inteligente e objetiva da PALAVRA DE DEUS. (I Co 1:18-25).

Fica claro a importância da homilética  (retórica sagrada) por sua contribuição para com a pregação da Palavra de Deus.

Prova disto é o fato dos coríntios se maravilharem com a pregação de Apolo, por ser  ele eloqüente e poderoso na Palavra. (At 18:24ss).

3. AS FONTES DA HOMILÉTICA:

A homilética nasceu entre os gregos com o nome de retórica (orar numa assembléia). Depois foi adaptado no mundo romano com  o nome de oratória, e, finalmente, para o mundo religioso, cristão, com o nome de  homilética.

Enquanto  a retórica e a oratória tornam-se  sinônimos para identificar o discurso persuasivo (profano), a homilética,  identifica o discurso sacro (religioso).

A partir do século IV  d.C., os pregadores cristãos começaram  a estruturar suas mensagens, seguindo as técnicas da Retórica Grega e da Oratória Romana.

Porém, desde o primeiro século da era cristã, a influência estrutural da  homilética  já  começava a ser sentida no seio do cristianismo.

O cristianismo teve  muitos apologistas nos primórdios, tais como: Justino mártir, Clemente de  Alexandria, Orígenes, Crisóstomo, Agostinho, Ambrósio e muitos   outros.

Depois de Crisóstomo e Agostinho a igreja sofreu um forte declínio na qualidade de suas   pregações. E uma das razões é que deixaram de ser Bíblicas, tornando-se  cada vez  mais, alegóricas. Essa negligência acabou por acarretar a Reforma   Protestante.

Aquele movimento foi em  parte um grande esforço para restaurar a   Autoridade da Bíblia e a Pregação Bíblica,  assim como a doutrina e a ética da Igreja Cristã.

A Igreja Luterana deve sua existência, depois de Deus, a um grande pregador:

Martinho  Lutero (1483-1546), que considerava o sermão, depois da Santa-Ceia, como  a parte  mais importante do culto público.

A Igreja da Inglaterra teve o maior dos pregadores britânicos. Frederico N.  Robertson (1816-1853).

Outro exemplo de pregação  é o de João Wesley (1703-1791), assinalando a  transição do litúrgico para o   não litúrgico; do formal para o informal.    A vida social e religiosa da Inglaterra foi transformada, pelo poder da pregação de João Wesley. Como ele dizia: “A pregação do Antigo Evangelho”.

João Wesley considerava a Bíblia como a Palavra de Deus e nela encontrava

A fonte  do alimento espiritual para as congregações recém-nascidas.

Tivemos homens pregadores como João Knox (1507-1572) seguido por outra águia,  Calvino, sem falar em antecessores como Savanarola e outros.

Temos grandes pregadores mais recentes tais como: Moody, Spurgeon, Jonathan Edwards, Billy Graham, Luís Palau, Nilson Fanini, Mário R. Lindstron, Caio Fábio, etc…

O SERMÃO

O Sermão é o objeto da homilética. A palavra sermão vem do latim sermo que quer dizer: maneira de falar. Phillips Brooks definiu sermão como sendo:

“Uma  palestra oral, dirigida à mente do ouvinte, sobre uma verdade da Bíblia,    laboriosamente  preparada,  visando a persuasão do ouvinte”.

ESTRUTURA DO SERMÃO

Dissemos que  o sermão tem como objetivo persuadir o ouvinte com a  apresentação de uma verdade bíblica. Portanto, se faz necessário que esta apresentação tenha  uma estrutura lógica para uma clara compreensão do assunto exposto.

I. A BASE DO SERMÃO.   (O Texto).

A. O TEXTO.

Compreende o trecho da Bíblia que vai servir de base para o sermão.

1. Pode ser um capítulo.

2. Pode ser um versículo

3. Pode ser parte de um versículo.

B. NECESSIDADE DO TEXTO

1. O TEXTO  confere autoridade à mensagem ( a mensagem é de Deus).

2. Através do texto o pregador ENSINA a Palavra de Deus.

3. O TEXTO ajuda os ouvintes a reterem as idéias principais do sermão.

4. O TEXTO dá UNIDADE ao pensamento.

5. O TEXTO impede que se desvie das doutrinas escriturísticas.

6. O TEXTO (Bíblia) ajuda na conversão de almas e no fortalecimento dos crentes,  por ser a Bíblia a Espada do Espírito.

C. A ESCOLHA DO TEXTO.

1. Deve ser DADO por Deus. Peça em oração.

2. Quando Deus fala ao pregador através de um texto, certamente falará ao coração de muitos, através do pregador.

3. Deve ser ESCOLHIDO, em ocasiões especiais, tais como:

Casamentos / Inaugurações / Exéquias / Consagrações / Ações de graças

4. Devem-se evitar textos obscuros.

5. Devem-se evitar textos longos demais.

6. Deve-se evitar pregar apenas o que se gosta. Ex.: O filho pródigo.

7. Devemos nos lembrar que o texto é inspirado por Deus.

a. Não é nosso.

b. Não devemos fazer o texto dizer o que ele não está dizendo.

D. INTERPRETAÇÃO DO TEXTO.

Verificar o que realmente o autor quis dizer (Hermenêutica).

1. Interpretar honestamente. Não forçar  (2 Pe 3:16).

2. Procurar luz no CONTEXTO. Verificar ANTES e DEPOIS. il. I Co 15:18.

3. Linguagem  exata. Procurar o significado das palavras desconhecidas.

4. COSTUMES. Cultura bíblica. Casamentos, comidas, etc.

5. Comparar com outros textos  bíblicos.  Não isole  versículos ou palavras.

6. Símbolos e tipos.

a. Não exagerar.

b. Não fazer maior do que realmente é.

7. Épocas.

8. Geografia Bíblica. Principalmente no A.T.

TAREFAS:   Mateus 1:18-25.

  1. O que o autor quis dizer através do texto?
  2. O que você encontra no contexto. Isto é, antes e depois do texto?
  3. O que há mais de interessante no texto?
  4. Quais os significados das seguintes palavras:

DESPOSADA / COABITAR / CONCEBER / INFAMAR / CONHECER.

e. Qual era o costume em relação ao noivado e casamento na época? Dt 22:23-30.

f. Porque José resolveu deixar Maria secretamente?

g. Onde se deu esse fato? (Lugar geográfico, Lc 1:26-27).

II. AS PARTES DO SERMÃO.

INTRODUÇÃO

PROPOSIÇÃO

DISCURSO

CONCLUSÃO

A. INTRODUÇÃO.

A introdução é a parte inicial do sermão e tem como objetivos ganhar a  atenção do ouvinte.

B. PROPOSIÇÃO

“Proposição é uma declaração simples do assunto que o pregador deseja apresentar, desenvolver, provar ou explicar. Em outras palavras, é uma  afirmativa da principal lição espiritual ou da verdade eterna do sermão,  reduzida a uma sentença declarativa”.   (James Braga)

A proposição, portanto, consiste em uma afirmativa clara de uma verdade      fundamental, eterna e de aplicação universal. Por exemplo:

– A leitura e meditação nas Escrituras são vitais para o crente;

– A verdadeira adoração é aquela que procede do íntimo;

– Ninguém pode escapar das conseqüências dos seus próprios pecados;

– Quem busca a Deus em 1º lugar, terá suas necessidades básicas supridas;

A Bíblia está repleta de princípios ou verdades eternas.

A proposição é o fundamento de toda a estrutura do sermão. Ela serve de

alicerce para a construção do sermão.

A proposição indica o rumo que o sermão deve seguir, norteando os pontos do discurso fazendo com que os ouvintes acompanhem o desenvolvimento da idéia central do sermão.

C. DISCURSO  (ou corpo do sermão).

É o desenvolvimento da mensagem.

1..O sermão divide-se em tantas partes quantas forem necessárias,  à

compreensão dos ouvintes, obedecendo uma ORDEM LÓGICA.

Exemplos: DIA-MÊS-ANO / PASSADO-PRESENTE-FUTURO.

Algumas passagens já estão naturalmente divididas. Ex.: Ef 2:1-10.

2. As divisões servem para LIMITAR o assunto, evitando uma explanação prolixa, longa e enfadonha.

3.  As divisões devem ser DISTINTAS, mas, progressivas.

4.  As divisões devem ajudar o ouvinte a MEMORIZAR a idéia principal.

TAREFA:  Encontrar as DIVISÕES dos seguintes textos: Ef 2:8-10    Rm 1:11-12    Is   6:1-11      Jr 2:13      Mt 4:18-22; Mt 11:28-30     Ef 2:8-10.

LEMBRE-SE! Sermão sem unção de Deus, é como uma comida sem tempero.

C.   CONCLUSÃO.

A conclusão é a batalha final que decide a guerra. É o resumo do sermão, sendo mais  importante do que a introdução.

A conclusão visa à aplicação prática da mensagem à vida do ouvinte.

1. Deve ser cuidadosamente elaborada.

2. Deve ser breve.

3. Deve ser variada.

4. Deve concluir de fato, e não abrir para outros assuntos.

5. Pode ser uma experiência pessoal. (toca muito nos ouvintes).

III. TIPOS DE SERMÕES

Há autores que classificam outros tipos de sermões. Estudaremos                       apenas os três tipos acima mencionados, por serem   os mais usados na prédica evangélica.

Há dois critérios para a classificação dos sermões: Quanto ao ASSUNTO. Quanto ao TIPO.

A. QUANTO AO ASSUNTO PODE SER

  1. Doutrinário: São sermões sobre pontos peculiares a certas denominações  evangélicas  ou pontos  controvertidos. A  doutrina (ensino) é a tarefa       principal do pregador. Os fatos e as verdades pertencentes às escrituras e que dizem respeito ao pecado, à providência e à  redenção, formam o elemento principal de toda a pregação  escriturística.

2. Moral. Os ensinos pessoais de Nosso Senhor Jesus Cristo, se constituem especialmente de  moralidade. Um convite permanente a uma vida de santidade.

Esse tipo de mensagem consiste em exortar os homens a guardarem a Lei de Deus,  expressa nas escrituras. Vivemos hoje uma crise de integridade, talvez por falta de sermões morais.

3. Histórico: As histórias bíblicas compõem um grande manual de advertência  para nós, segundo o apóstolo Paulo em I Co 10:11. Portanto, são  edificantes e trazem luz sobre determinadas situações. A           história é o   método divino de ensinar através de ilustrações.

4. Testemunho pessoal: O material para esse tipo de sermão, encontramos   na experiência pessoal do pregador, com Deus. E, também o estudo de

casos, à medida em que vão surgindo no ministério. Falar de nossa própria  experiência é tarefa que requer oração. Muita oração e humildade, para não exaltarmos a nós mesmos.

TAREFA: Classificar os sermões abaixo por ASSUNTO

At 26:1-23 / Mt 5:1-12 / At 7:1-53 / I Ts 4:13-18 / Hb 7:4-19

B. QUANTO AO TIPO PODE SER

1. TEMÁTICO: É o sermão baseado num tema previamente escolhido pelo pregador, tendo em  vista a ocasião em que será apresentado.

Ex.: Ato fúnebre, inauguração, casamento, bodas, etc.

a. Usa-se um texto. Porém o texto não  se torna parte fundamental na formação do sermão.

b. O assunto é tratado segundo sua própria natureza.

À medida que se vai desenvolvendo o assunto, deve-se ir usando outros textos  ou citações bíblicas que apóiam as idéias expostas. Esse tipo de sermão mostra a unidade da Bíblia e evidencia sua amplitude.

TAREFA: Escolha três temas (tópicos)  da lista abaixo e faça um esboço de  cada um  deles do tipo  temático.

Amor de Deus  / Humildade / Fé / Oração / Dízimos

2. TEXTUAL: O sermão textual pouco difere do temático (ou tópico). No entanto, geralmente se  baseia num versículo da bíblia ou em parte do mesmo, ou simplesmente numa só  palavra. O sermão textual visa enfatizar  um único assunto.

Vantagens:

  1. Expor bem um assunto em todos os detalhes.
  2. Coloca o ouvinte em contato mais íntimo com a Palavra de Deus.
  3. Oferece várias oportunidades de originalidade.
  4. O ouvinte fixa a atenção numa passagem das escrituras.
  5. O pregador pode descobrir verdades em determinados textos, que para outros passam   despercebidas.

O sermão textual pouco difere do temático (ou tópico). No entanto,    geralmente se  baseia num versículo da bíblia ou em parte do mesmo, ou simplesmente numa só  palavra.

O sermão textual visa enfatizar um único assunto.

Exemplo: Cegueira Espiritual Jo 9:25

I. Quando andávamos nos nossos pecados éramos cegos.

II. Quando não conhecíamos a verdade, éramos cegos.

III. Quando não tínhamos Cristo, éramos cegos.

TAREFA: Escolha um texto e esboce um sermão textual.

TÉCNICA: Para esboçar um sermão textual, podemos derivar vários

pensamentos de  um único  texto. Bastando elaborar uma série de perguntas. As respostas, nos  darão  as divisões  do sermão.

  1. EXPOSITIVO: O sermão expositivo baseia-se num trecho das Sagradas Escrituras. E caracteriza-se por ser uma mensagem expositiva (explicativa) do texto. Esse tipo de sermão é o que mais edifica a Igreja. Também é o que  mais exige   do pregador no seu preparo.

VANTAGENS (do sermão expositivo).

  1. É o tipo de sermão que mais se harmoniza com a prédica.
  2. É o método mais antigo.
  3. É o que mais  expõe as Escrituras.
  4. É o que mais mostra as verdades bíblicas

DESVANTAGENS

  1. Corre-se o risco de se apresentar uma série de pequenas mensagens. Corre-se o risco de se apresentar muitas idéias ao invés de uma só.

IMPORTANTE!

Ao subirmos ao púlpito com uma mensagem expositiva, devemos fazê-lo com o desejo  de ir ao encontro de uma necessidade humana e não simplesmente  explicar uma passagem das escrituras.

IV. INTRODUÇÃO

A. INTRODUZINDO O ASSUNTO.

A introdução é a parte inicial do sermão e tem como objetivos:

1. Despertar o interesse  dos ouvintes, ganhando sua atenção para a     mensagem propriamente dita.

2. Preparar os ouvintes para que compreendam a mensagem.

A introdução deve relacionar-se com o assunto do sermão.

Deve ser breve. Introdução longa tira o apetite para a mensagem.

il. Churrascaria/entradas.

Deve ser clara e objetiva. Não levar para outro assunto.

Deve ser variada.

Deve evitar desculpas. Impressiona mal.

Deve – se evitar piadas, que só façam rir.

Nossa tarefa não é divertir o povo. O púlpito é diferente do palco.

Deve-se evitar o eu. Torna-se antipático.

3. Fontes para a Introdução

  1. O próprio texto.
  2. O livro ou capítulo lido.
  3. Perguntas.
  4. Acontecimento recente (jornais, tv).
  5. Experiência pessoal.

A introdução se faz necessária para a apresentação  da mensagem  assim como um  livro precisa de um prefácio para introduzir o assunto.

B. PRECAUÇÕESCOM A INTRODUÇÃO

1. Não antecipar o que pertence ao sermão

2. Não falar de outro assunto (confunde o ouvinte)

3. Não se estender demasiadamente (rouba o tempo da mensagem)

4. Não deve conter mais do que a mensagem contém

C. TIPOS DE INTRODUÇÕES

1. Contextual

Vantagens:

a. As pessoas gostam de ouvir mensagens bíblicas.

b. Esclarece melhor o sentido do texto que se vai pregar.

c. É uma fonte natural.

d.Traz informações históricas, geográficas, culturais e de personagens para o assunto, ajudando na compreensão do mesmo.

2. Textual – Usar o próprio texto. Ex.: Vinde a Mim!

3. Descrição Dramática. Cuidado com o exagero.

4. Acontecimento recente: Rádio, TV, revistas e jornais.

5. Tópica – Valoriza o assunto da mensagem

6. Introdução pelo problema

Confronta-se um fato verídico sobre um casal divorciado quando a mensagem  referir-se ao divórcio.

7. Declaração direta do assunto

Ex.: Disciplina / Infidelidade / Santidade, etc.

8. Ilustração – Recomendada para público desconhecido.

9. Ocasionais – Ato fúnebre; Inauguração; Formatura… etc

10. Psicológicas – Usar de psicologia para atrair a atenção.

Ex.: Paulo em Atenas   At 17:23. Natã  a Davi   II Sm 12:1-4.

11. Fato da Vida

Experiência pessoal. (Testemunho).

Experiências com terceiros.

12. Referências  à mensagem anterior

13. Formular perguntas  que a mensagem venha trazer as respostas.

14. Humor – Para ganhar a atenção.  Que não faça apenas rir.

C. TIPOS DE INTRODUÇÕES

1. Evitar introduções gerais.

2. Evitar introduções  duplas (assuntos diferentes).

V. CONCLUSÕES

Raramente os pregadores negligenciam nas introduções de seus sermões, mas, muitas vezes deixam de preparar bem a conclusão. No entanto, a conclusão tem mais importância  que a introdução.

A conclusão  é a batalha final que decide a guerra. É o resumo do sermão, sendo  assim  mais importante que a introdução.

Antes de alguém iniciar uma viagem, tem de resolver qual será seu destino.

Antes de se iniciar um sermão temos que saber qual será a conclusão. Ou melhor,  o que queremos atingir.

A. PREPARO CUIDADOSO.

B. PRINCÍPIOS ORIENTADORES

1. Natural. Deve ser  dito a coisa inevitável aos ouvintes (lógica).

2. Pessoal. Deve atingir o ouvinte, visando uma decisão espiritual.

3. Viva. Terminar de maneira forte e decisiva.

4. Clara. Precisa ser bem definida. Onde quer chegar.

C. TIPOS DE CONCLUSÕES

1. Apelo direto

2. Aplicação prática

3. Resumo

4. Contraste

5. Ilustrativa – Uma ilustração forte ajuda a fixação da mensagem.

Cuidado com ilustrações que não ilustram a verdade.

D. CUIDADOS ESPECIAIS EVITAR DESCULPAS

1. Evitar desculpas

2. Evitar humor que só faça rir.

3. Evitar novas idéias – A conclusão deve concluir de fato.

4. Evitar generalizações – Deve ser pessoal, o alvo é o indivíduo.

VI. ILUSTRAÇÕES

Ilustrar significa lançar luz (lustrar ou fazer brilhar) sobre determinado assunto;  e isso se faz necessário à pregação.

Por  que usar ilustrações?

A. POR CAUSA DO INTERESSE HUMANO.

1. Pessoas têm áreas de interesse pessoal.

2. Jesus usou ilustrações para ensinar princípios e verdades  divinas.

B. POR NECESSIDADE DE CLAREZA.

1. Para tornar clara a verdade.

2. Para esclarecer pensamentos.

C. PARA PROVAR  ISTO OU AQUILO.

Usa-se a analogia. Ex.; Rm 11

D. PORQUE DESPERTA A ATENÇÃO DO OUVINTE.

E. PORQUE EMBELEZAM A MENSAGEM.

Funcionam como ornamento.

F.  PORQUE AJUDAM A MEMÓRIA DO OUVINTE.

1. Mais fácil lembrar.

2. Retêm as lições da mensagem.

Bom seria se para cada verdade ou princípio bíblico ensinados          tivéssemos uma ilustração para usar.

Fontes de Ilustrações:

a. A OBSERVAÇÃO.

1. Os fatos  Acontecimentos do dia a dia).

2. Vida humana.

3. Natureza.

Diante das situações faça as seguintes perguntas:

– A que isso se assemelha?

– Que é que isso ilustra?

A maioria das ilustrações usadas por Jesus foi extraída da vida                        cotidiana, especialmente do campo.

b. A CIÊNCIA.

1. Descobertas.

2. Emprego.

c. A HISTÓRIA.

O campo é ilimitado. Paulo chama a atenção para  a observação da história.

d. A LITERATURA E A ARTE. Mais usado para o público intelectualizado.

e. ESCRITURAS.

f. INVENÇÃO.

1. É lícito inventar uma ilustração. Desde que realmente ilustre.

2. Algumas parábolas de Jesus eram criadas.

g. LIVROS ESPECÍFICOS. Hoje há manuais de ilustrações.

Cuidados

NÃO USAR SÓ POR USAR.

1. É preciso saber se a ilustração condiz com a verdade.

2. É preciso se a ilustração condiz com os objetivos de mensagem.

NÃO USAR ANEDOTAS  OU  PIADAS.

1. Que só façam rir.

2. Que desviem a atenção do ouvinte.

3. Elas prejudicam a seriedade do Evangelho.

NÃO FALAR A RESPEITO DE ILUSTRAÇÕES. Apenas ilustre.

NÃO USAR ILUSTRAÇÕES DEMAIS NUMA ÚNICA MENSAGEM.

Autor:  Pr. Ednaldo D. Medeiros

BIBLIOGRAFIA.

  • Lições de Retórica Sagrada.

Rev. Herculano Gouvêa Jr.        EM

  • Como Preparar Sermões.

Anísio Batista Dantas.           CPAD

  • O Púlpito Evangélico.

Romeu Ritter dos Reis.              CE

  • Prega a Palavra.

Gesiel Gomes.                       CPAD

  • Homilética, o Pregador e o Sermão.

Severino Pedro da Silva        CPAD

  • José da Silva um Pregador Leigo.

Jerry Stanley Key.                JUERP

  • Homilética Prática.

Thomas Hawkins.                 JUERP

  • A Integridade da Pregação.

John Knox.                             ASTE

  • Pregação Expositiva Sem Anotações.

Charles W. Koller.                       MC

  • Prega a Palavra.

Karl Lachler.                              VN

  • Manual Para Pregadores Leigos.

J. D. Crane.                        JUERP

  • Homilética I, O Sermão Expositivo.

Donald W. Kller.                 CEIBEL

  • Homilética II, O Sermão Tópico.

Donald W. Kaller.                CEIBEL

  • Como Preparar Mensagens Bíblicas.

James  Braga.                         VIDA

  • Como Apresentar Suas Idéias em 30 Segundos.

Milo O. Frank.                  RECORD

7 comentários sobre “NOÇÕES BÁSICAS DE HOMILÉTICA

  1. que deus possa abencoar a vida dos amados que tem se dedicado em escrever estes etudos valiosos para nos ajudar e melhor o nosso conhecimento.

  2. deus seja louvado eu te amo deus obrigado por ter me dado esta resposta pois tenho odesejo de pregar a tua palavra com amor isto é muito legal amém

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