UM PAI MUITO ESPECIAL


UM PAI MUITO ESPECIAL

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“Tendo Jesus voltado no barco, para o outro lado, afluiu para ele grande multidão; e ele estava junto do mar. Eis que se chegou a ele um dos principais da sinagoga, chamado Jairo, e, vendo-o, prostrou-se a seus pés e insistentemente lhe suplicou: Minha filhinha está à morte; vem, impõe as mãos sobre ela, para que seja salva, e viverá.”

Marcos 5:21-23

Ser pai é  um dom, um presente de Deus. Muitos gostariam de possuir esta dádiva, mas não podem, pois são estéries, outros, embora possuidores da dádiva optam por não gerar filhos.

Muito mais valioso que ter o dom de poder gerar filhos é saber como criá-los e educá-los; formá-los para saberem vencer os embates e lutas da vida. Superar limites, transpondo obstáculos; deixando-lhes marcas  positivas, para que quando adultos, nutram boas recordações do pai e agradeçam a Deus pelos bons conselhos que tiveram, os quais não poderiam aprender a conquistar.

Esse deve ser o maior legado que um pai pode deixar ao  seu filho,  maior que bens e riquezas na terra, o de influenciar positivamente em sua vida e caráter.

Jairo foi um homem assim, um pai singular, que deixou à sua filha única, marcas de profundo amor, carinho e atenção, que a fizeram crescer nutrindo boas recordações de sua infância e de sua juventude; amparada, protegida e amada por seu pai.

Jairo era um homem religioso, chefe de sinagoga. De um caráter ilibado, conduta reconhecida em toda a sua cidade, orava todo dia, lia e ensinava a Lei de Deus nos cultos diários, era um mestre da Palavra.

Um dia, foi atingido por uma tragédia: Sua filha única de 12 anos, fora acometida de uma doença mortal.

O que fazer quando as tragédias, os males entram em nossa casa?

Jairo, como pai e chefe de casa, nos ensina o que fazer quando as dificuldades aparecem, ou quando a culpa nos assaltar. Sim, porque quando nos acometem algum mal, a primeira pergunta que fazemos é: “Meu Deus o que fiz de errado para me acontecer isso?”

A primeira atitude positiva de Jairo é que ele não deixou que o fatalismo lhe consumisse a alma ou dilacerasse sua força. Ele não ficou paralisado, numa atitude de derrota, reclamando de Deus e do mundo. Ele não ficou chorando, vendo a filha morrer, saiu em busca de alternativas de cura e salvação para ela.

Jairo teve que reformular padrões religiosos, quebrar preconceitos, pensamentos que defendeu a vida inteira. Havia a última alternativa de cura para sua filha, essa se chamava Jesus, que dizia ser o Messias, e isso era inaceitável no meio religioso em que vivia. Mas ele supera a tradição e vai até Jesus.

Jairo supera a vergonha de se expor publicamente e ir pedir ajuda de Jesus, “o que os outros poderiam pensar a respeito daquele ato, sendo ele um mestre, um doutor, uma autoridade?” Ele desceu e se humilhou. Os que se humilha serão exaltados. “E eis que chegou um dos principais da sinagoga, por nome Jairo, e, vendo-o, prostrou-se aos seus pés, E rogava-lhe muito, dizendo: Minha filha está moribunda; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos, para que sare, e viva.” Vs 22,23

Jairo teve que lidar com a espera, até conseguir obter a bênção. Esperou Jesus fazer outro milagre, na mulher hemorrágica. Esperar, esperar, enquanto outros estão sendo abençoados, quão difícil é. Mas ele perseverou até conseguir ser abençoado.

Jairo teve que vencer vários obstáculos: o medo, a angústia e o desespero da espera e a noticia de morte. “Estando ele ainda falando, chegaram alguns do principal da sinagoga, a quem disseram: A tua filha está morta; para que enfadas mais o Mestre?” Vs 35

O pai de família tem autoridade espiritual sobre ela, quer para vida, quer para morte. É dele a bênção ou maldição para  sua posteridade.

Como autoridade espiritual da sinagoga e principalmente de sua família, Jairo toma uma decisão fundamental: leva Jesus para sua casa, abrindo a porta para a entrada daquele que produz mudanças profundas e radicais. “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.” Apocalipse 3:20

Aonde Jesus entra não pode existir morte, porque ele é vida e é capaz de transformar as tragédias humanas em bênçãos.

Jesus quando vai à casa de alguém leva seus amigos, os mais chegados. “E não permitiu que alguém o seguisse, a não ser Pedro, Tiago, e João, irmão de Tiago.” Vs 37

Quando Jesus entra na vida de alguém sempre leva valores que irão produzir mudanças profundas, que transformarão amargos em doce, derrotas em vitórias, desespero em esperança, morte em vida, pesadelos em sonhos.

Alguns valores (amigos) que Jesus carrega  para oferecer aos seus amados: Paz, alegria, segurança, saúde, vida, amor, esperança, prosperidade, fé, confiança, perdão, respeito, união.

Jairo teve que ser um homem de uma fé firme e de uma confiança inabalável em Jesus para obter a bênção para sua família.

Jairo representa os pais que lutam pela sua família, pelos seus filhos, que não sucumbe diante das tragédias, dos ventos contrários, da doença e da morte.

Jairo representa os pais que transpõe todos os obstáculos, e os vencem para conseguir a bênção da vida, da saúde, para ver seus filhos bem.

Há muitos Jairos hoje no mundo, que choram e clamam a Deus e não sossegam enquanto não vêem seus filhos bem sarados e prósperos.

Jesus viu a aflição e o sofrimento de Jairo e lhe dá uma palavra de esperança:  “não temas, crê somente.” “E Jesus, tendo ouvido estas palavras, disse ao principal da sinagoga: Não temas, crê somente.” Vs 36

Jesus ressuscita a filha de Jairo que estava morta. Ele e só ele é capaz ressuscitar o que está morto na família. “E, tomando a mão da menina, disse-lhe: Talita cumi; que, traduzido, é: Menina, a ti te digo, levanta-te. E logo a menina se levantou, e andava, pois já tinha doze anos; e assombraram-se com grande espanto.” Vs 41,42

Jairo representa o pai que arrisca tudo pelo bem estar de um filho e obtém a recompensa de vê-lo abençoado. Ele vai até o fim e crê, mesmo quando se mostra impossível, ele crê na mudança de situação. Ele era pai, era sacerdote de sua casa, tinha uma missão: o bem de seu filho!

Como você, pai, tem zelado pela dádiva divina, a missão que Deus tem confiado a você?

Pr Francisco Nascimento

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