A NECESSIDADE DE UM CORAÇÃO AQUECIDO


A NECESSIDADE DE UM CORAÇÃO AQUECIDO

“Mas recebereis poder, quando o Espírito Santo descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.” Atos 1.8

 

John Stott disse certa feita: “antes de mandar a igreja para o mundo, Cristo mandou o Espírito Santo para a igreja. A mesma ordem precisa ser observada hoje”.

Não há missão sem capacitação. Não há pregação sem poder. Não há avivamento sem derramamento do Espírito.

Leonard Havenhill, em seu livro Por que Tarda o Pleno Avivamento?, conta a experiência de um pastor que pregou uma tabuleta na porta da sua igreja: “Esta igreja passará por um avivamento ou por um sepultamento”.

Ao longo da história, Deus visitou o seu povo, irrompendo com grande poder e trazendo à igreja tempos de refrigério, através do der­ramamento do seu Espírito.

Temos base, portanto, para buscar e esperar um Pentecoste, ou seja, um derramamento do Espírito nestes dias.

POR QUE A NECESSIDADE DE UM CORAÇÃO AQUECIDO?

1)  Por causa do baixo nível espiritual do povo de Deus.

Romário dizia que continuava jogando futebol (com mais de 40 anos) porque o nível estava muito baixo.

O nível tem sido muitas vezes superficial, raso, imaturo e mundano.

Tem extensão, mas não profundidade. Tem números, mas não vida.

A igreja está grande, mas não causa impacto. Ela cres­ce, mas não amadurece.

Tem quantidade, mas não qualidade. É como a igreja de Sardes: tem nome de que vive, mas está morta (Ap 3.1). A igreja tem perdido ou pelo menos não tem o mesmo ardor de outrora.

Quando a sã teologia é abandonada, a conduta entra em colap­so. A teologia é mãe da ética. A teologia determina a ética. O homem é resultado da sua fé. Você só celebra o que crê.

Como ele crê no seu coração, assim ele é. Antes da vida vem a doutrina. A doutrina determina a qualidade de vida. Não há santidade fora da verdade. Não há cristianismo autêntico se na sua base não está a Palavra de Deus.

Uma igreja apóstata não pode gerar crentes genuínos. Uma igreja em crise espiritual gera crentes doentes.

Antes de falar do derramamento do espírito, o profeta Joel con­vocou a nação de Israel a se voltar para Deus. Antes do Pentecoste, o pecado precisa ser tratado. Antes de os céus se abrirem, o povo preci­sa acertar sua vida com Deus. Antes do derramamento do Espírito, o caminho para Deus precisa ser preparado. E Joel (2.12-16, 28) diz que essa volta para Deus precisa ser:

 a) Profunda – ou seja, de todo o coração. Não adianta fingir. Não adianta tocar trombeta. Deus não se impressi­ona com a majestade dos nossos gestos e com a eloqüência das nos­sas palavras. Ele não aceita promessas vazias, votos tolos, compro­missos pela metade;

b) Quebrantamento – ou seja, com lágri­mas e pranto. Deus não despreza o coração quebrantado.

As lágrimas de arrependimento não são esquecidas por Deus. Os que choram por seus pecados são bem-aventurados.

É impossível ser cheio do Espíri­to sem antes esvaziar-se de todo o entulho que atrapalha a nossa vida. Essa faxina é dolorosa, mas precisa ser feita, ainda que com lágrimas.

c) Dedicação – ou seja, com jejum.      

Precisamos jejuar para que Deus dobre o nosso coração e o torne sensível.

Precisamos jejuar para que Deus nos dê percepção da malignidade do nosso pecado e da pureza da santidade divina.

Precisamos jejuar para que todas as des­culpas que arranjamos para não nos voltarmos a Deus caiam por ter­ra;

d) Com sinceridade – ou seja, rasgando o nosso coração.

No pas­sado, as pessoas tinham o hábito de rasgar as vestes na hora do deses­pero. Deus, contudo, não se contenta com atos exteriores.

Ele não se satisfaz com teatralização. Diante dele não adianta gritar, gesticular, pois esses gestos não o impressionam.

Ele quer um coração rasgado, sincero, autêntico, determinado a voltar-se para ele.

Quando a trombeta soou, o povo foi convocado a voltar-se para Deus, do sacerdote à criança de peito, e houve restauração e perdão. Como resultado, veio a gloriosa promessa: “… e acontecerá depois que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne” (Jl 2.28).

Veja que o der­ramamento do Espírito vem depois e não antes do acerto de vida com Deus. Buscar avivamento sem antes tratar do pecado é leviandade, pois é querer que Deus compactue com o erro. É preciso preparar o caminho para que Deus se manifeste.

2)  Porque a igreja está trancada dentro de quatro paredes

No Evangelho segundo João 20.19, 21,22 encontramos os dis­cípulos reunidos com as portas trancadas, com medo dos judeus. Eles estavam acuados, acovardados, paralisados e sem nenhuma ousadia para sair pelas ruas. Haviam perdido a coragem para testemunhar.

Não queriam assumir os riscos do discipulado. Eles não tiveram co­ragem de assumir que eram de Jesus. Intimidaram-se diante das pres­sões e da perseguição iminente. Arriaram as armas; enfiaram-se na caverna; enjaularam-se no cenáculo. Eles se encolheram sob o manto do medo.

Esse é um retrato da igreja hoje. Muitas igrejas têm conteúdo, mas lhes falta ousadia. São ortodoxas, mas não têm paixão pelas al­mas. Têm conhecimento, mas não têm ardor evangelístico. Têm pro­grama e organização, mas não saem das quatro paredes.

Outras igre­jas têm conteúdo, boa teologia e excelente música, mas toda a sua atividade é voltada para dentro. São sal no sa­leiro. Nada fazem e pouca ou nenhuma influência exercem na socie­dade em que estão inseridas.

Noventa por cento das atividades da maioria das igrejas desti­nam-se à própria igreja. São igrejas enroscadas e sufocadas pelo pró­prio cordão umbilical;

Igrejas com a síndrome do mar Morto, que só recebem, só engordam;

Igrejas que alumiam a si mesmas e sonegam a sua luz para o mundo, deixando-o em densas trevas. E, ao contrário da mulher da parábola da moeda perdida, essas igrejas, em vez de buscar a moeda que se perdeu, passam o tempo todo polindo as moedas que têm nas mãos.

Realizam conferências, congressos, encontros, palestras e seminários apenas para polir moe­das. Os crentes dessas igrejas reciclam-se em todos os congressos, participam de conferências missionárias a mil quilômetros de distân­cia. São capazes de sair de casa mil vezes para ir ao templo, mas não têm coragem de atravessar a rua e falar de Jesus para o vizinho.

São igrejas tímidas para investir na salvação dos perdidos. Pescam sem­pre em águas rasas e jamais lançam as redes em alto-mar.

        Temos medo de um coração aquecido?

        Queremos mesmo o coração aquecido?

        Se o coração for aquecido,  perderemos algumas coisas?

        Você está disposto?

        Precisamos muito de fogo no nosso coração.

Pr Antônio José de Souza

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3 comentários sobre “A NECESSIDADE DE UM CORAÇÃO AQUECIDO

  1. Que a Graça e Paz de Critos esteja contigo.
    O texto acima é sinal da benção de Jesus para nossa vida.
    Umabraço fraterno.

  2. AMADO PASTOR VENHO + UMA VEZ LHE PEDIR 1 FAVOR PEÇO LHE QUE ME MANDE OU INDIQUE ME 1 ESTUDO QUE FALE SOBRE A NESSECIDADE DE ESTARMOS EM 1 IGREJA P Q EU POSSA MOSTRAR P O MEU IRMAO EM CRISTO DESDE JA LHE AGRADEÇO MUITO OBRIGADO

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