PÁSCOA


PÁSCOA

“ No dia seguinte, viu João a Jesus que vinha para ele, e disse: eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” João 1:29

A Palavra portuguesa “Páscoa,” é usada para designar a festa dos judeus que, no hebraico é chamada Passach, vem de um verbo que significa ‘passar ou soltar por cima’, ou “passar por sobre” no sentido de ‘poupar’ (Êxodo 12:13,27). Pesach é a forma nominal da palavra. Dá uma idéia de livramento, Deus, literalmente manda o anjo da morte ou anjo destruidor passar por cima das casas dos israelitas protegidas pelo sangue, do cordeiro pascal que fora imolado para o propósito de livramento, ao mesmo tempo e que feria de morte as casas que não tinham a marca de sangue aspergida nos umbrais das casas. Matando assim os primogênitos dos filhos dos Egípcios. ( Êxodo 12:21)

A curiosidade é que essa foi à última praga das 10 que serviria para Faraó libertar os israelitas da escravidão promovida há séculos. Foi à forma radical de Deus de dizer a Faraó: “Basta!!! Eu Sou o Deus Poderoso que tenho poder para libertar meu povo a hora que eu quiser, solta agora!.”

A páscoa também é associada à saída dos israelitas do Egito, ou “passagem para a libertação”. Na terra de Canaã a festa (comemoração) da páscoa veio a ser unida à festa agrícola dos pães asmos. Continua sendo celebrada durante sete ou oito dias. Desde o décimo quarto dia do primeiro mês (Nisã), como memorial da libertação dos Hebreus da servidão do Egito. Essa festa, de acordo com Êxodo 12:15;34:18; Levítico 23:6; Números 28:17 e Deuteronômio 16:3 era celebrada desde o pôr do sol do décimo quarto dia do mês de Abibe ( na primavera), que posteriormente recebeu o nome de Nisã. Visto que o dia, para os judeus, começa tradicionalmente ao pôr-do-sol, estritamente falando, essa festa, começava no décimo quinto dia do mês. O primeiro e o sétimo dia eram santos que ninguém podia fazer qualquer trabalho.

ELEMENTOS HISTÓRICOS E SEU DESENVOLVIMENTO

A noite do mês de Nisã (Abibe), eram mortos os cordeiros pascais. Eram assados e comidos com pães asmos e ervas amargas (Êx 12:8); era uma observância em família. No caso de famílias pequenas, os vizinhos podiam se reunir para participar juntos da festa; e mais orientações e condições foram acrescentadas à questão, conforme o tempo foi passando. A festa durava sete dias. Ex 14:3-10. A páscoa foi estabelecida a fim de instruir às gerações futuras (Ex 12:24-27). Então mais características forma acrescentadas. Quatro sucessivas taças de vinho, misturado com água, eram usadas. Os Salmos 113-118 eram entoados em lugares apropriados. Fruta misturada com vinagre, na consistência de massa de pedreiros, era servida, para relembrar a massa que os israelitas tinham usado nas edificações, quando estavam escravizados. O primeiro e o último das festas eram sábados solenes. Todo trabalho cessava ( Êx 12:16; Num 28:18-25) . No segundo dia, molho de cevada recém-amadurecida era sacudido pelo sacerdote a fim de consagrar a inauguração da colheita (Lev 23:10-14). Sacrifícios elaborados eram efetuados mediante as ofertas queimadas ou holocaustos de dois touros, um carneiro, sete cordeiros e um bode, como oferta pelo pecado a cada dia ( Num 28:19-23; Lev 23:8). Assim sendo, a idéia de expiação foi integrada à páscoa, passando a fazer parte do simbolismo que foi transferido para o Novo Testamento.

O ovo indicava a promessa de vida e o coelho a fertilidade

Os espanhóis chamam essa festa de Pascua, os italianos de Pasqua, os franceses de Pâques. Na maioria das línguas a origem é a mesma. Do hebraico Pessach, pelo grego Páscha e dele pelo latim Pascha. Em inglês o nome é Easter, completamente divorciado das raízes hebraicas, gregas ou latinas.

Na antiguidade

Na antiguidade, os povos observavam o sol, que ora se mostrava bem vivo e atuante, mas que parecia morrer no inverno. Assim, criavam-se rituais tentando devolvê-lo à vida. No inverno, em muitas partes do mundo, a vegetação não cresce, é tempo de escassez. Sem o sol, nada feito. Com ele, temos as estações do ano, o ciclo anual das plantações no qual a vida se renova a cada primavera.

Na maioria das civilizações antigas esse processo mágico de ressurreição após a morte foi ligado a entidades sobrenaturais, a deuses e deusas. O Sol era visto como o elemento masculino fertilizante. E não poderiam faltar, nas religiões, deusas da fertilidade, celebradas compreensivamente na primavera.

Na Grécia antiga, Perséfone era a deusa do mundo subterrâneo, que retornava à superfície toda a primavera trazendo fartas colheitas, abundância para o mundo dos vivos.
Os fenícios tinham Astarte e os babilônios Ishtar, cuja lenda diz que nasceu de um ovo lançado no Eufrates. Além da fertilidade, Ishtar era guerreira. Tal como Esther, a rainha judia que salvou os hebreus de um governante persa que pretendia matá-los, como Moisés salvou seus irmãos dos egípcios. Se o Pessach lembra o feito de Moisés, a festa do Purim celebra a valentia de Esther. Ambas as festas celebram a sobrevivência, a luta pela vida.

O ovo e o coelho

Bem mais tarde, aparece Eostra, a deusa da fertilidade dos celtas, cujos símbolos eram o ovo e o coelho. O ovo indicava a promessa de vida e o coelho a fertilidade. O culto a Eostra foi adaptado quando alemães e anglo-saxões se converteram ao cristianismo. É por isso que, ao contrário de outras culturas européias, os ingleses e alemães dão o nome dessa deusa à maior data cristã. Eostra virou Easter em inglês e Ostern em alemão.

Assim, ovos naturais coloridos eram presenteados. E, a partir do século 18, foram disseminados por todo o mundo, mas feitos de chocolate. A sobrevivência ficou bem mais doce.

Mas o verdadeiro símbolo e sentido da páscoa é o cordeiro imolado, que fica esquecido e transmutado em festas, e símbolos que não representam verdadeiramente o significado maior do Cristianismo, que é o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. João 1:29

CORDEIRO PASCAL UM TIPO DE CRISTO

“ Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois de fato sem fermento. Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal foi imolado.” I Coríntios 5:7

Os requisitos exigidos do cordeiro pascal do A. T. nos fazem ver como o amado Deus, já estava preparando na memória das gerações, a necessidade de um verdadeiro Cordeiro, que traria a libertação de seu povo da escravidão do pecado, para liberdade em Cristo Jesus.

As similaridades do cordeiro pascal do A.T. e Cristo, o Cordeiro de Deus do N.T.:

· Tinha que ser macho de um ano. Êxodo 12:5 e Isaías 9:6

· Não poderia ter defeito (sem pecado) Ex 12:5; I Pedro 1:19

· Tirado do rebanho. Ex 12:5; Hebreus 2:14,17

· Escolhido de antemão. Êxodo 12:3; I Pedro 2:4

· Separado por quatro dias para ser morto. Êxodo 12:6; João 8:46; 18:38 ( Jesus ficou 4 dias em Jerusalém antes de ser morto)

· Morto pelo povo. Êx 12:6; Atos 2:23

· Morto à tarde. Êx 12:6;Marcos 15:34,37; Lc 22:20

· Seu sangue devia ser derramado e aspergido nas vergas e portas. Êxodo 12:7,12; Hebreus 9:13,14;10:22,29; I Pedro 1:2

· Nenhum osso devia ser quebrado. Êxodo 12:46; João 19:36

· Comido com ervas amargas. Êxodo 12:8; Zacarias 12:10

· Comido com pães asmos. Êxodo 12:39; I Coríntios 5:7,8; II Coríntios 1:12

· Comido com pés calçados. Êxodo 12:11; Efésios 3:17

· Não devia ser tirado da casa. Êxodo 12:46; Efésios 3:17

“ Então vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes e entre os anciãos, de pé, um Cordeiro como tinha sido morto. Ele tinha sete chifres, bem como sete olhos que são os sete espíritos de Deus enviados por toda a terra.” Apocalipse 5:6

Pesquisas Bibliográficas:

Enciclopédias de Bíblia e Teologia e Filosofia. Dr Russel Champlin.

Bíblia Vida Nova. Dr Russel Shedd.

O Novo Dicionário da Bíblia. Dr. Ph.D. J. D. Douglas

Pr Francisco Nascimento

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3 comentários sobre “PÁSCOA

  1. AGRADEÇO A DEUS POR TER DEIXADO HOMENS SÁBIOS PARA NOS INSTRUIR NO CONHECIMENTO DA VERDADE QUE É A PALAVRA DE DEUS.

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