A SUBLIMIDADE DE CRISTO


A SUBLIMIDADE DE CRISTO


“Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar Cristo.” Filipenses 3: 7,8

Conhecer a Cristo e ser conhecido por ele, esse é o desejo de muitos, mas alcançados por poucos.
As muitas religiões, religiosidades, crenças ditas e malditas, têm confundidos as mentes levando-os ao extremo  fanatismo ou da incredulidade exacerbada.
As dificuldades de uma interpretação correta das Sagradas Escrituras, existem por causa dos falsos mestres, falsos profetas, que se arrogando como enviados de Deus, fazem uma hermenêutica unilateral da Bíblia, trazendo  assim a perdição de muitos que seguem seus passos e ensinos.
Como conhecer a verdade de Cristo, quando existem muitas “verdades”, bem exposta pelos promotores ou pseudos promotores das religiões cristãs?
A carta aos irmãos de Filipos, endereçada pelo apóstolo Paulo, é de uma crítica contundente aos falsos mestres, que tentavam perverter o evangelho de Cristo e o Cristianismo em seu nascedouro, impedindo o seu crescimento e propagação.
O terceiro capítulo de Filipenses é muito mais que um tratado apologético, uma defesa da fé cristã, é uma declaração de fé, de amor, de despojamento, um testemunho de transformação de uma vida, o impacto de encontro, é a verbalização da alma, inebriada e cheia da presença de Cristo na vida de um homem: Paulo. Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar Cristo.” Filipenses 3: 7,8
Não foi Paulo que buscou a Cristo, foi ele que foi ao seu encontro, em um tempo inesperado, uma hora em que seu coração fervia de inveja, ciúme, zelo religioso, desejo de ver os cristãos mortos ou encarcerados. Foi no caminho de Damasco que Cristo lhe parou, o fez olhar para o céu e não para a terra, cegou os seus olhos carnais, lhe abriu os olhos da alma e do espírito. “Saulo, Saulo, por que me persegues”, foi à indagação de Cristo.
A sublimidade do conhecimento de Cristo fascinou Paulo. Sublime quer dizer elevado, magnificente.
Conhecer a Cristo, no sentido mais profundo da palavra, é muito mais que conhecimentos teológicos, ou um aprofundamento na hermenêutica ou exegética  Bíblica.

Experiência passada de Paulo como religioso.
Sua herança religiosa. Vs 5 “ Circuncidado ao oitavo dia.” Levítico.12:3 Seus pais já há muito cumpriam toda a lei. “ da linhagem de Israel”. Não era prosélito, nem convertido ao judaísmo. Pertencia a tribo de Benjamim – a tribo que era a mais respeitada em Israel por causa de inusitada fidelidade a lei de Deus. Foi dela que saiu o primeiro rei de Israel: Saul.
Paulo queria dizer: tudo é meu por herança, não fiz esforço nenhum para conseguir.

Suas realizações religiosas.   Vs 5,6 “hebreu de hebreu.” Paulo não era um hebreu comum, tinha dado duro, estudado muito para chegar a ser um erudito, um homem de letras e de alta cultura, falava hebraico e aramaico, um sinal de distinção em Israel. “ quanto a lei fariseu.”
Representava a mais conservadora seita do Judaísmo, ensinado na lei de Deus por um dos melhores eruditos de sua época: Gamaliel. Paulo aprendera os detalhes da lei de Moisés, juntamente com as tradições que foram acrescentadas com o decorrer dos anos.
perseguidor da igreja” Paulo era sincero e zeloso na defesa do que fazia e cria. Atos dos apóstolos 8:3 diz que ele devastava as casas e os cristãos onde passava. “Quanto a justiça legalista irrepreensível” O que os homens e a lei exigia, ele fazia, portanto, ele era irrepreensível. Ninguém poderia falar ao contrário. Ninguém poderia acusá-lo.
Paulo tinha muitos motivos para confiar na carne. Mas um dia ele encontrou a Cristo no caminho de Damasco. (todos nós temos nossa Damasco representando nosso encontro com Cristo, onde caímos de nossa soberba, prepotência e caminhos errados; passamos a caminhar com Cristo, andar com Ele e fazer a vontade dele)
Quantos  precisam de um caminho de Damasco para ter um confronto com Cristo? Quantos sem se aperceberem, são verdadeiros inimigos do evangelho, mesmo carregando dentro de si, argumentos supostamente religiosos, que oprimem e  matam os seus contrários?

A visão do passado de Paulo. “ O que para  mim era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo.” Vs.
Para ele tudo fora uma perda total, um mau investimento. Ele considerava toda a sua herança e todas as suas realizações “como perda.”: Lit.: dano; desvantagem, inútil.“ Não apenas inútil, mas pior que inútil; porquanto impedira de ter um verdadeiro senso espiritual de necessidade e impotência, o que poderia tê-lo levado aos pés de Cristo; e assim apesar de estar ‘ganhando o mundo inteiro’,  na realidade, pendia para a perda de sua própria alma.” (Barry)
Paulo disse isto, não que a maioria das coisas eram más em si mesmas, mas porque impediam seu relacionamento com Deus.
“Deveras considero tudo como perda.” Lit. “ estou realmente me considerando… estava fazendo uma ‘avaliação necessária’, de conformidade com a verdade recém-descoberta do evangelho de Cristo”
A visão do presente de Paulo. “ Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus meu Senhor: por amor do qual, perdi todas as cousas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo.”Vs 8
A causa da troca. “ Sublimidade do conhecimento de Cristo, meu Senhor.” Lit.: ultrapassar, colocar em elevado nível, exceder, dando a idéia daquilo que é excelente, superior, dotado de extraordinário valor.
“ O conhecimento de Cristo é reputado como extremamente mais valioso, muito maior do que todas as cousas nas quais Paulo costumara vangloriar-se, quando ainda na incredulidade. Ora, eram nessas mesmas coisas que os legalistas continuavam se  jactando, visto que ainda não tinham tido a clara visão do valor e do significado de Jesus Cristo.” R C.
O Senhorio de Cristo na vida de Paulo. “Meu Senhor” “ O conhecimento de Cristo como Senhor passou a ser, para Paulo, a suprema excelência.  Conhecimento, da forma como é usado aqui, é mais do que a realização intelectual. È um conhecimento que domina a vontade e o coração igualmente. (Um conhecimento experimental: Jo 17:3) Conhecer Cristo como Senhor é colocar-se sob as suas reivindicações, considerando-as absolutas e finais. È submeter-se ao reino de Deus (governo de Deus) da maneira como ele nos confronta Naquele que ele ungiu (Cristo) para reinar.” Broadmam
O objeto maior da troca. “ …por amor do qual,, perdi todas as cousas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo.”
Amor a Cristo excede tudo que pensamos ou desejamos.
Tudo é considerado refugo, para ganhar a Cristo. Pouco é o valor  das vantagens e glórias terrenas, das práticas legalistas e nominais; das exterioridades da fé inexpressiva; da carnalidade, das ambições humanas.
Ganhar a Cristo é muito mais que recebê-lo como salvador, é viver a vida completa oferecida por ele em toda a sua excelência, equipara-se com a participação na sua ressurreição, em sua forma de vida eterna (Vs 10,11), em suas perfeições ( Vs 12), em seu prêmio eterno da vida imortal, a completa salvação, por cuja a causa Cristo o tinha conquistado. ( Vs 13,14)
Ser achado nele. Não com justiça própria, mas a da fé em Cristo. Vs. 9 Conhecê-lo mais e mais, plenamente, completamente, absolutamente. Vs. 10 Conhecer… “ …o poder da sua ressurreição.” Conhecer…  “ …a comunhão dos seus sofrimentos.” “… conformando-me com ele na sua morte.”

Buscando alcançar alvos nobres, excelentes:
Ressurreição dentre os mortos. Vs 11 Prosseguindo na busca dos alvos de Cristo. Vs 12 Renunciando o passado e as cousas inúteis e sem valor e avançando para frente, cada vez mais. Vs. 13 Prosseguindo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Vs 14
Não existe paradigma mais fidedigno do propósito que Deus deseja alcançar na vida humana, do que a ação que o Espírito Santo pode operar no viver do Apóstolo Paulo: uma rendição total e real ao senhorio de Jesus Cristo. Nele é alcançado o desejo de João Batista “ que ele cresça e eu diminua…”

A elevada intimidade, obediência, sujeição e paixão do Apóstolo pela busca do conhecer a Cristo em sua essência e vontade, foram às luzes que brilharam de seu interior, refletindo salvação em sua época e continuarão acessas nesta e nas gerações vindouras que olharem de forma sublime para o filho de Deus.

Pr Francisco Nascimento

5 comentários sobre “A SUBLIMIDADE DE CRISTO

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